20 de março de 2017

Quem era ela - JP Delaney


É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

RESENHA:
20/03/2017

É bem difícil comentar esse livro sem falar demais, falar além do que a sinopse já diz.
Quem era ela já te deixa curioso logo nas primeiras páginas por querer saber à quem o autor se refere. 
O livro é narrado por duas protagonistas, intercalando os capítulos em ANTES: EMMA e AGORA: JANE.
A casa teve outros breves moradores antes, mas só vai contar a estória dessas duas mulheres que levaram ali dentro uma vida muito parecida uma com a da outra.
Nas duas narrativas teremos praticamente o mesmo tipo de estória no que se relaciona à casa, a diferença fica por conta da personalidade e vida passada de cada uma.
A casa é cheia de regras e o locatário precisa responder um questionário com uma quantidade enorme de perguntas e depois esperar para ser aceito (ou não).
Ela já vem mobiliada e o morador fica restrito às regras e deve viver de acordo com o contrato.
No entanto, o que faz as pessoas aceitarem é o valor baixo do aluguel, visto que a casa é um sonho, super moderna e de alta tecnologia.

As protagonistas terão um personagem em comum e já digo que o achei detestável. Emma também não me cativou em nenhum momento e quanto mais eu lia sobre ela, mais ainda a achava manipuladora e mesquinha.
Já Jane foi mais 'aceitável' para mim, com problemas mais reais e comportamento mais centrado, digamos assim.
Muitos pontos nesse livro não me agradaram, me incomodaram bastante e por esses motivos não dei nota máxima pra ele. Não consegui me identificar o mínimo possível com nenhum dos personagens e talvez por que tenha criado altas expectativas, eu esperava sentir um medo, uma apreensão que não teve. Não era esse tipo de estória.

Outra questão foi criar um personagem com tantas características a ponto de te confundir e depois mudar de uma hora pra outra para dar aquela sensação de chocar o leitor. No meu caso em particular não chocou por que acabou não me convencendo, só me fez pensar "Ah tá, era isso?"
O final foi normal e ainda deixou algumas dúvidas, não que interferisse no enredo, mas achei que faltou mais profundidade sobre um certo personagem.
Eu não moraria num lugar desses nem pelo preço. Não suportaria ser controlada dentro da minha própria casa, não aceitaria esse tipo de submissão à que elas se sujeitaram.
Enfim, o livro é bom, a estoria foi boa. Acho que daria um filme ainda melhor!

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