23 de abril de 2019

Ninguém Pode Saber - Karin Slaughter


Andrea sabe tudo sobre sua mãe, Laura. Ela sabe que Laura sempre viveu na pequena cidade costeira de Belle Isle; sabe que a mãe nunca desejou nada além de uma vida serena como integrante da comunidade; e sabe que ela jamais guardou um segredo na vida. Afinal, todos conhecemos nossas mães, certo?

Mas tudo muda quando uma ida ao shopping se transforma em um cenário de violência e caos, e Andrea conhece um lado completamente novo de Laura. Parece que sua mãe, antes de ser Laura, era outra pessoa. Durante quase trinta anos ela escondeu sua identidade, vivendo sossegadamente na esperança de que ninguém descobrisse quem era de verdade. Agora, exposta, nunca mais poderá viver como antes.
A polícia quer respostas e a inocência de Laura está em jogo, mas ela se recusa a falar com quem quer que seja, inclusive com a própria filha.

RESENHA:
23/04/2019

Andrea tem 31 anos e vive com sua mãe Laura, uma mulher doce, carinhosa e profissional exemplar. Apesar da idade ela leva uma vidinha muito mais ou menos, sem emoção, sem namorados e num trabalho que não a satisfaz.
Quando as duas se envolvem em um assassinato na lanchonete, Andrea vê sua pacata mãe se tornar uma mulher fria que não pensa duas vezes antes de assassinar o jovem que acabou de matar outras duas pessoas.
Após essa tragédia, Laura muda completamente: manda a filha ir embora de casa, se virar, crescer. Se recusa a falar com os policiais e tem um comportamento nada comum para uma vítima de tragédia.
Quando outra situação de emergência acontece, Andrea é obrigada a fugir e nessa fuga ela vai procurar respostas para tantos questionamentos: Quem é sua mãe? No que ela está envolvida? Conforme algumas revelações vão sendo feitas, Andrea fica cada vez mais assustada e acaba tendo que lutar para sobreviver.

A estória vai voltar pra década de 80 onde vai contar a estória de outros 4 jovens envolvidos numa trama muito maior. Qual será a ligação de tudo isso com Laura?
A Andrea se comporta como adolescente e a mãe não era muito diferente na idade dela. Não são pessoas com personalidades fortes, são manipuláveis e isso dava nos nervos!
A trama é bem tensa, intensa; com assassinatos, perseguições e por se tratar da fuga de Andrea, a maior parte da estória será em forma de narrativa, contendo poucos diálogos.
Confesso que isso atrasou um pouco a leitura, pois funciona melhor pra mim quando tem envolvimento entre vários personagens, assim com diálogos a leitura flui melhor.
Não é uma estória com reviravoltas e surpresas, mas ainda assim eu gostei muito. A autora escreve com muita riqueza de detalhes e informações e criou um thriller psicológico ideal para uma série (obrigada Netflix).
Adoro a Karin, mas ainda prefiro o thriller policial da série Will Trent.
E sigo acompanhando tudo que ele escreve ♥

Nota: 4 ★


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14 de abril de 2019

Tudo Que Você Quiser Que Eu Seja - Mindy Mejia


Hattie Hoffman passou os 17 anos de sua vida representando papéis – de boa filha, ótima aluna, namorada ideal. Mas Hattie espera mais do que isso da vida, e o que ela deseja acaba se tornando muito, muito perigoso. Quando a jovem é encontrada brutalmente assassinada, todos da cidadezinha onde vivia ficam estarrecidos com o crime. Logo vem à tona que Hattie estava envolvida num relacionamento com potencial explosivo. A questão é: alguém mais sabia disso? Será que o namorado de Hattie seria capaz de cometer um crime, se soubesse da traição? Ou será que o comportamento impulsivo da jovem a colocou no lugar errado, na hora errada? Com uma trama repleta de reviravoltas, Tudo que você quiser que eu seja desafia o leitor a reconhecer o tênue limite entre inocência e culpa, identidade e decepção. E fica a questão: o amor leva ao autoconhecimento ou à destruição?

RESENHA:
14/04/2019

Tudo que você quiser que eu seja vai contar a estória de Hattie Hoffman, uma jovem de 17 anos que não se encaixa na cidadezinha que vive. 
O título do livro é justamente sobre Hattie ser aquilo que as pessoas esperam dela e não o que ela realmente gostaria de ser. Ela é boa filha, ótima aluna, amiga dedicada e conselheira. Sempre fala aquilo que o outro gostaria de ouvir.
O sonho dela é ser atriz e viver em Nova Iorque, por isso seu objetivo é terminar o segundo grau e ir embora dali. Acontece que nesse meio tempo ela se apaixona perdidamente por alguém mais velho e agora que está diante de um amor impossível vai precisar representar um outro papel: a de namorada perfeita.

A trama será contada em primeira pessoa sob três pontos de vista. Da própria Hattie no passado, Del que é o xerife da cidade e grande amigo do pai de Hattie e por fim de Peter, o professor de literatura.
O crime em si não vai ser muito difícil de ser desvendado, porém a estória fica por conta dessas narrativas paralelas à investigação.
A narrativa é ágil e ainda mais interessante quando contada por Hattie. Será que ela é mesmo manipuladora ou apenas uma jovem sonhadora desanimada com o cenário que vive?
Os personagens são bem construídos mas a autora não se preocupa em se aprofundar muito neles, o suficiente para que o leitor consiga vê-los encaixado na trama.

Eu gostei muito da estória, o culpado não foi quem eu esperava apesar de não ser uma supresa total, porém a maneira que a autora conduziu essa reviravolta foi bem interessante.
Mais uma autora de thrillers psicológicos que entra pra lista. Fico muito feliz em descobrí-las e na expectativa de saber que teremos muitas outras estórias ainda a serem escritas.
Recomendo!

Nota: 4 ★

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8 de abril de 2019

A namorada ideal - Michelle Frances



Ela ama seu filho. Ela quer sua vida.

Uma garota. Um garoto. A mãe dele. E a mentira que ela desejará nunca ter contado. O quão longe você iria para proteger seu filho? Laura tem uma vida perfeita: carreira de sucesso e um casamento feliz e duradouro com um marido rico. Além disso, Daniel, seu filho de vinte e três anos, é um jovem gentil e muito bonito. Um dia, Daniel conhece Cherry, uma garota inteligente que, infelizmente, não teve a vida que gostaria ter tido. Ela quer a vida de Laura. Quando uma tragédia acontece, uma decisão é tomada em um ato de desespero e uma mentira terrível é contada, tão terrível que mudará a vida de todos para sempre.

RESENHA:
08/04/2019

Laura é uma mãe amorosa e dedicada. Ela faz tudo pelo Daniel, seu único filho, e ele por sua vez é um jovem extremamente educado e carinhoso.
Logo após ter se formado em medicina, Daniel volta pra casa dos pais mas quase não os vê, pois nesse tempo conheceu uma jovem corretora quando estava à procura de um apartamento.
Em poucos dias ele já está apaixonado pela moça e a leva para conhecer os pais.
Cherry é uma jovem de classe baixa que tem vergonha da vida pobre que leva, o que inclui até mesmo a própria mãe.
Ela nunca se recuperou de ter levado um fora de um cara rico e agora ela acha que todo mundo é igual à família do ex.
Ela é invejosa, manipuladora e muito ambiciosa o que a levará a fazer qualquer coisa pra se casar com Daniel.
E Daniel, bom, ele é um bocó. É tão inocente quanto manipulável.
O pai dele então, nem vou comentar.

A trama vai ficar por conta das duas protagonistas, Laura e Cherry.
Ambas querem Daniel. Uma para proteger e a outra pra se dar bem. Ambas mentem, por motivos diferentes, mas uma com mais intensidade que outra.
Antes da metade do livro a estória dá uma virada que eu devorei a leitura. Fiquei nervosa pela personagem, ansiosa e apreensiva.
Me tornei uma espectadora da vida das duas mulheres, só aguardando o próximo passo da cretina, ops, da protagonista falsiane.
Preciso dizer que o que mais me fascinou nessa trama foi a maneira como ela foi escrita. Não é um roteiro pobre, é ágil e os personagens despertam emoções reais no leitor, tanto ódio como pena.
Essas leitoras novas estão dando um show em termos de thrillers, arrasando logo de cara no primeiro livro.
Mais um thriller doméstico que entra pros meus favoritos ♥
Michelle Frances, vou te acompanhar desde já. Quero ler tudo que você publicar!

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3 de abril de 2019

Você nasceu para isso - Michelle Sacks


Se perguntarem a sua versão da história, você vai contar a verdade. Ou não?  Sam Hurley, professor, e sua esposa Merry, cenógrafa, trocam os confortos de Nova York por um estilo de vida completamente diferente em uma casinha isolada na Suécia. Apesar do quadro idílico que o casal com um bebê recém-nascido em paisagens de contos de fada representa, problemas com raízes muito profundas ameaçam o relacionamento. Sam, que nunca contou à esposa que na verdade foi demitido da universidade, também mente sobre seu dia a dia na nova cidade. Merry, por sua vez, sempre escuta do marido que nasceu para ser dona de casa, mas não sabe o que fazer com o ódio que alimenta por todas as tarefas cotidianas: a jardinagem sem-fim, a arrumação da casa, o preparo de refeições para a família e os cuidados com um bebê que por ora só parece dar trabalho. O instável equilíbrio da família se perde por completo com a visita da melhor amiga de Merry, a glamourosa Frank. Ela conhece Merry muito bem, conhece sua história, e agora, com a proximidade, é capaz de ver quem Sam realmente é. Mas Frank tem os próprios segredos, e, à medida que sua narrativa se junta à história do casal, fica claro que ela sofre pelos próprios pecados e talvez não seja capaz – ou não queira – salvar ninguém. Você nasceu para isso retrata a escuridão que há no cerne dos relacionamentos mais íntimos. Sem heróis e permeada por uma teia de segredos, obsessão e inveja, é um relato violento de vidas que quase nunca são o que parecem e das partes de nós que não somos capazes de admitir.

RESENHA:
03/04/2019

Merry e Sam levam uma vida perfeita, tão perfeita que você acha que é tudo mentira.

A trama vai contar a estória do casal que se muda de Nova York para a Suécia, a fim de recomeçar a vida num lugar mais calmo e civilizado já que agora eles tem um bebezinho.
Sam herda um chalé num reversa florestal e eles se mudam quando Merry ainda está grávida. Eles reformam todo o lugar que estava abandonado e ali começam a viver uma vida de contos de fadas.
Sam era professor numa universidade e Merry era cenógrafa, agora ele se dedica a produzir comerciais e está correndo atrás de produtores enquanto Merry fica tomando conta da casa e do bebê.
Sam é um marido e um provedor maravilhoso e Merry é uma mãe exemplar e dona de casa perfeita. Será?
Quando a amiga de Merry, Frank, chega para uma visita ela começa a perceber que a vida que sua amiga lhe mostra por e-mails não é tão perfeita assim, afinal elas se conhecem desde criança e ninguém mais conhece Merry como ela.
Frank é uma mulher maravilhosa, executiva de sucesso, solteira e sem filhos. Viaja o mundo todo e tem o tipo de vida que muita gente sonha. Será?
Merry quer mostrar que é melhor que a amiga, que sua vida é perfeita, que ela tem um marido lindo que a ama e um bebê maravilhoso, enquanto isso Frank acha que Merry só está fingindo que ama esse tipo de vida.
Já Frank começa a se encantar pela vida doméstica, pelo lugar e se apaixona completamente pelo bebê da amiga.
Depois que acontece uma tragédia, a estória vai pegar fogo. É cada um por si e aí os segredos começam à ser revelados.

O livro todo é narrado em primeira pessoa por cada um dos personagens como se fosse um diário, não há travessão.
A escrita da Michelle é viciante. Você não consegue abandonar o livro, os capítulos são bem curtinhos e a maneira que ela conta a estória é envolvente.
Os personagens são detestáveis. Apenas. Não há a menor chance de sentir qualquer empatia por qualquer um deles. A amizade entre as duas é doentia e destrutiva. Sam é um machão que acha que lugar de mulher é em casa tendo um filho atrás do outro.
A única coisa que ficou a desejar pra mim foi o finalzinho, achei que faltou alguma coisa.
Recomendo muito esse thriller doméstico e quero ler tudo que essa autora publicar. Começou muito bem para um primeiro livro.

Nota: 4 ★

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1 de abril de 2019

O Jardim de Cimento - Ian McEwan


Mesclando elementos da tradição gótica inglesa a um enredo sem qualquer tipo de devaneio lírico, o autor constrói uma experiência literária áspera e visceral: após a morte dos pais, quatro crianças encerram-se no minúsculo mundo do lar, entregando-se a todo tipo de sensações e descobertas bizarras. Com o tempo, passam a mimetizar os papéis dos adultos ausentes, criando uma nova estrutura familiar que desaba quando a irmã mais velha leva um estranho ao núcleo fraterno. É só o começo de um inferno existencial para o qual não haverá saída.

RESENHA:
31/03/2019

Esse livro é indigesto e incômodo. Suas poucas páginas são mais que suficientes para causar mal estar e indignação. Após a morte do pai, a mãe (sem personalidade nenhuma) e os quatro filhos vivem ainda por um bom tempo juntos até que ela fique de cama e venha a falecer também. Os filhos, sendo a mais velha com 17 anos, começam a viver sem vigilância e totalmente fora do convívio social. A estória é narrada por Jack, o segundo filho, com sua fascinação pela irmã mais velha, sua falta de higiene e outros hábitos. Li em apenas uma pegada pois fiquei na expectativa de que algo fosse acontecer mas fora o final doentio, foi apenas uma narrativa que só enrolou o leitor. Poucos livros me chocam, mas esse além de tudo foi uma total perca de tempo para mim como leitora.

Nota: 1 ★

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28 de março de 2019

Último suspiro - Karin Slaughter [A Boa Filha 0.5]



Aos 13 anos, a infância de Charlie Quinn chegou a um fim abrupto e devastador. Dois homens, com ódio de seu pai advogado, invadiram sua casa — e após aquela noite chocante, o mundo de Charlie nunca mais foi o mesmo.
Agora uma advogada, Charlie tomou como missão a defesa daqueles que não têm ninguém com quem contar. Então quando Flora Faulkner, uma adolescente órfã, implora por ajuda, Charlie é lembrada de seu próprio passado e não consegue dizer não.
Mas Flora, a estudante de honra, está com muito mais problemas do que Charlie poderia antecipar. Agora, ela precisa perguntar a si mesma: O quão longe ela deveria ir para proteger sua cliente? E será que ela pode realmente acreditar no que está sendo dito?
Afiada e dinâmica, esta história eletrizante da autora best-seller internacional vai te deixar sem fôlego.

RESENHA:
28/03/2019

Esse livro só foi lançado em ebook e está bem baratinho na Amazon, vale muito a pena. É uma estória que se passa 13 anos antes de A Boa Filha então se você ainda não leu, sugiro que comece com esse apesar das estórias serem independentes.

Charlie é advogada criminal e assim como seu pai toma defesa daqueles mais necessitados, mas sempre tudo dentro da lei.
Um dia ela é procurada por uma garota de 15 anos que quer sua ajuda para se emancipar. Ela já não tem mais os pais e vive aos cuidados dos avós paternos.
Quando sua mãe morreu num grave acidente de carro, ela foi indenizada com uma alta quantia que fica num fundo fiduciário para que ela possa se sustentar até completar 18 anos e só depois receber esse dinheiro.

Acontece que ela quer ser independente agora antes que o fundo acabe e ela não possa mais cursar faculdade, pois aparentemente seus avós estão gastando todo o dinheiro.
Ela quer fazer algo sem que precise incriminar os avós, então Charlie aceita ajudá-la e à partir daí ela vai conversar com algumas pessoas antes de entrar com o processo. Ela vai falar com os avós, com as pessoas que ela quer morar até completar a maioridade e também a visita no ambiente de trabalho. Tudo para ter certeza de que ela ficará bem amparada após a emancipação.
Após algumas entrevistas, Charlie percebe que as coisas são bem mais complicadas do que ela achava e que a garota não está contando tudo que precisa.

O livro tem apenas 119 páginas e dá pra ler numa pegada só. Eu adorei a estória, a Karin Slaughter tem uma maneira muito envolvente de escrever os diálogos e cria personagens críveis que desperta todo tipo de emoção no leitor.
Super recomendo!

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26 de março de 2019

Até o Fim - Harlan Coben



O detetive Nap Dumas nunca mais foi o mesmo após o último ano do colégio, quando seu irmão Leo e a namorada, Diana, foram encontrados mortos nos trilhos da ferrovia. Além disso, Maura, o amor da vida de Nap, terminou com ele e desapareceu sem justificativa.

Por quinze anos, o detetive procurou pela ex-namorada e buscou a verdadeira razão por trás da morte do irmão. Agora, parece que finalmente há uma pista.

As digitais de Maura surgem no carro de um suposto assassino e Nap embarca em uma jornada por explicações, que apenas levam a mais perguntas: sobre a mulher que amava, os amigos de infância que pensava conhecer, a base militar próxima a sua antiga casa.

Em meio às investigações, Nap percebe que as mortes de Leo e Diana são ainda mais sombrias e sinistras do que ele ousava imaginar.

RESENHA:
26/03/2019

Harlan Coben é o queridinho de muita gente e tem um público muito fiel que o acompanha a cada nova estória.
Apesar de gostar do autor, sou do tipo que preciso de doses homeopáticas de seus livros, já que são muito parecidos na minha opinião. Aquela mesma fórmula de alguém desaparecido e um outro desesperado para encontrá-lo a qualquer custo, funciona pra muita gente mas para mim não tanto como gostaria.

Aqui temos o detetive Nap Dumas que perdeu o irmão gêmeo ainda no início da fase adulta. Ele e sua namorada Diane foram atropelados na linha do trem e na mesma noite sua namorada foi embora da cidade sem se despedir.
Por 15 anos ele ainda remói a morte do irmão e não aceita que Maura o tenha abandonado. Até que um dia um outro policial - que era da mesma turma do irmão - é assassinado e tudo indica que Maura estava junto com o assassino.
Nap é procurado por uma dupla de detetives para contar o que sabe de Maura, mas ele vai querer saber tudo sobre esse caso antes de dizer alguma coisa.
A trama começou muito bem, mas depois perdeu o fôlego. Diálogos fracos e repetitivos, mas foi principalmente o comportamento do protagonista que me desanimou.
Eu não gostei do personagem. Achei-o cansativo, metido à machão e despreparado.  Ele é um detetive e como tal tem acesso à vários recursos, mas ele faz o tipo que quer tirar a informação à qualquer custo, nem que seja sob ameaça. Ele agride as pessoas e a desrespeita quando lhe convém e não faz questão alguma de ser simpático. Não tem o perfil de um detetive.
Achei que a linha investigativa mudaria quando um segundo corpo aparece, mas continuou na mesma. O leitor não participa da investigação por parte da polícia, somente pela visão do Nap.
O desenrolar da trama foi muito fantasioso, beirando ao cansativo até. Mas aí o autor transformou o final em algo mais condizente com a realidade, porém ficaram algumas situações pra trás que não se encaixavam. Se o final foi aquele realmente, como explica toda a perseguição anterior? Se fosse algo somente da cabeça do detetive, ok, mas foram coisas que realmente aconteceram.
Eu não tive dúvidas quanto ao culpad@. Desde a sua primeira aparição na estória já saberia que seria el@ e acertei. Isso não conta como ponto negativo para mim, mas ainda não explica algumas partes da estória, como a perseguição à Maura, por exemplo. Por ela ter ficado tantos anos desaparecida, achei que envolveria algo gigantesco, mas não foi como pensei.

Parece que achei o livro ruim né, mas não. Como eu disse antes, é o tipo de escrita dele que não me faz ficar pregada na estória. É um bom livro, mas não achei surpreendente.
Nota: 3, 5 ★

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