F Achei o Livro, perdi o Sono.

15 de janeiro de 2017

Onde estão as crianças? - Mary Higgins Clark


Onde estão as crianças? é a história de uma mulher cujo passado guarda um terrível segredo. Em um tribunal da Califórnia, Nancy Harmon foi considerada culpada pelo assassinato de seus dois filhos, mas foi libertada da prisão por uma questão técnica do julgamento. Decidida a começar uma nova vida, ela muda a identidade e deixa São Francisco, procurando a tranqüilidade de Cape Cod, no litoral de Massachusetts. Sete anos após o julgamento, Nancy está novamente casada e tem dois filhos: Michael e Missy. Enfim ela sente que conseguiu recuperar tudo o que havia perdido. E é então que o pesadelo recomeça.

Um jornal local de Cape Cod publica um artigo sobre um famoso caso de assassinato na Califórnia que envolveu uma mãe acusada de matar os dois filhos. Na matéria, há uma foto de Nancy. Na mesma manhã, Michael e Missy desaparecem. As crianças estavam brincando no quintal quando desaparecem... E a única pista é uma luva vermelha de Missy.

Enquanto Nancy se torna a principal suspeita do desaparecimento dos filhos, ninguém na pequena cidade de Cape Cod está ciente de um estranho em seu meio? Alguém cujos planos para se vingar vêm sendo alimentados há sete anos.

RESENHA:
15/01/2017

Esse é meu primeiro contato com a autora e também é o primeiro livro que ela publicou, isso em 1975. O livro se tornou um best-seller e depois disso ela escreveu muitos outros sucessos que deram à ela o título de Rainha do Suspense.

Fiquei muito interessada nessa premissa e só consegui ler por que o encontrei na biblioteca municipal da minha cidade.
Gostei muito do livro e apesar de ter demorado um pouco para engrenar na leitura, finalizei mais da metade em algumas horas. No começo não estava fluindo muito bem, talvez tenha sido pela escrita (a edição que li é bem antiga) ou talvez tenha sido a apresentação dos personagens que, apesar de vagas, levaram um certo tempo.
Não é um grande mistério, daqueles cheios de reviravoltas, mas por ser o primeiro livro dela, achei muito bem escrito e acredito que os próximos serão melhores ainda.

Nancy casou-se muito jovem com um professor da faculdade e passou pelo maior pesadelo que pode acontecer às uma mãe: A perda de seus filhos.
As crianças desapareceram no dia do seu aniversário e alguns dias depois foram encontradas mortas.
Ela foi considerada culpada pelas mortes e condenada à câmara de gás, que só não ocorreu por que a principal testemunha de acusação desapareceu.
Nancy então muda de cidade, troca de identidade e conhece um outro homem, com que ela se casa e tem dois filhos.
Agora, sete anos depois da tragédia, sua foto é publicada no jornal da cidade no mesmo dia que seus filhos desaparecem. Novamente as acusações caem sobre ela, que não tem muitos argumentos em sua defesa.
Será que ela é mesmo culpada pelas mortes do passado e dos sequestros atuais? Por que ela não se defende? O que ela esconde?
O sequestrador do passado é o mesmo? Ou alguém querendo copiá-lo?
Quais segredos Nancy esconde, quem poderia querer prejudicá-la, quem é o responsável (ou responsáveis) por tanta tragédia? São muitas perguntas!

Parece uma estória simples, mas ao longo da leitura você vai percebendo que têm muito mais mistérios a serem desvendados do que aparenta.
Uma leitura rápida e que te prende, você quer logo chegar no final para entender.
Recomendo a leitura e com certeza lerei outros livros da autora!



10 de janeiro de 2017

Corações Feridos - Louisa Reid


Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte... Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?


RESENHA:
10/01/2017

É um pouco difícil falar sobre esse livro, a carga dramática dele é muito intensa.
Primeiramente eu não sabia que se tratava de um drama, pois vi um vídeo resenha onde a pessoa o classificava como thriller, então como fã logo procurei por ele. A capa também me chamou a atenção, é muito sugestiva.
Mas no caminhar da leitura já pude perceber que de thriller ele não tinha nada, e sim um drama muito forte. Eu não sou fã do gênero, mas nessa altura eu já tinha me prendido completamente na leitura.

O livro vai contar a estória dessas irmãs gêmeas, sendo que a Rebecca sofre da síndrome de Treacher Collins que deformou seu rosto. Para me inteirar melhor eu pesquisei um pouco sobre, assim ficaria mais fácil visualizar a personagem.
Hephzi e Rebecca vivem uma vida insuportável e sofrem todo tipo de tirania dentro de casa. 
O pai delas é pastor, mas aquele no nível máximo do fanatismo: Não pode maquiagem, nunca frequentaram o colégio, muito menos festas e não têm amigos. Nem roupas as meninas têm, somente o que elas pegam de doação na igreja. A vida delas é do pior tipo que se pode imaginar e a mãe é completamente ausente e conivente com o sofrimento das filhas.

Quando elas conseguem frequentar o colégio, Hephzi vê uma oportunidade de sair dessa vida. Conhece amigos, arruma um namorado, frequenta festas..... já Reb continua isolada e vê nos livros sua única distração. Ela sofre todo tipo de bulling mas já se acostumou com os sentimentos que ela desperta nas pessoas: medo, nojo ou pena.
Quando enfim Hephzi começa a viver e sonhar com uma vida melhor, ela morre (não é spoiller, está na sinopse) e Reb precisa suportar a ausência da irmã, sua única amiga e única referência de família. 

Os capítulos são curtos e revezam entre a narrativa em primeira pessoa da Hephzi (antes) e da Rebecca (depois).
Ambos pontos de vista são tristes, mas da Rebecca é infinitamente pior. Foi muito comovente e angustiante ler o relato dos seus dias, do sofrimento em que ela passou. 
Nunca senti tantos sentimentos num mesmo livro. Pena das meninas, desprezo pelos pais, revolta por que ninguém percebia o que se passava com elas. O pastor exemplo de homem, de marido e de pai que ele vendia para a comunidade era completamente diferente do monstro que vivia dentro de casa.

Se você gosta de drama, separe os lencinhos e se prepare psicologicamente para odiar o pai com todas as suas forças. 
É um livro relativamente curto, muito bem escrito e muito triste, mas que fala de superação e que nos traz um grande aprendizado. Recomendo!



7 de janeiro de 2017

Ecos da Morte - Kimberly Derting - The Body Finder # 1


Violet Ambrose tem dois problemas – o dom mórbido e secreto que carrega desde a infância e Jay Heaton, seu melhor amigo, por quem está apaixonada. Aos dezesseis anos e confusa com os novos sentimentos em relação a Jay, ela começa a ficar cada vez mais incomodada com sua estranha habilidade – Violet encontra cadáveres. Desde pequena ela percebe os ecos que os mortos deixam neste mundo. Ruídos, cores, cheiros. Mas não todos, apenas os das vítimas de assassinato. Para ela, isso nunca foi um grande talento. Na maioria das vezes, tudo o que encontrava eram pássaros mortos, deixados para trás pelo gato da família. Mas, agora que um serial killer está aterrorizando a pequena cidade onde mora e os ecos das garotas assassinadas a perseguem dia e noite, Violet se dá conta de que talvez seja a única pessoa capaz de detê-lo. Em pouco tempo ela estará no rastro do assassino. E ele, no dela.

RESENHA:
07/01/2017

Apesar do título um pouco pesado, Ecos da Morte trata-se de um thriller juvenil bem leve.
Violet é uma garota de 16 anos que desde muito criança sente as vibrações de um ser que morreu, seja um gosto, som ou uma cor que sobressai do lugar onde ele está enterrado.
Quando pequena ela só ouvia esses ecos de animais mortos, então com ajuda do pai ela criou um pequeno cemitério para enterrá-los. Mas com 8 anos ela foi atraída no bosque por um eco diferente e sua descoberta foi mais chocante.
Esse dom dela é apenas de conhecimento dos pais, do tio que é um investigador e do seu melhor amigo Jay.

Ao mesmo tempo que várias meninas da mesma idade que ela começam a desaparecer, Violet precisa lidar com várias questões, desde os ecos que ela ouve, até o seu sentimento em relação ao amigo. 
Tudo é muito novo pra ela que sempre viu Jay apenas como amigo e agora esse sentimento está mudando e ela ainda não sabe como agir. 
Quando Violet percebe que somente ela pode reconhecer o assassino, decide então sair à caça dele.

Não espere grandes suspenses ou tensão pois os assassinatos são apenas um pano de fundo para a descoberta do amor do casal de protagonistas que toma a maior parte da estória.
Mesmo assim foi um livro delicioso de ler, eu que não curto temas jovem adultos devorei esse livro bem rápido.
Já peguei pra ler sabendo se tratar disso então não fiquei decepcionada. Acredito que os próximos da série terão uma abordagem diferente, pois nesse primeiro era impossível não acompanhar esse desenrolar do casal ainda mais nessa idade deles.
Gostei da escrita da autora, rápida e descomplicada, intercalando capítulos com  momentos do assassino e da Violet. Algumas partes da rotina do casalzinho foram repetitivas e um pouco cansativas e o final não foi surpreendente mas foi rápido sem muita enrolação ou tensão.
Eu provavelmente lerei os outros pois quero acompanhar mais desse "dom" tão diferente da Violet.


30 de dezembro de 2016

Uma Noite Para Se Entregar - Tessa Dare - Spindle Cove # 1


Spindle Cove é o destino de certos tipos de jovens-mulheres: bem-nascidas, delicadas, tímidas, que não se adaptaram ao casamento ou que se desencantaram com ele, ou então as que se encantaram demais com o homem errado. Susanna Finch, a linda e extremamente inteligente filha única do Conselheiro Real, Sir Lewis Finch, é a anfitriã da vila. Ela lidera as jovens que lá vivem, defendendo-as com unhas e dentes, pois tem o compromisso de transformá-las em grandes mulheres descobrindo e desenvolvendo seus talentos.
O lugar é bastante pacato, até o dia em que chega o tenente-coronel do Exército Britânico, Victor Bramwell. O forte homem viu sua vida despedaçar-se quando uma bala de chumbo atravessou seu joelho enquanto defendia a Inglaterra na guerra contra Napoleão. Como sabe que Sir Lewis Finch é o único que pode devolver seu comando, vai pedir sua ajuda. Porém, em vez disso, ganha um título não solicitado de lorde, um castelo que não queria, e a missão de reunir doze homens da região, equipá-los, armá-los e treiná-los para estabelecer uma milícia respeitável.
Susanna não quer aquele homem invadindo sua tranquila vida, mas Bramwell não está disposto a desistir de conseguir o que deseja. Então os dois se preparam para se enfrentar e iniciar uma intensa batalha! O que ambos não imaginam é que a mesma força que os repele pode se transformar em uma atração incontrolável.

RESENHA:
30/12/2016

Chegando bem a tempo de terminar a última leitura do ano, finalizo com esse romance histórico que há muito tempo está na minha lista e após várias indicações finalmente o li.
Achei essa sinopse bem completa, na verdade ela resume bem o livro então não irei me estender em detalhes, vou apenas deixar minha impressão sobre ele.

É sim um romance clichê, com homens machões e protagonista à frente do seu tempo. Susanna é a típica mulher independente, que sabe um pouco de tudo, inclusive poções de cura que ela mesmo prepara.
Ela cuida de um grupo de moças que aparentemente não se vêem casadas, ou por que não tenham pretendentes, ou por que já desistiram mesmo.
Nisso eu achei o livro bem diferente, e irreal até. Uma cidadezinha liderada por mulheres, onde os homens não mandam em nada, nem mesmo tem um barzinho para beber após o horário de trabalho.
Quando o tenente Victor (ou Bram para os íntimos) chega com seus homens na cidade, as moças já ficam alvoroçadas, afinal nunca viram tantos homens assim na pacata vila.
Só que Susanna tem pavor que isso tire a tranquilidade do lugar e que as moças partam para um outro lugar de descanso.
Acontece que a primeira a cair em tentação é ela mesma! Não resiste ao charme e poder do machão que caiu de paraquedas na vida dela.
Enfim, a estória é gostosa, tem alguns dramas e superações e apesar de ter achado que o final já estava ficando cansativo, ainda assim recomendo a leitura para os fãs do gênero.
Esse é o segundo livro da Tessa Dare que leio e percebi que ela dá uma atenção especial aos que tem certa "deficiência" física. Àqueles que geralmente não tem destaque num romance, mas ela mostra que não precisamos ser perfeitos para sermos mocinhos ou mocinhas. Gostei disso!
Ah, e é muito, muito hot!
Entretanto a leitura não despertou em mim aquela necessidade de ler a sequência com urgência. Vou sim ler, mas sem pressa :-)

Outros livros da série:
- Uma Semana Para Se Perder - Spindle Cove # 2
- A Dama da Meia-Noite - Spindle Cove # 3
- A Bela e o Ferreiro - Spindle Cove # 3.5


11 de dezembro de 2016

Nem Tudo Será Esquecido - Wendy Walker


Um dos suspenses psicológicos mais elogiados nos Estados Unidos Tudo parece perfeito na pequena Fairview, em Connecticut, até a noite em que a adolescente Jenny Kramer é violentada durante uma festa. Nas horas posteriores, ela é medicada com uma droga controversa para que as memórias da violência sejam apagadas. Mas, nas semanas que se seguem, enquanto se cura das dores físicas, Jenny percebe que guardou nuances daquela noite. O pai, obcecado por sua incapacidade de descobrir quem abusou de sua filha, busca justiça, enquanto a mãe tenta fazer de conta de que o crime não abalou seu mundo cuidadosamente construído. Segredos da família e do círculo próximo começam a vir à tona durante a busca incessante pelo monstro que invadiu a comunidade – ou que talvez sempre tenha estado lá –, guiando este thriller psicológico para um fim chocante e inesperado.

RESENHA:
11/12/2016

Como fã assumida do gênero, assim que vi a sensação que esse livro estava causando com seu lançamento, rapidamente adicionei à minha lista e comecei a ler assim que o adquiri.
Porém o livro foi uma grande decepção! Já nos primeiros capítulos pude perceber que a leitura não iria funcionar para mim, já que se tratava de uma narrativa cansativa e cheia de vai e vem.
A estória não segue uma sequência. Ela alterna passado e presente e também estórias de outras pessoas e do próprio narrador.
A princípio você não sabe de quem se trata, mas logo nos primeiros capítulos ele se apresenta.
Ele vai contar desde a noite em que Jenny foi violentada, até a resolução final. Mas como eu disse anteriormente, ele não segue uma ordem. Tudo é contado meio resumidamente, intercalando com outros acontecimentos e foi essa maneira de escrita que me incomodou e fez com que a leitura se arrastasse por semanas.

Os personagens não me agradaram.
Fora Jenny, a vítima de apenas 16 anos, os outros personagens não conseguiram se destacar. A mãe, mesmo com seus motivos, é uma mulher detestável ao meu ver. O pai submisso.
Outros personagens que não convêm listar, tampouco me agradaram. E não menos importante, o narrador!
Esse com o passar dos capítulos, caiu consideravelmente em meu conceito. Achei-o arrogante e acima de tudo, manipulador.
Após a página 150 que eu me interessei mais pela estória, porém ainda assim, não a ponto de devorá-la. Mas me firmei na leitura para enfim poder finalizá-la e descobrir o que tanto as pessoas elogiaram.
Apesar da trama que move o livro ser muito instigante, o que não funcionou pra mim foi a maneira que ela foi contada. Teria sido um ótimo suspense, se tivesse sido conduzido diferente.
Também tem muitas questões psicológicas interessantíssimas tratadas no livro, mas como não era o que eu procurava na leitura naquele momento, também me cansou. Talvez pelo fato de achar que era apenas para dar volume ao livro.
Em outro momento, tenho certeza que adoraria saber sobre o assunto, já que TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) é muito rico e interessante.
Por hora eu queria mesmo era saber quem tinha causado aquilo com a protagonista e não me estender em questões médicas.
O final foi decepcionante. Totalmente inesperado, mas achei sem sentido algum em relação à estória contada. Definitivamente esse final não colou pra mim.
Enfim, assumidamente faço parte da minoria e essa é apenas a minha opinião. Com certeza esse livro não fará parte da minha lista de thrillers favoritos ;-)