12 de setembro de 2018

Os Relógios - Agatha Christie



Um homem desconhecido é encontrado morto na casa de uma cega. Na cena do crime, quatro relógios parados na mesma hora: quatro e treze.
Sem qualquer pista do assassino ou da identidade da vítima, o detetive Colin Lamb, do Serviço Secreto inglês, pede ajuda a Hercule Poirot. Ao iniciar a investigação, o detetive afirma que o caso é simples, mas ele logo percebe que a solução não é tão óbvia, principalmente quando outros dois assassinatos são cometidos em circunstâncias misteriosas.

RESENHA:
12/09/2018

Em Os Relógios encontramos uma trama bem complicada de se resolver.
Um morto sem identificação na sala de uma senhora cega, com quatro relógios parados na mesma hora que não pertencem à dona da casa e a pessoa que o encontrou foi uma estenógrafa que tinha recebido ordens de trabalhar para a senhorita Pebmarsh, só que esta não tinha solicitado nenhum serviço.
São muitos enigmas que deixam os investigadores num beco sem saída e enquanto não descobrem a identidade do morto, o caso não anda.
Será que tudo faz sentido ou é apenas para confundir?
Colin Lamb, amigo de Poirot, resolve procurar o detetive que se encontra em idade avançada e carente de novas aventuras e pede que o ajude nesse caso. Ele então o desafia a desvendar o crime sem se levantar de sua poltrona, apenas com as informações que Lamb passar.
Não resta dúvidas que o brilhante detetive irá conseguir uma resolução para esse mistério.

Eu gostei bastante do livro e não tive a menor chance com ele, não consegui desvendar nada!
Desconfiar da pessoa até desconfiei por que isso eu faço com todos os personagens e em todos livros do gênero, mas foi logo descartado e nem sonhei com tal desfecho.
Como sempre tudo tem uma explicação, até mesmo o final difícil de se desvendar.
Adorei não ter descoberto nada, geralmente eu descubro o culpado (nunca o motivo) então posso dizer que esse livro foi mesmo uma grande surpresa para mim.
Só não ficou entre os favoritos por que senti muita falta de Poirot, dos seus questionamentos. Ele aparece muito pouco, acho que a autora levou literalmente em conta a idade dele (rs)
Mas a trama é ótima e envolvente, foi sem dúvida uma ótima leitura, escolhida especialmente para o mês de comemoração do aniversário de Agatha e a estória coincidentemente se passa em setembro.
Recomendo!

4 de setembro de 2018

Menina Boa Menina Má - Ali Land



Os corações das crianças pequenas são órgãos delicados. Um começo cruel neste mundo pode moldá-los de maneiras estranhas Nome novo. Família nova. Eu. Nova. Em folha.
A mãe de Annie é uma assassina em série.
Um dia, Annie a denuncia para a polícia e ela é presa. Mas longe dos olhos não é longe da cabeça. Os segredos de seu passado não a deixam dormir, mesmo Annie fazendo parte agora de uma nova família e atendendo por um novo nome — Milly.
Enquanto um grupo de especialistas prepara Milly para enfrentar a mãe no tribunal, ela precisa confrontar seu passado. E recomeçar. Com certeza, a partir de agora vai poder ser quem quiser... Mas a mãe de Milly é uma assassina em série. E quem sai aos seus não degenera...




RESENHA:
04/09/2018

Menina Boa, Menina Má é o livro de estréia da autora Ali Land que trabalhou como enfermeira de Saúde Mental para Crianças e Adolescentes em hospitais e escolas, ou seja, do assunto tratado no livro ela entende com muita propriedade.
Esse livro vai contar a estória de Annie, 15 anos, que após anos de tortura, maus tratos e acompanhar de perto o assassinato de nove crianças cometidos pela mãe, ela decide denunciá-la. O estopim disso foi Daniel, um garotinho que ela conhecia desde muito pequeno.
A mãe, enfermeira de um abrigo para mulheres era uma mullher aparentemente exemplar, acima de qualquer suspeita. E por isso, se não fosse a denúncia da própria filha, talvez ela nunca teria sido pega.

Depois disso, ela recebe uma nova identidade — agora Milly —  e é adotada temporariamente por um casal muito bem resolvido financeiramente, o homem um psicólogo que vai cuidar pessoalmente dos traumas dela através de terapia e hipnose; a esposa apesar de tratá-la muito bem é uma mãe ausente e alienada, mas o que vai mesmo mexer com o psicológico da Milly é a meia irmã, Phoebe.
Meu Deus, que garota mais escrota!
A autora é tão incrível no desenvolvimento dessa personagem que você tem vontade de entrar no livro pra encher a cara dela de tapa!
As duas irão estudar no mesmo colégio e Phoebe vai enfernizar a vida de Milly toda vez que tiver a oportunidade. Ela pratica bulling o tempo todo, seu desprezo é evidente e ela vai tratar a meia irmã de maneira muito cruel.
Milly é pacífica. Ela luta diariamente com os demônios que vivem dentro dela, com as lembranças da mãe e revivendo o inferno vivido durante todos esses anos.
Aliás a narrativa fica por conta dela, como se estivesse escrevendo para a própria mãe. Seus medos, suas conquistas, sua adaptação na nova vida.
Conheceremos a estória apenas pelos olhos de Milly, até mesmo o julgamento da mãe o qual ela é a testemunha de acusação.
Com tanta pressão, Milly vai viver entre a linha tênue entre o bem e o mal deixando o leitor tenso, só esperando o momento em que ela vai explodir, principalmente com a Phoebe. Ou não.
Eu achei toda a trama muito bem escrita, muito profunda, tensa e rica.
Os personagens são reais, com suas qualidades e defeitos, numa estória fictícia mas que poderia muito bem ser real.
O final não é supreendente, pelo menos não foi para mim que fiquei imaginando vários desfechos possíveis, mas muito bem escrito e real.
Eu super recomendo esse livro! Um thriller psicológico de primeira, do jeito que eu gosto.

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1 de setembro de 2018

Da Morte Ninguém Escapa - M.J. Arlidge - Helen Grace # 2


A detetive-inspetora Helen Grace está de volta para desvendar mais um caso macabro. O corpo de um homem de meia-idade é encontrado em uma casa vazia em Southampton. Ele é apenas uma vítima, porém, pelas características do assassinato, a detetive-inspetora Helen Grace sabe que não vai ser a única.

Mas o que um homem casado, com filhos e que teve uma vida feliz estaria fazendo tão longe de casa no meio da noite? Helen tem mais um importante caso nas mãos. Corpos masculinos estão sendo encontrados pela cidade e todos têm uma característica em comum: tiveram o coração arrancado.

Não há dúvidas de que um novo serial killer está por trás desses assassinatos, e Helen precisa usar todo o arsenal da polícia para evitar que ele faça outras vítimas. A detetive consegue sentir a raiva por trás das mortes, mas não é capaz de prever o quão instável é o assassino... nem o que a aguarda ao fim da caçada.


RESENHA:
31/08/2018

Da morte Ninguém Escapa foi uma surpresa deliciosa.
Narrado em terceira pessoa sob mais de um pontos de vista, a trama policial prende a atenção pelos capítulos curtos, diálogos simples e enredo intrigante.

A estória começa com o assassinato de uma prostituta. Seu corpo foi deixado amarrado e abandonado dentro de um porta malas de um carro e os investigadores acreditam se tratar de desavença entre gangues.
Ao mesmo tempo, um homem religioso e pai de família exemplar é encontrado morto em um local frequentado por prostitutas e seu coração enviado à esposa.
Antes mesmo da polícia formar uma linha de investigação, um outro corpo é encontrado na mesma situação.
À partir disso a equipe de detetives acredita que estão lidando com um serial killer e a falta de provas e ligação entre os crimes impede que eles avancem na investigação.
Conforme o assassino vai agindo, poucas pistas aparecem e são nelas que os investigadores irão se apoiar para pegá-lo.
A esperteza do serial faz com que eles acabem em becos sem saída por várias vezes e precisam recomeçar com o pouco que tem.

Eu adorei esse livro. Não sabia nada sobre ele, nem sobre o autor mas a narrativa rápida e objetiva me cativou logo nas primeiras páginas.
O desenvolvimento descomplicado na maneira como o autor conduziu a estória e o final imprevisível, transformaram esse livro num dos melhores do gênero.
Apenas uma observação válida: Se você pretende ainda ler Uni-Duni-Tê do mesmo autor, não recomendo a leitura desse livro pois logo no começo teremos spoillers do assassino do livro anterior. Quando eu esquecer da estória, vou querer ler o primeiro.

Super recomendo essa leitura. Certamente quem é amante do gênero policial vai gostar desse enredo.

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21 de agosto de 2018

A Garota Perfeita - Mary Kubica



Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida.
Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora esté em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?


RESENHA:
21/08/2018

Fiquei em dúvidas quanto a nota que daria à esse livro, pois o começo foi de uma narrativa arrastada, o desenrolar sem surpresas e o final já era o esperado, mas apesar de tudo isso eu gostei muito da escrita dessa autora e as divisões de capítulos colaborou para que a estória não ficasse cansativa.

Os capítulos são divididos em ANTES E DEPOIS – do sequestro  e além disso se alternam entre as narrativas em primeira pessoa de Colin (sequestrador), Eve (mãe) e Gabe (detetive).
A estória começa quando Mia some sem deixar vestígios. O detetive Gabe não vai medir esforços para encontrá-la e ao mesmo tempo tenta consolar a mãe. Ali começa a nascer uma amizade e cumplicidade entre os dois, já que o pai se mostra indiferente à tudo e vê o desaparecimento da filha como um ato inconsequente.
A situação vivida pela mãe é algo muito tocante na trama. Toda sua angústia, seus medos e sua impotência por não poder fazer nada, junto com lembranças da infância e consequentemente o remorso de que poderia ter sido uma mãe melhor, tudo isso me passou uma sensação de tristeza muito grande, mas também de reflexões.

As narrativas de antes e depois dos personagens foi criando um mistério muito grande para saber o que aconteceu, já que no presente sabemos que Mia está em casa sã e salva, mas não sabemos como aconteceu e nem onde está Colin.
No presente Mia sofre de amnésia dissociativa e portanto não se lembra do tempo que ficou na cabana (me lembrou As Sobreviventes). Suas lembranças, junto com a revelação do resgate, se darão ao mesmo tempo mas nada que tenha me surpreendido.
Tudo isso já era esperado por que durante a leitura a trama vai dando sinais de que caminha para aquele fim. 
A supresa mesmo chega no epílogo, quando a autora tira o leitor da zona de conforto que ela criou. Achei que foi uma boa sacada e que serviu para diferenciar o livro de um outro qualquer do gênero.
Isso, mais a narrativa de capítulos curtos que se alternam entre o passado e o presente me fizeram dar 4 estrelinhas pra esse livro.
No mais, para mim está mais para um thriller dramático que psicológico/policial, principalmente quando se trata da narrativa de um personagem em questão.
Recomendo sim, mas não espere grandes emoções.

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10 de agosto de 2018

Vestido de noivo - Pierre Lemaitre



Ninguém está salvo da loucura…

Sophie, uma jovem mulher que leva uma vida pacata, começa a cair lentamente na loucura: milhares de pequenos e inquietantes sinais se acumulam e, de repente, tudo se acelera. Seria ela a responsável pela morte da sua sogra, do seu marido enfermo?

Pouco a pouco ela se encontra envolvida em vários assassinatos, dos quais ela não tem a menor lembrança. Então, desesperada, porém lúcida, ela organiza sua fuga, muda de nome, de vida, se casa, mas o seu terrível passado a alcança. As sombras de Hitchcock e de Brian de Palma pairam sobre esse thriller diabólico.

RESENHA:
10/08/2018

Tá aí um livrinho que eu não dava nada por ele. A capa não atrai, o título é estranho, nunca ouvi falar dele ou do autor.
Felizmente resolvi pegar pra ler depois de muito tempo na fila de espera e imaginem minha surpresa assim que comecei.  Sem saber de nada sobre, fui arrebatada pela trama....E que trama!

Narrada em terceira pessoa, a estória se passa em Paris é sobre Sophie, uma mulher misteriosa e cheia de problemas psicológicos. 
Ela trabalha de babá de uma criança bem pequena e à princípio você não entende muito bem o que está acontecendo, caímos de paraquedas em algo que já estava em andamento.
Logo no começo ela já se vê envolvida num crime brutal e consciente dos seus ataques de loucura e apagões, ela foge da cidade.
Enquanto ela procura maneiras de escapar da polícia e racionalizar os últimos acontecimentos, ela mais uma vez é protagonista de outro crime e com esse vêm a oportunidade que ela tanto queria.
Ela passa os próximos meses se mudando para dificultar que a encontrem, pois é uma das mulheres mais procuradas.
Nesse tempo em que vamos acompanhando tudo que ela faz para sobreviver, suas crises e angústias, a trama vai te prendendo cada vez mais e mesmo que o início possa parecer um pouco confuso, com o passar dos capítulos ficamos bem situados na estória.
Assim que sua nova meta de vida toma um rumo, o leitor é conduzido à uma segunda parte da estória.
É aqui meus amigos que o livro te pega e é impossível largar.

Narrado em primeira pessoa por um outro personagem, vamos conhecer toda a estória - desde o início - sobre um outro ponto de vista.
Através desse diário toda a trama começa a ser construída de uma maneira inteligente e envolvente.
Depois de conhecer as duas partes da estória, iremos ter seu desenrolar e mais uma vez ficamos vidrados na leitura.
Aqui não há mistérios sobre culpa ou culpados, vai ficar bem claro ao longo da narrativa, o que vai deixar o leitor ansioso é como tudo isso será finalizado.
Sabe quando bate aquele medo de depois de uma trama incrível o autor estragar o final? Fiquei muito ansiosa e curiosa.
Teve algumas coisinhas que incomodaram, principalmente a facilidade com que um dos personagens tem acesso ao que para nós mortais parece praticamente impossível, fora que ele conta muito com a sorte, porém mesmo que seja muito difícil de acontecer, não é impossível.
E o motivo que leva a pessoa a fazer o que fez me pareceu exagerado mas mais uma vez não questiono, pois em se tratando de loucura podemos esperar de tudo.
Nem esses pontos conseguiram diminuir meu prazer pela leitura. Devo dizer que é um dos melhores thrillers psicológicos que li esse ano e esse autor ganhou meu respeito.
O final é excelente também. Depois que me passou os primeiros questionamentos sobre o porquê daquele comportamento, eu entendi que teria que ser assim. E quem sou eu para questionar um enredo desse?
Super recomendo esse livro! Mesmo que não tire seu fôlego, tenho certeza que no mínimo você vai curtir :)

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7 de agosto de 2018

As Sobreviventes - Riley Sage



“Ela corria por instinto. Um alerta inconsciente de que precisava continuar, independentemente do que acontecesse.”

Há dez anos, a estudante universitária Quincy Carpenter viajou com seus melhores amigos e retornou sozinha, foi a única sobrevivente de um crime terrível. Num piscar de olhos, ela se viu pertencendo a um grupo do qual ninguém quer fazer parte: um grupo de garotas sobreviventes com histórias similares. Lisa, que perdeu nove amigas esfaqueadas na universidade; Sam, que enfrentou um assassino no hotel onde trabalhava; e agora Quincy, que correu sangrando pelos bosques para escapar do homem a quem ela se refere apenas como Ele. As três jovens se esforçam para afastar seus pesadelos, e, com isso, permanecem longe uma da outra; apesar das tentativas da mídia, elas nunca se encontraram.

Um bloqueio na memória de Quincy não permite que ela se lembre dos acontecimentos daquela noite, e por causa disso a jovem seguiu em frente: é uma blogueira culinária de sucesso, tem um namorado amoroso e mantém uma forte amizade com Coop, o policial que salvou sua vida naquela noite. Até que um dia, Lisa, a primeira sobrevivente, é encontrada morta na banheira de sua casa com os pulsos cortados; e Sam, a outra garota, surge na porta de Quincy determinada a fazê-la reviver o passado, o que provocará consequências cada vez mais assustadoras. O que Sam realmente procura na história de vida de Quincy?

Quando novos detalhes sobre a morte de Lisa vem à tona, Quincy percebe que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite traumática se quiser as respostas para as verdades e mentiras de Sam, esquivar-se da polícia e dos repórteres insaciáveis. Mas recuperar a memória pode revelar muito mais do que ela gostaria.

RESENHA:
07/08/2018

Quincy Carpenter é a única sobrevivente de um massacre ocorrido há dez anos atrás quando ela foi passar uns dias num chalé com seus amigos de faculdade. Por conta do trauma ela sofre de amnésia dissociativa, ou seja, ela lembra de ter ido ao chalé mas não tem lembranças do massacre.
Ela foi salva pelo policial Cooper que virou meio que um protetor dela e algumas vezes no ano eles se falam por telefone para saber como ela está.
Paralelo à isso, tem a Samantha e a Lisa, outras duas sobreviventes de massacres. Elas não se conhecem pessoalmente, apenas se reconhecem pois a imprensa as nomeou de Garotas Remanescentes.
Lisa que atualmente é psicóloga infantil, por várias vezes tentou entrar em contato com as outras duas para conhecê-las pessoalmente e eventualmente conversar sobre esse episódio trágico na vida delas. Porém Quincy nunca quis, até mesmo por que ela diz não se lembrar do ocorrido e também por que ela simplesmente não gosta de falar do assunto e prefere ignorar qualquer tipo de abordagem. Já Samantha sumiu completamente e há anos as pessoas não ouvem falar dela.

Quincy leva uma vida normal, cuida de um blog de brownies e pães, mora junto com o namorado e vivem uma relação aparentemente harmoniosa até que um dia ela recebe a visita de Cooper avisando que Lisa, a primeira garota remanescente havia se suicidado.
Esse fato começa desmanchar aquela fachada de perfeição que Quincy havia construído e tudo vai desmoronando quando Sam aparece e se instala na vida dela.
À partir desse momento a estória começa a ganhar forma. Ao mesmo tempo em que a gente vai conhecendo um pouco da vida atual da Quincy e sua relação com Samantha, vamos também nos enchendo de dúvidas quanto ao passado dela que será narrado em terceira pessoa.
Já o presente é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Quincy, o que torna tudo meio duvidoso já que não sabemos até que ponto ela fala a verdade.
A relação da Quincy com a Sam é terrível, senti repulsa do comportamento das duas. Sam é 
manipuladora enquanto Quincy é submissa e influenciável.

É uma trama muito envolvente que vai deixar o leitor cheio de ideias e opiniões. Eu mesma ora desconfiei de um, ora de outro. A narrativa é tranquila à princípio, mas a tensão vai aumentando gradativamente conforme a estória se desenrola.
Os capítulos são curtos, gosto muito quando é assim e alterna entre o passado e o presente. Essas alterações de capítulos nos ajuda a criar um perfil melhor da personagem, ainda que gere ainda mais dúvidas à respeito do seu caráter.
O final para mim não foi surpreendente pois eu desconfiei daquilo devido à uma cena específica do livro, mas nem por isso diminuiu meu prazer pela leitura. Outros pontos consegui identificar também devido à uma atenção mais minuciosa.
Enfim, recomendo muito esse thriller psicológico. Peguei pra ler sem esperar muito da trama por causa de algumas classificações negativas, mas realmente me surpreendi com a leitura.

Nota: 5 

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31 de julho de 2018

Poirot Investiga - Agatha Christie



Poirot investiga reúne 14 textos em que o detetive Hercule Poirot é desafiado por enigmas de solução aparentemente impossível. São narrados pelo capitão Hastings e contêm diversos mistérios envolvendo assassinatos, roubo, desaparecimentos entre outros.
Apesar de curtos, Agatha mostra toda sua genialidade em apresentar casos aparentemente difíceis de desvendar mas bem possíveis aos olhos do grande Hercule Poirot.

São eles:

A Aventura do Estrela do Ocidente ♦
Nessa estória, Poirot é procurado pela atriz Mary Marvell que precisa de um conselho. Ela recebeu algumas cartas anônimas onde dizia que ela deveria se livrar do diamante Estrela do Ocidente.
Porém quando a srta. Mary não aceita a sugestão do detetive, ele decide tomar providências apenas para o seu próprio prazer.
Aqui podemos ver como Poirot de diverte com as ideias furadas do capitão Hastings, que também sente um certo prazer quando pensa que o amigo está errado.

A tragédia de Marsdon Manor
Nesse segundo conto, Poirot é contratado pela seguradora para investigar a morte do sr. Maltravers. Se for suicídio a esposa não receberá a apólice.

A aventura do apartamento barato
Depois que Hastings conta à Poirot sobre um apartamento alugado por um preço muito abaixo do mercado, ele vai investigar e descobre algo bem maior.

O mistério de Hunter's Lodge ♦
Poirot é procurado por um homem que deseja descobrir o assassino do tio, porém se recuperando de uma gripe ele pede que Hastings investigue e o informe. Hastings se sente importante, mas é o próprio Poirot que desvenda o crime mesmo a distância.

O roubo de um milhão de dólares em obrigações do tesouro ♦
Uma jovem procura Poirot e pede sua ajuda no roubo de obrigações do tesouro. Os títulos foram roubados enquanto estavam em posse de seu noivo, durante uma viagem.

A aventura da tumba egípcia ♦
Após uma série de mortes relacionadas à abertura de uma tumba egípcia, Poirot vai até o Egito à pedido da viúva de uma das vítimas, receosa que o mesmo possa acontecer ao seu filho.
Nenhuma morte tem ligação com outra pois ocorreram de formas diferentes e agora Poirot precisa agir antes que se tenha outra vítima.

O Roubo das jóias do Grand Metropolitan ♦
Poirot e Hastings resolvem passar um final de semana no Grand Metropolitan e presenciam o momento em que a Sra. Opalsen percebe que seu colar de pérolas foi roubado dos seus aposentos. Poirot, claro, vai recuperar a joia e encontrar o culpado.

O primeiro ministro sequestrado ♦
Poirot é contatado por Lorde Estair, líder do governo na Câmara, para que encontre o primeiro ministro que foi sequestrado.

O desaparecimento do sr. Davenheim ♦
Poirot aposta com Japp que consegue resolver o mistério do desaparecimento do banqueiro sem precisar sair de Casa, apenas usando as células cinzentas. Japp dá à ele o prazo de uma semana para encontrar o paradeiro do homem.

A aventura do nobre italiano ♦
Dr.Hawker recebe o telefonema de um paciente agonizante enquanto visita seu amigo Poirot. O médico então o convida para acompanhá-lo até o hotel onde o homem se encontra.

O caso do testamento desaparecido ♦
Após perder o tio, a única herdeira da fortuna pede que Poirot a ajude descobrir o esconderijo do testamento do tio que ele escondeu para testar a inteligência da sobrinha. Ela tem apenas 1 ano para encontrá-lo antes que a fortuna vá para a caridade.

A dama de véu ♦
Uma jovem pede que Poirot recupere uma carta que está nas mãos de um chantagista, carta que coloca em risco seu noivado com um duque.

A minha perdida ♦
Poirot conta ao amigo Hastings como resolveu um caso de documentos roubados de uma mina e por isso recebeu muitas ações como forma de pagamento.

A caixa de bombons ♦
Aqui nesse conto, Poirot relata à Hastings seu único fracasso quando ainda era um detetive da polícia belga.

Nota: 4★