25 junho 2017

Nossa Música - Dani Atkins


Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.

Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.

Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente


RESENHA:
25/06/2017

Dani Atkins sempre acaba com meu emocional e mesmo assim amo os livros dela. Ela consegue me levar às lágrimas durante a leitura mas principalmente no final.
Não há muito o que comentar do livro, é uma estória pra ser lida e sentida a cada capítulo, a cada narrativa emocionante.

Charlotte conheceu Ally quando ela namorava David mas nunca se tornaram amigas. E após o rompimento do namoro e o surgimento da relação entre ele e Charlotte, eles nunca mais se reencontraram.
Só que a vida é cruel e às vezes prega peças desagradáveis, nos colocando em situações inimagináveis.
Numa dessas peças da vida elas se reúnem novamente após anos, numa sala de hospital, ambas sofrendo por seus maridos.
Entre a narrativa do presente e passado de cada uma das duas ficaremos conhecendo os quatro personagens, como se relacionaram e se separaram e também no presente, o desenrolar deles e essa nova convivência que será forçada à elas numa noite no hospital.
Não consegui sentir simpatia pela Charlotte, nem sei se a autora tinha essa intenção, mas me peguei torcendo o tempo todo pela Ally.

Essa estória não me causou o mesmo impacto das outras duas que li da autora por quê aqui teremos um desenrolar um pouquinho mais previsível, mas não menos emocionante.
Dani escreve com delicadeza e mescla drama e romance num conjunto perfeito e mesmo o final muitas vezes não nos agradando, infelizmente assim é a vida! Às vezes nem tudo sai como esperamos e desejamos mas como sempre acontece nos livros dela, tiramos algum aprendizado da ficção e trazemos para nossa realidade.
É sempre um prazer desfrutar das obras dessa autora e como fã recomendo seus livros de olhos fechados mas já advirto: esteja preparado emocionalmente para se aventurar pelas páginas.


14 junho 2017

Deixei Você Ir - Clare Mackintosh


Quando Jacob morre atropelado em uma rua de Bristol, Inglaterra, depois de ter soltado a mão da mãe em um dia chuvoso, o motorista do carro que o atinge acelera e foge. Desvendar sua morte vira um caso para o detetive Ray Stevens e seus colegas, Kate e Stumpy. Determinado a encontrar o assassino, Ray se vê consumido a ponto de colocar tanto a vida profissional quanto a pessoal em jogo. Jenna, assombrada pela morte do menino, abandona tudo e se muda para uma pequena cidade costeira do País de Gales. Ela passa os dias em seu chalé tentando esquecer as lembranças do terrível acidente e aos poucos começa a ter algo parecido com uma vida normal e vislumbrar a felicidade em seu futuro. Mas o passado vai alcançá-la, e as consequências serão devastadoras. De vários pontos de vista, a ex-detetive Mackintosh faz um retrato preciso de uma investigação policial. Com sua excelente habilidade de escrita, consegue criar personagens memoráveis e uma análise arrebatadora das excentricidades da vida em uma cidade pequena. Mas o verdadeiro talento da autora é a maneira como ela incorpora reviravoltas em uma trama já complexa. Mesclando suspense, investigação policial e thriller psicológico, Clare Mackintosh disseca a mente de seus personagens enquanto tece inesperadas conexões entre eles.

RESENHA:
14/06/2017

Não se deixe enganar pela primeira parte da estória! O começo é meio maçante e você pode sentir vontade de desistir, mas a narrativa é rápida sem detalhes insignificantes, então siga a leitura que não irá se arrepender.
O livro vai contar a estória do atropelamento sob dois pontos de vista: Narrado em terceira pessoa ficaremos por dentro da investigação liderada pelo detetive Ray e sua parceira Kate; e em primeira pessoa por Jenna, que abandona a cidade depois da morte do menino.
Após o acidente, os detetives se empenham ao máximo para encontrar o motorista do carro, mas após alguns meses as pistas esfriam totalmente. A falta de testemunhas contribui para a dificuldade em fechar o caso.
Ao mesmo tempo Jenna narra os dias na nova cidade e sua tentativa de começar uma nova vida.
Nessa primeira parte somos apresentados aos problemas de cada um e uma preparação para a segunda parte do livro que é cheia de reviravoltas e surpresas.
Quando enfim somos introduzidos na trama, a autora te surpreende de uma maneira que torna difícil abandonar a leitura. Você vai perceber que o atropelamento da criança é apenas a ponta de uma estória muito mais profunda e com uma grande carga psicológica.
Capítulos alternados entre passado e futuro também contribuem para criar expectativa e aumentar a ansiedade do leitor.
Na segunda parte também surge um novo narrador que despertou o que há de pior em mim. Nunca senti tanta raiva e nojo de um personagem como senti desse.
Fiquei ansiosa pelo final, desejando à cada um dos personagens o que eles realmente mereciam.

Não vou mais falar da estória, recomendo que vocês leiam e acompanhem a trama e o drama.
Eu gostei demais do livro, ele realmente me surpreendeu mas também despertou muitos sentimentos durante a leitura.
Esse é o primeiro livro da autora. Ela trabalhou doze anos na polícia da Inglaterra, incluindo um período no Departamento de Investigação Criminal. Em 2011, abandonou a carreira para atuar como jornalista e, desde a publicação de Deixei você ir , seu livro de estréia, Clare se dedica em tempo integral a escrever.

Recomendo! Boa leitura!

30 maio 2017

O Jantar - Herman Koch


Em uma noite de verão, dois casais se encontram em um restaurante elegante. Entre um gole e outro de vinho e o tilintar de talheres, a conversa mantém um tom gentil e educado, passando por assuntos triviais como o preço dos pratos, os aborrecimentos do trabalho, o próximo destino de férias. Mas as palavras vazias escondem um terrível conflito, e, a cada sorriso forçado e cada novo prato, o clima fica ainda mais tenso.

Um fenômeno best-seller internacional, um suspense sombrio, conto altamente controverso de suas famílias que lutam para tomar a decisão mais difícil de suas vidas no percorrer de uma refeição. É noite de verão em Amsterdã e dois casais se encontram em um restaurante da moda para jantar. Entre garfadas de comida e raspadas educadas de talheres a conversa permanece um zumbido suave de discurso educado - a banalidade do trabalho, a trivialidade das férias. Mas por trás de palavras vazias, coisas terríveis precisam ser ditas, e com cada sorriso forçado e cada novo rumo as facas estão sendo afiadas. Cada casal tem um filho de quinze anos de idade. Os dois meninos estão unidos por sua responsabilidade por um único ato horrível, um ato que provocou uma investigação policial e quebrou as confortáveis e isoladas vidas de suas famílias. A medida que o jantar atinge seu clímax culinário a conversa finalmente toca em seus filhos. Assim como a civilidade e amizade desintegra-se cada casal mostra o quão longe eles estão dispostos a ir para proteger aqueles que ama. Uma escrita tensa e incrivelmente emocionante, contada por um narrador inesquecível, O Jantar promete ser o tema de inúmeros jantares. Espetando tudo, desde os valores dos pais, menus pretensiosos a convicções políticas, este romance revela o lado obscuro da gentil sociedade e pergunta o que cada um de nós faria em face de uma inimaginável tragédia.

RESENHA:
30/01/2017

Que decepção!

Bem interessante essa colocação da sinopse "entre um gole e outro de vinho e o tilintar de talheres..." por que isso que vai tomar conta da estória.

Mas vamos lá:
Dois casais combinam de se encontrar num restaurante para conversarem sobre seus filhos de 15 anos, sobre algo muito terrível que eles fizeram.
A princípio fiquei curiosa sobre o tema mas também estranhei que um assunto tão sério pudesse ser tratado num restaurante... Oras, o ideal seria na casa de um deles, longe de qualquer intromissão ou eventual vazamento da conversa.
Enquanto eu digeria as 100 primeiras páginas (O livro todo tem 256) de uma narrativa chata, cansativa, cheia de detalhes que não acrescentaram em nada na trama, fora um incidente ou outro que poderia definir a personalidade de um personagem, minha curiosidade só ia aumentando e imaginei que teria um final tão chocante que valeria a falta de diálogos. 
Nessa altura eu já estava num grau de irritação elevadíssimo, xingando o autor e a mim mesma por continuar a leitura, mas eu queria saber o que esse livro tinha de fenômeno. 
Enfim o autor resolve falar do que se trata esse encontro, sobre o que esses garotos aprontaram. Mas em vez de começar a discussão dos pais sobre que atitude tomar, não! Começa mais uma narrativa sem fim de eventos e acontecimentos que poderia até ser interessante se tivesse sido conduzido de outra maneira. Mas a estória não vinha!

Os personagens são detestáveis! Paul, o narrador é intragável e ler a estória através do seu ponto de vista não ajudou em nada.
Os garotos têm sérios problemas que alguns pais se recusam a enxergar e o comportamento deles em relação aos filhos não contribuiu em nada para que eu gostasse da estória. Porém, são comportamentos esperados nos dias de hoje, muito comuns aliás, mas o conjunto da obra definitivamente não me agradou.
Achei que muita coisa foi mal explicada e teve pouquíssima abordagem sobre o real problema dos garotos. 
A ideia era bacana, poderia ter sido mais aproveitada e criado um ambiente de tensão, sem saber o que esperar do desfecho.
O autor criou um cenário para se discutir um assunto que foi "tratado" em 10 minutos. Ele amarrou o leitor num jantar cansativo para no final nem mesmo nos surpreender.

Então, pela narrativa cansativa e arrastada, pouquíssimos diálogos, mal abordagem do problema e um final sem surpresas, minha nota é 2 pra esse livro.

26 maio 2017

Amor Para Um Escocês - Sarah MacLean - Escândalos e Canalhas #2


Lillian Hargrove viveu sozinha por anos, reclusa, ansiando por amor e companhia. Desiludida de que todos os seus sonhos pudessem um dia se tornar realidade, a mais bela jovem da Inglaterra se envolve com um artista libertino e mentiroso, que promete amá-la para sempre e implora para que ela pose como sua musa para um escandaloso retrato.

Encantada pelo carinho e pela admiração que recebe dele, Lily aceita a proposta e se entrega de corpo e alma ao homem mais falso de Londres, mas fica exposta para toda a Sociedade, tornando-se motivo de piada e vergonha.

A jovem, entretanto, não esperava que um bruto escocês, recentemente intitulado Duque de Warnick e nomeado seu guardião, atravessasse a fronteira da Inglaterra para impedir que a ruína a alcançasse.
Warnick chega em Londres com um único objetivo: casar sua protegida – que é bonita demais –, transferindo o problema para outra pessoa, e, em seguida, voltar à sua vida tranquila na Escócia, longe daquele lugar odioso que é Londres.

O plano parece perfeito, até Lily declarar que só se casaria por amor, e o duque escocês perceber que, aparentemente, há algo naquele país que ele realmente gosta…

RESENHA:
26/05/2017

Deliciosamente divertido!

Lillian ficou orfã aos 11 anos de idade e à partir desse momento ficou aos cuidados do Duque de Warnick, até que ele veio a falecer e ela foi passando de um duque para o outro, que iam morrendo numa sequência de desgraças.
Até que o ducado chegou nas mãos de Alec Stuart, um escocês de mais de 2 metros de altura que odeia o título e a Inglaterra com a mesma intensidade. E junto com o ducado vem uma pupila.
Como Lily nunca teve família, nem parentes que a introduzisse na sociedade e nunca nem mesmo teve uma temporada, ela é uma mulher extremamente carente e sozinha e por esse motivo cai nas lábias do maior cafajeste de Londres, o pintor Derek Hawkins que promete amor enquanto ela posa nua para ele, porém assim que o quadro fica pronto ele mostra suas verdadeiras intenções.
Há poucos dias de cair em desgraça, o advogado de Alec o procura para que ele ajude sua pupila, - que até então ele desconhecia a existência - então ele sai da Escócia muito à contra gosto para livrar a garota de seja lá o que for que ela aprontou.
No entanto, ao conhecer sua protegida ele fica encantado com sua beleza e promete que a ajudará em tudo que for possível. Mas eles têm apenas 10 dias para revolver a situação antes que o pintor exponha seu quadro para toda Londres e ela nunca mais consiga um marido.
Agora sua missão é arrumar um pretendente para a moça e controlar seu ciúmes diante deles.

O livro é delicioso, li em apenas 2 dias.
É engraçado, romântico e em meio às crises de ambos eles vão desenvolver muita afinidade e uma paixão incontrolável.
Alec vai chocar as mulheres da sociedade com seu kilt mostrando o joelho kkkkk
Eles têm muita química e os diálogos entre eles são divertidos e bem desenvolvidos. Aliás, o livro todo tem muitos diálogos, o que deixa a leitura mais rápida.
Os personagens são encantadores; Lily é na medida certa, nem chata e nem sabichona demais. Alec apesar de ser muito teimoso é tão fofo que a gente até esquece o resto. 
Os personagens secundários também fazem toda diferença na trama e alguns já são conhecidos do primeiro livro.
Eu adorei o primeiro e gostei ainda mais desse, se pudesse daria mais que 5 estrelas pois é o estilo de romance de época que eu curto.
Essa série já me conquistou e agora preciso segurar a ansiedade e esperar pelo próximo que ainda vai demorar um pouco.
Sarah MacLean definitivamente acertou em cheio nessa série ♥

21 maio 2017

Uma Sombra Na Escuridão - Robert Bryndza - Detetive Erika Foster # 2


Do mesmo autor de A Garota No Gelo. A Detetive Erika Foster tem agora um desafio aterrorizante. “A sombra saiu da escuridão e subiu as escadas silenciosamente. Para observar. Para aguardar. Para colocar em prática o que há tanto tempo planejava.” Em uma noite de verão, a Detetive Erika Foster é convocada para trabalhar em uma cena de homicídio. A vítima: um médico encontrado sufocado na cama. Seus pulsos estão presos e através de um saco plástico transparente amarrado firmemente sobre sua cabeça é possível ver seus olhos arregalados. Poucos dias depois, outro cadáver é encontrado, assassinado exatamente nas mesmas circunstâncias. As vítimas são sempre homens solteiros, bem-sucedidos e, pelo que tudo indica, há algo misterioso em suas vidas. Mas, afinal, qual é o segredo desses homens? Qual é a ligação entre as vítimas e o assassino? Erika e sua equipe se aprofundam na investigação e descobrem um serial killer calculista que persegue seus alvos até achar o momento certo para atacá-los. Agora, Erika Foster fará de tudo para deter aquela sombra e evitar mais vítimas, mesmo que isso signifique arriscar sua carreira e também sua própria vida.

RESENHA:
21/05/2017

Robert Bryndza sem dúvida veio para ficar. Em se tratando de thriller policial, posso afirmar que ele não tem desapontado.
Eu já havia gostado muito de A garota no Gelo, mas esse segundo livro me cativou ainda mais e certamente irei acompanhar suas futuras publicações.

Nesse thriller a detetive Erika Foster e seus parceiros Moss e Peterson estão diante de um assassino cruel chamado de "A Sombra". Ele dopa suas vítimas e as sufoca até a morte.
Após alguns dias quando outra vítima é encontrada nas mesmas circunstâncias, a equipe sabe que se trata de um serial killer mas não há absolutamente nada que ligue uma à outra. As vítimas não têm nada em comum e nenhuma ligação.
A Sombra é extremamente cautelosa e não deixa a menor pista. Seus métodos são frios e eficazes, ela estuda suas vítimas com muita antecedência para que não haja erros.

As pistas são mínimas até que um outro assassinato acontece, o que faz com que o chefe tome outras medidas mudando o curso de toda investigação.
Nesse ponto achei algumas semelhanças com o livro anterior. Pelo visto o chefe dela não mudou em nada suas atitudes. Também, o tratamento profissional dado à detetive Foster é o mesmo, o que me fez novamente sentir raiva.
Porém o interessante é que podemos perceber como a detetive ainda precisa amadurecer como profissional, não que ela deixe à desejar, muito pelo contrário, ela está sempre à frente dos outros, mas sua dificuldade em obedecer regras acaba colocando-a sempre em situações difíceis.
Creio que com os próximos livros ela venha trabalhar mais esse lado impulsivo.

O autor escreve com muita fluidez e não se atenta à detalhes desnecessários durante a trama, o que faz com que a leitura seja rápida e satisfatória.
A quantidade de acontecimentos que envolvem a estória colaboram para um enredo cativante e envolvente.
O diferencial dessa estória é que logo na metade somos apresentados ao assassino. Confesso que fiquei receosa em perder o interesse pela leitura, mas o autor conduziu o desenrolar de forma espetacular e ao conhecermos ele, podemos acompanhar de perto o comportamento do assassino e seu modo de agir.
Fiquei muito ansiosa para saber como a detetive ia chegar até à Sombra com tão poucas pistas.

Eu só fiquei com uma dúvida e pelo jeito ela é só minha: Ainda não entendi como A Sombra encontrou sua última vítima. Quando você ler a estória, vai saber à que me refiro. Achei que faltou uma explicação nesse ponto. 
Enfim, o livro é excelente, os personagens são bem desenvolvidos, os capítulos são curtos e te impulsionam a ler cada vez mais.

Uma sombra na escuridão é sem dúvida leitura obrigatória para os amantes do gênero. 

09 maio 2017

O Casal Que Mora ao Lado - Shari Lapena


É o aniversário de Graham, e sua esposa, Cynthia, convida os vizinhos, Anne e Marco Conti, para um jantar. Marco acha que isso será bom para a esposa; afinal, ela quase nunca sai de casa desde o nascimento de Cora e da depressão pós-parto. Porém, Cynthia pediu que não levassem a filha. Ela simplesmente não suporta crianças chorando.
Marco garante que a bebê vai ficar bem dormindo em seu berço. Afinal, eles moram na casa ao lado. Podem levar a babá eletrônica e se revezar para dar uma olhada na filha. Tudo vai dar certo. Porém, ao voltarem para a casa, a porta da frente está aberta; Cora desapareceu. Logo o rapto da filha faz Anne e Marco se envolverem em uma teia de mentiras, que traz à tona segredos aterradores.

RESENHA:
09/05/2017

Cynthia convida seus vizinhos Anne e Marco para a festa de aniversário de seu marido, Graham, porém ela pede que o casal não leve a bebê de 6 meses pois a comemoração é apenas para os quatro.
Depois que a babá cancela com eles, Anne desiste de ir mas é convencida pelo marido que propõe que eles revezem em olhar a menina de meia em meia hora e levem a babá eletrônica para mais tranquilidade. 
Porém a noite não é assim tão divertida para Anne que sofre de depressão pós parto e se sente incomodada, então ela convence Marco que é hora de irem embora.
Quando chegam em casa, encontram a porta da frente entreaberta e a bebê desapareceu. Imediatamente eles chamam a polícia e a casa é tomada por vários deles que os interrogam sem parar.
Eles não conseguem imaginar quem poderia ter levado a bebê mas para a polícia os pais são os principais suspeitos.
O detetive Rasbach é o encarregado da investigação, mas não iremos acompanhar o desenrolar da trama sob o ponto de vista dele, na verdade ele fica em segundo plano.
O mistério não vai até o fim, antes mesmo a autora acaba com grande parte dele o que em certo ponto eu gostei pois evita aquela enrolação onde a trama não tem mais para onde ir, mas ela conduz o restante da estória com outras surpresas e revelações. 
Cada personagem tem uma estória que é revelada aos poucos durante a leitura e isso aumenta possíveis suspeitos e motivos.

O casal que mora ao lado traz uma narrativa ágil e tensa. Você não consegue abandonar o livro e a leitura flui com muita facilidade.
Os capítulos são curtos e o livro tem a quantidade ideal de páginas que contribui para que não fique cansativo.
Adorei a escrita da autora. O tempo todo você fica ansiosa para saber o que terá acontecido com a menina, quem poderia tê-la sequestrado e por quê. 
Também adorei as reviravoltas finais, porém um detalhe no finalzinho que eu achei desnecessário. Achei que a autora poderia ter parado algumas páginas antes mas dei 5 estrelas por que eu realmente gostei de toda a trama.
Recomendo muito esse livro, vale a pena a leitura ;-)

05 maio 2017

Diga Sim ao Marquês - Tessa Dare - Castles Ever After # 2


Vossa Excelência está convidada a comparecer ao romântico castelo Twill para celebrar o casamento da senhorita Clio Whitmore e… e…?

Aos 17 anos, Clio Whitmore tornou-se noiva de Piers Brandon, o elegante e refinado Marquês de Granville e um dos mais promissores diplomatas da Inglaterra. Era um sonho se tornando realidade! Ou melhor, um sonho que algum dia talvez se tornasse realidade…
Oito anos depois, ainda esperando o noivo marcar a data do casamento, Clio já tinha herdado um castelo, tinha amadurecido e não estava mais disposta a ser a piada da cidade. Basta! Ela estava decidida a romper o noivado.
Bom… Isso se Rafe Brandon, um lutador implacável e irmão mais novo de Piers, não conseguir impedi-la. Rafe, apesar de ser um dos canalhas mais notórios de Londres, prometeu ao irmão que cuidaria de tudo enquanto ele estivesse viajando a trabalho. Isso incluía não permitir que o Marquês perdesse a noiva. Por isso, está determinado a levar adiante os preparativos para o casamento, nem que ele mesmo tenha que planejar e organizar tudo.
Mas como um calejado lutador poderia convencer uma noiva desiludida a se casar? Simples: mostrando-lhe como pode ser apaixonante e divertido organizar um casamento. Assim, Rafe e Clio fazem um acordo: ele terá uma semana para convencê-la a dizer “sim” ao Marquês. Caso contrário, terá que assinar a dissolução do noivado em nome do irmão.
Agora, Rafe precisa concentrar seus punhos e sua força em flores, bolos, música, vestidos e decorações para convencer Clio de que um casamento sem amor é a escolha certa a se fazer. Mas, acima de tudo, ele precisa convencer a si mesmo de que não é ele que vai beijar aquela noiva.

RESENHA:
05/05/2017

Após esperar durante 8 anos seu noivo voltar de uma missão à serviço do país, Clio resolve colocar um basta e deixar de ser a chacota da cidade. 
Por isso ela vai pedir ao cunhado que assine os documentos autorizando a dissolução do noivado, assim ela poderá seguir com seu sonho agora que herdou um castelo do tio.
Já mais amadurecida e segura do que quer, Rafe terá muita dificuldade em fazê-la desistir da ideia e então pede à ela apenas uma semana para mostrar como o casamento com o marquês ainda pode ser bom para ela.
Acontece que nada a fará desistir dos seus sonhos e casar sem amor com um noivo que nunca nem mesmo beijou está fora de cogitação.
Assim Rafe chega de mala e cuia no castelo, trazendo seu treinador e um cachorro velho à tira colo, ao mesmo tempo em que as irmãs dela e o cunhado resolvem visitá-la também.
Clio terá uma semana para convencer Rafe à assinar os papéis e ele terá o mesmo tempo para convencê-la à se casar. Enquanto ela mostra seus planos futuros e a finalidade do castelo, ele a cobrirá com preparativos para o grande dia, com bolos, vestidos e decorações.
Ao final dessa semana, um terá se rendido ao outro!

Eu adorei esse livro, ainda mais que o primeiro. Achei bem divertido e leve, mesmo as cenas hot entre eles foi escrita com cuidado e não tirou a estória do rumo, não fica só nisso como outros que li do gênero.
O personagens são bem característicos, cada um à sua maneira trouxeram algo a mais na trama.
Gostei muito dos protagonistas, Clio apesar de forte e decidida não é aquela chata que acha que sabe tudo. Ela é meiga, inteligente e protetora.
Rafe apesar de amargurado, não passa a estória toda se lamentando e se fazendo de vítima e faz de tudo para manter o noivado do irmão, apesar de amá-la.
Eu recomendo essa leitura. Tessa Dare certamente se firmou como autora de romances de época e vem conquistando muitos fãs aqui no Brasil.
Com certeza eu serei uma que acompanhará suas publicações.