19 de julho de 2026

A Mulher do médico - Daniel Hurst - The Doctor's Wife #1

 



Ele acha que seu segredo está seguro. Mas ela sabe a verdade…

Meu marido é médico. Ele é inteligente e charmoso e todos confiam nele. Exceto eu.
Superficialmente, parece que tenho tudo – o casamento perfeito, o marido perfeito, a vida perfeita. Mas isso está longe de ser verdade.
O Doutor Drew Devlin não é a figura respeitável que ele diz ser. A razão pela qual nos mudamos para esta bela e antiga propriedade com uma linda vista para o mar foi porque precisávamos deixar nosso passado para trás. Deveria ter sido um novo começo para nós dois.
Exceto que descobri que meu marido estava mentindo para mim novamente. 
Ele está usando o poder que tem em seu trabalho para mexer com a vida das pessoas e conseguir exatamente o que quer, não importa quem machuque.
Mas ele me subestimou. Tive bastante tempo, nesta casa grande e isolada, para pensar em todos os seus erros.
E meu marido não tem ideia do que vai acontecer a seguir…


RESENHA:
19/07/2026

Eu simplesmente adorei esse livro!

Já conhecia a escrita do autor e fazia tempo que queria começar essa série (sim, é uma série de 5 livros!). No grupo de leitura do qual faço parte, só ouvia elogios, então minhas expectativas estavam altas. E, felizmente, elas foram correspondidas.

A trama é instigante do começo ao fim. Não é um livro que aposta em grandes reviravoltas a cada capítulo, mas isso nem faz falta. O grande diferencial está na escrita do autor, que prende o leitor de um jeito impressionante e faz as páginas voarem.

A história é narrada pelos pontos de vista de Fern e Drew. Embora os dois revelem o que está acontecendo, a narrativa da Fern foi, sem dúvida, a mais interessante para mim. Ela é extremamente inteligente, calculista e sempre parece estar um passo à frente. Já o Drew... chega a ser frustrante ver o quanto ele subestima a própria esposa.

Mesmo sabendo, desde o prólogo, para onde a história caminha, eu mal podia esperar para descobrir como tudo chegaria àquele ponto. E o autor ainda consegue guardar algumas surpresas para o final. Uma delas eu consegui prever, mas outras realmente me pegaram desprevenida.

Depois dessa leitura, só tenho uma certeza: quero ler tudo o que esse autor escreveu. E olha... não é pouca coisa! Ele tem uma quantidade enorme de livros publicados, o que torna até difícil escolher qual será o próximo.

Agora só espero que alguma editora brasileira traga mais títulos dele por aqui, porque essa escrita merece ser muito mais conhecida.

Recomendo demais essa leitura!

Nota: 5 ★

* Esse livro foi lançado em português de Portugal e também está disponível em inglês no
Kindle Unlimited.



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17 de julho de 2026

Até que a morte nos separe - Peter Swanson

 



Thom e Wendy Graves estão casados há mais de 25 anos. Vivem em uma charmosa casa vitoriana na costa de Massachusetts, têm um filho já adulto e construíram, ao longo das décadas, a imagem de um casamento sólido e invejável. 
À primeira vista, tudo parece perfeitamente normal. Exceto por um detalhe: Wendy quer matar o marido.
Mas o verdadeiro mistério não é o que vai acontecer, e sim o que aconteceu antes. 

Contada de trás para a frente, esta trama brilhante e perturbadora revela os momentos decisivos da vida do casal: a compra da casa, o nascimento do filho, a morte suspeita de uma colega de trabalho… e, no centro de tudo, um pacto sombrio selado há muitos anos.

RESENHA:
17/07/2026

Eu sou fã dos trabalhos do Swanson, sempre fico eufórica quando chega um livro dele e esse em particular é bem diferente.

Imagine começar um livro já sabendo exatamente como a história termina.
É isso que acontece aqui.

A narrativa começa em 2023 e vai voltando no tempo até 1982, quando Thom e Wendy se conheceram ainda na adolescência.
Thom é professor de literatura inglesa, alcoólatra e sonha em se tornar um grande escritor. Wendy é poetisa, já teve seus poemas publicados e é muito mais centrada que o marido. Logo nas primeiras páginas surgem perguntas que prendem a atenção: o que levou Thom ao alcoolismo? E, principalmente, por que Wendy quer tanto matar o marido?

A resposta vem aos poucos, enquanto voltamos no tempo capítulo por capítulo.
Cada capítulo revela um momento importante, ou aparentemente comum, da vida do casal, e aos poucos todas as peças vão se encaixando.
Gostei bastante da proposta. É uma leitura diferente, curiosa e que desperta a vontade de entender como tudo aconteceu.
Mas, para mim, existe um ponto que tirou parte do impacto da história: como já sabemos o desfecho desde o início, boa parte da surpresa desaparece. Toda a carga emocional do livro ficou concentrada nas primeiras páginas, e, quando chega ao último capítulo, que, na verdade, é o começo de tudo, a sensação é bem estranha.

A experiência vale pela construção da narrativa e pela forma como os acontecimentos são revelados, mas terminei a leitura com a impressão de que essa estrutura funciona mais como um diferencial do que como um recurso que aumenta a tensão. Talvez exista um motivo para tantos autores deixarem a grande revelação para o final.

Nota: 3,5 ★




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10 de julho de 2026

A Casa da Escuridão Eterna - Riley Sager

 


Vinte e cinco anos atrás, Maggie Holt e seus pais, Ewan e Jess, se mudaram para Baneberry Hall, uma extensa propriedade vitoriana nas florestas de Vermont. Eles passaram três semanas lá antes de fugir na calada da noite, uma provação que Ewan mais tarde relatou em um livro de não ficção chamado Casa de Horrores.

Hoje, Maggie é uma restauradora de casas antigas e jovem demais para se lembrar de qualquer um dos eventos mencionados no livro de seu pai. Mas ela também não acredita em nada disso. Afinal, fantasmas não existem. 
Quando Maggie herda o Baneberry Hall após a morte de seu pai, ela retorna para reformar o local e prepará-lo para venda. Mas seu retorno ao lar não é nada caloroso. Pessoas do passado, narradas em Casa de Horrores, espreitam nas sombras. E os moradores locais não estão entusiasmados com o fato de sua pequena cidade ter se tornado infame graças ao pai de Maggie. 
Ainda mais enervante é o próprio Baneberry Hall, um lugar repleto de relíquias de outra época que sugerem uma história de feitos obscuros. 
À medida que Maggie vivencia acontecimentos estranhos vindos diretamente do livro de seu pai, ela começa a acreditar que o que ele escreveu era mais fato do que ficção.


RESENHA:
10/07/2026
 Enfim, um livro do Riley que realmente me conquistou.
Foi uma daquelas leituras que me prenderam da primeira à última página. A cada capítulo eu tentava descobrir para onde a história estava indo, mas simplesmente não conseguia enxergar qual seria o desfecho.
Confesso que, conhecendo outros livros do autor, já estava me preparando para um final que não me convencesse. Felizmente, fui completamente surpreendida. Riley entregou um encerramento que fez sentido, amarrou todas as pontas e me fez fechar o livro pensando: era exatamente isso.
Por isso, acho que a melhor coisa que você pode fazer é entrar nessa história sabendo o mínimo possível. A sinopse já entrega tudo o que você precisa para decidir se essa leitura é para você.

Uma coisa, porém, continua sendo uma marca do autor: a escrita. Riley sabe exatamente como prender o leitor. Sem descrições cansativas, com um ritmo envolvente e capítulos que fazem você dizer "só mais um" até perceber que o livro acabou.
Por falar em capítulos, curtos e alternando entre duas narrativas e duas linhas de tempo. Perfeito!
Recomendo demais essa leitura! Sem dúvida, foi o melhor livro do Riley que li até agora.

E você, já leu algum livro dele? Qual foi o seu favorito?

Nota: 4,5 ★


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27 de junho de 2026

Five - Ilona Bannister

 


Cinco vidas. Cinco histórias. Quatro viverão - um morrerá. Quem será? Nesta obra-prima lenta de ficção psicológica, a escolha é toda sua.

Você já tentou passar o tempo imaginando a vida dos estranhos ao seu lado? Five, de Ilona Bannister, apresenta aos leitores cinco pessoas aparentemente aleatórias esperando por um trem. Mas essas não são apenas cinco pessoas. Desde o início sabemos que um deles vai morrer em breve. Muito em breve. Em cinco minutos chegará o próximo trem para Londres, matando um deles. Mas antes que isso aconteça você aprenderá suas histórias.

Nenhuma dessas pessoas é santa. Os leitores podem se apaixonar pelo lindo jovem que está prestes a arriscar sua vida. Eles podem ter pena da velha rabugenta que caiu no chão, mas se recusa a ajudar. Talvez os leitores desviem o olhar da criança que está fazendo birra. Ou julgue sua mãe, que certamente deve ser a culpada. E alguns serão curiosamente compelidos pelo empresário bem-sucedido e danificado que orbita todos eles.

Esses são os candidatos para o infortúnio desta manhã. Mas eles não sabem disso. Só você sabe. E você, nosso leitor cúmplice, não conseguirá resistir a decidir quem merece ir embora e quem merece apenas mais cinco minutos de vida.


RESENHA:
27/06/2026

Cinco desconhecidos aguardam a chegada de um trem.
Um deles vai morrer.
O que ainda não se sabe é se essa morte será um acidente... ou um assassinato.

A história começa com um narrador conversando diretamente com o leitor, preparando o cenário e descrevendo tudo nos mínimos detalhes para que possamos visualizar a cena.
Entre os acontecimentos na estação, a autora intercala capítulos dedicados a cada um dos personagens, mostrando um pouco de suas vidas e como chegaram até aquele momento.

Confesso que a premissa foi o que me conquistou.
Achei a ideia extremamente interessante e diferente, e foi justamente isso que me fez começar a leitura.
Infelizmente, a execução não me convenceu.
No início, demorei para entender a estrutura da narrativa, que me pareceu um pouco confusa.
Os capítulos são longos e focados em um personagem por vez. Alguns funcionam melhor do que outros, mas, no geral, achei a leitura cansativa.
Outro problema foi a falta de conexão com os personagens.
Nenhum deles conseguiu despertar meu interesse, nem mesmo a criança. Com isso, eu simplesmente não me importava com quem morreria ou se a morte seria acidental ou intencional.
E esse é um problema quando a proposta do livro depende justamente dessa expectativa.
Também senti falta de tensão.
Sempre que a narrativa retornava à estação de trem, as cenas pareciam repetir as mesmas informações, o que acabava enfraquecendo o suspense em vez de aumentá-lo.

Eu nem classificaria este livro como um thriller, aliás não sei exatamente em qual gênero ele se encaixa, mas, para quem espera uma leitura cheia de suspense, talvez a experiência seja diferente do esperado.
O desfecho também foi bastante morno e não conseguiu compensar o restante da leitura.
Em resumo, ideia interessante mas mal executada.

Nota: 2,5 ★

Ebook somente em inglês

 


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23 de junho de 2026

Dead in the Water - John Marrs

 



Quando Damon sobrevive a um quase afogamento, sua vida passa diante de seus olhos. Cada memória é cristalina, exceto uma. Um menino morto. Um rosto que ele não consegue identificar. Um momento que ele não se lembra de ter vivido. 
No começo ele diz a si mesmo que é um truque da mente. Mas tudo o mais que ele viu era real. Então por que não isso?
Com sua vida desperta perseguida pela cena perturbadora, a confusão rapidamente se transforma em obsessão. 
Desesperado por respostas, Damon investiga seu passado fragmentado e se convence de que a única maneira de lembrar… é morrer novamente. 
E novamente. E novamente. 
Quando ele conhece um completo estranho que está muito disposto a ajudar, o cenário está pronto para seus dados com a morte.
Mas se é isso que é preciso para descobrir a verdade, talvez seja melhor deixar algumas memórias enterradas…


RESENHA:
22/06/2026

Sou fã de John Marrs desde The Good Samaritan, que continua sendo meu livro favorito do autor.
Por isso, qual não foi minha surpresa ao encontrar aqui um personagem muito importante daquele livro?
As histórias são independentes e podem ser lidas separadamente, mas, para quem já conhece esse personagem, a experiência fica ainda mais interessante.
A trama me prendeu desde o início.
A narrativa alterna entre vários personagens, em capítulos curtos e sempre terminando em momentos que dão vontade de continuar lendo.
Damon é o narrador principal e, ao longo da história, vai se tornando cada vez mais sombrio.
E não é por causa dos fantasmas.
O mais inquietante é acompanhar a sequência de decisões que ele toma. Em vários momentos eu ficava perturbada com suas escolhas e precisava ler "só mais um capítulo" para ver até onde aquilo iria.

Gostei muito da forma como John Marrs construiu a evolução desse personagem.
Quanto às revelações principais, não posso dizer que fui surpreendida. Desde o começo eu já tinha algumas suspeitas sobre o rumo da história.
Mas isso não prejudicou minha experiência.
Porque, quando achei que já tinha entendido tudo, o autor guardou uma última surpresa para o capítulo final.
E essa eu realmente não esperava.
Mais uma vez, John Marrs entregou uma leitura envolvente e impossível de largar.

✔ Recomendo.

E sigo torcendo para que este livro seja traduzido para o português.
Mas antes disso... por favor, publiquem The Good Samaritan.

Nota: 4,5 ★

ADQUIRA O EBOOK AQUI - Somente em inglês disponível no Kindle Unlimited


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16 de junho de 2026

The Ex-Wife - Sally Rigby & Amanda Ashby

 


Minha vida era perfeita até ela aparecer. Norah.
Mais jovem, mais bonita e prestes a se casar com meu próprio ex-marido, eles são um clichê ambulante
Eu a odeio. Eu odeio os dois.
Ela tirou tudo de mim – meu marido, minha vida, minha casa - mas me recuso a permitir que ela leve Cassie, minha linda filha. Isso é ir longe demais.
Agora descobri que Norah planeja ter seu próprio filho e isso me causa problemas sem fim. Ela poderia destruir tudo e revelar meus segredos mais profundos e obscuros.
Isso nunca pode acontecer.
Não importa o quanto custe…


RESENHA:
15/06/2026 A trama começa durante o julgamento de Alice, acusada de assassinar a noiva do seu ex-marido.
Após seis meses presa, ela já aceitou seu destino. Afinal, ninguém acredita em sua inocência. Nem o ex-marido, nem a filha e muito menos a polícia.
Mas então, em pleno tribunal, ela vê um sorriso.
O sorriso de alguém que conseguiu exatamente o que queria.
E é nesse momento que Alice decide finalmente contar sua história.
A narrativa então retorna seis meses no tempo e acompanha os acontecimentos envolvendo Alice, Norah, Cassie e Markus.
Alice observa a nova noiva do ex-marido: bonita, mais jovem e determinada a construir uma família com ele.
Mas Alice não pretende permitir que isso aconteça.
Os personagens são muito bem construídos e bastante críveis.
Cassie, filha de Alice e Markus, é a definição de adolescente problemática: grosseira, impulsiva e completamente apaixonada por um rapaz que os pais desaprovam. E, quanto mais eles tentam interferir, pior a situação fica.
A narrativa é muito fluida e envolvente. Eu ainda não tinha lido nada das autoras e gostei bastante da escrita delas.
Mas o que realmente me conquistou foram as revelações finais. 
Fui genuinamente surpreendida.
No começo, tudo parece mais um thriller doméstico entre tantos outros que encontramos por aí. Só que, aos poucos, a história toma um rumo muito diferente do que eu esperava.
E foi justamente isso que tornou a leitura tão interessante.
Meu único problema foi a frase final do livro. Eu gostaria que as autoras tivessem seguido outro caminho naquele encerramento.
Mas isso é apenas uma preferência pessoal e não diminui a qualidade da história.
Recomendo!
E com certeza quero ler mais livros de Sally Rigby e Amanda Ashby.

Nota: 4,5 ★



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