28 março 2017

Cuco - Julia Crouch


Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

RESENHA:
28/03/2017

Que ódio desse livro, que ódio de mim mesma por ter perdido meu tempo com ele!
Eu passei esse na frente por causa da empolgação de uma outra leitora tão fã desse gênero como eu. Peguei pra ler sem nem mesmo olhar as outras avaliações do Skoob e se se eu tivesse feito isso talvez nem teria lido.
Essa sinopse me enganou completamente! Esperava encontrar outro "Até você ser minha" que foi um livro que entrou pra minha lista de favoritos, mas esse é totalmente o oposto.

Polly ficou viúva e veio passar um tempo na casa da sua amiga de infância, Rose.
Apesar de não se verem há anos, a amizade entre elas é muito grande e mesmo contra a vontade do marido, Rose aceita que a amiga se hospede em sua casa com seus dois meninos.
À partir daí começa então uma nova rotina na casa deles e eu fiquei ansiosa por momentos de psicopatia por parte da hóspede.
Só que as coisas que acontecem podem até serem estranhas, mas nada que você fique vidrada na estória ou querendo mais.
São muitas páginas de enrolação, encheção de linguiça, blá blá blá em capítulos e mais capítulos até o momento que comecei a xingar a autora por não me dar nada. Pô, 400 páginas e ela não consegue me fazer roer uma unha sequer?
Quando eu achava que algo ia acontecer, Rose simplesmente ignorava o mundo, sentava na sua mesa e escrevia uma listinha de mercado... A autora nos 'brinda' com os itens dessa lista.
E não é só isso: Detalhes da fralda da criança, sujeira de cachorro na calçada, itens da casa... é sério isso? 
Que vontade de catar essa Rose e falar: Filha, pára de limpar essa cozinha e acorda pra vida!
Nem mesmo quando algo muito sério acontece ela toma uma atitude.
Mulher alienada, mosca morta e pior de tudo é beber álcool sem parar enquanto amamenta seu bebê. Ela e a amiga Polly são farinhas do mesmo saco.
Nunca vi um desfecho tão grotesco e ruim como esse. Muita coisa sem explicação, personagens esquecidos, situações mal explicadas e outras nem explicadas foram. E quando eu pensava que no final tudo ia ser revelado, tive uma decepção ainda maior que o livro.
Que pena! A autora tinha uma super ideia, tantos ingredientes para causar nesse livro e ela simplesmente se perdeu.
Eu não recomendo mas também ninguém me convence que esse livro é bom.


23 março 2017

Codinome Lady V - Lorraine Heath - Os Sedutores de Havisham # 1


Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação.

Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas.

Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes.

Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.

RESENHA:
23/03/2017

Minerva é uma mulher muito à frente do seu tempo e por esse motivo ela afasta qualquer candidato à marido. Ela fala absolutamente tudo o que pensa e entende de assuntos que eram apenas permitidos aos homens discutir. 
Além disso, ela não chama a atenção pela beleza. Perto das outras mulheres da sociedade ela é uma moça muito comum, que passa despercebida nos bailes e eventos.
Porém, seu dote extremamente generoso atrai inúmeros cavalheiros oportunistas que querem tirar o pé da lama ou aumentar sua fortuna.
Depois de receber um pedido mais estranho que outro e no mínimo ofensivos, ela desiste de vez e se assume solteirona. Contudo ela quer conhecer os prazeres que um homem pode proporcionar e mais que tudo, quer ser desejada como mulher e não como fonte de dinheiro.
Então ela decide ir ao clube de mulheres Nightingale, lugar onde elas podem realizar suas fantasias, encontrar amantes e desfrutar da luxúria sem que ninguém saiba quem são, pois todas usam máscaras.
Logo de cara ela encontra o mais libertino de todos, o Duque de Ashebury, frequentador do lugar que imediatamente se sente atraído por ela. Estranho que para quem nunca havia notado a existência dela, ali de máscara ele se encantou.

20 março 2017

Quem era ela - JP Delaney


É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

RESENHA:
20/03/2017

É bem difícil comentar esse livro sem falar demais, falar além do que a sinopse já diz.
Quem era ela já te deixa curioso logo nas primeiras páginas por querer saber à quem o autor se refere. 
O livro é narrado por duas protagonistas, intercalando os capítulos em ANTES: EMMA e AGORA: JANE.
A casa teve outros breves moradores antes, mas só vai contar a estória dessas duas mulheres que levaram ali dentro uma vida muito parecida uma com a da outra.
Nas duas narrativas teremos praticamente o mesmo tipo de estória no que se relaciona à casa, a diferença fica por conta da personalidade e vida passada de cada uma.
A casa é cheia de regras e o locatário precisa responder um questionário com uma quantidade enorme de perguntas e depois esperar para ser aceito (ou não).
Ela já vem mobiliada e o morador fica restrito às regras e deve viver de acordo com o contrato.
No entanto, o que faz as pessoas aceitarem é o valor baixo do aluguel, visto que a casa é um sonho, super moderna e de alta tecnologia.

As protagonistas terão um personagem em comum e já digo que o achei detestável. Emma também não me cativou em nenhum momento e quanto mais eu lia sobre ela, mais ainda a achava manipuladora e mesquinha.
Já Jane foi mais 'aceitável' para mim, com problemas mais reais e comportamento mais centrado, digamos assim.
Muitos pontos nesse livro não me agradaram, me incomodaram bastante e por esses motivos não dei nota máxima pra ele. Não consegui me identificar o mínimo possível com nenhum dos personagens e talvez por que tenha criado altas expectativas, eu esperava sentir um medo, uma apreensão que não teve. Não era esse tipo de estória.

Outra questão foi criar um personagem com tantas características a ponto de te confundir e depois mudar de uma hora pra outra para dar aquela sensação de chocar o leitor. No meu caso em particular não chocou por que acabou não me convencendo, só me fez pensar "Ah tá, era isso?"
O final foi normal e ainda deixou algumas dúvidas, não que interferisse no enredo, mas achei que faltou mais profundidade sobre um certo personagem.
Eu não moraria num lugar desses nem pelo preço. Não suportaria ser controlada dentro da minha própria casa, não aceitaria esse tipo de submissão à que elas se sujeitaram.
Enfim, o livro é bom, a estoria foi boa. Acho que daria um filme ainda melhor!

14 março 2017

Armadilha - Melanie Raabe


Linda, uma escritora best-seller, vive reclusa em sua casa à beira de um lago desde o assassinato de sua irmã mais nova há doze anos. O assassino nunca foi pego, mas Linda o viu de relance, e agora ela acaba de reconhecer seu rosto na TV. Ele é Victor, um brilhante jornalista.
Pensando numa saída para pegá-lo, ela escreve um best-seller baseado no assassinato da irmã e concorda em conceder uma única entrevista à imprensa, em sua casa, para Victor. A partir daí tem início um embate perturbador. Cheio de reviravoltas, tensão e terror psicológico.

RESENHA:
14/03/2017

Armadilha se trata de um thriller psicológico, primeiro livro da autora alemã Melanie Raabe e dentro dele iremos encontrar um outro livro, ou seja, teremos uma estória dentro de outra estória. Já explico.
A Linda é uma escritora de sucesso que após encontrar o corpo da irmã mais nova que foi brutalmente assassinada, acaba enclausurada dentro da própria casa sofrendo de ataques de pânico por conta desse crime horrível.
Após fazer algumas investigações por conta e não obtendo sucesso, ela vai se afastando dos pais, dos amigos, por não saber lidar com a situação e acaba por viver sozinha apenas na companhia de seu cachorro.

Um dia ao ver TV ela reconhece o jornalista como o assassino de sua irmã. Desesperada com essa descoberta, ela começa a elaborar um plano para pegá-lo.
Ela decide escrever um thriller policial onde ela conta em detalhes a descoberta do corpo, o assassino no local do crime e toda a parte da investigação que ela fez parte e também aquela que ela ficou à par através do detetive responsável. Porém, é claro, ela muda os nomes dos personagens e cria um final que na vida real ainda não existe.
Como escritora de romances, todos estranham essa súbita mudança inclusive seu editor, mas ela não pode confiar seu plano à ninguém.
Livro pronto, ela se prepara para sua primeira e única entrevista da vida e escolhe o jornalista responsável pela morte da irmã para essa função, assim ela poderá colocar seu plano em ação.
Mas nem tudo sairá como planejado e Linda terá algumas surpresas durante sua "entrevista".

Me peguei mudando de ideia ao longo da leitura, a própria autora joga com o leitor em vários momentos, te dando uma certeza e te deixando na dúvida logo depois.
Todo esse processo da armadilha da Linda é narrada em primeira pessoa por ela, mas aí temos a alternância entre o livro dela, que é narrado em terceira pessoa e é como vamos ficar por dentro da parte desse passado dela.
Alguns momentos decisivos ficavam suspensos para mudar de narrativa, deixando você ao mesmo tempo curiosa e com raiva de ter ainda que ler algumas páginas das neuroses da Linda para depois voltar ao ponto que parou.

O começo também é meio parado mas necessário para que pudéssemos conhecer a personagem e seus problemas e em certo ponto o livro fica cansativo, pois não tem como você manter alguém em sua casa por tanto tempo sem nenhuma ação. E a autora não conseguiu diversificar nessa parte, por isso ela acrescentou muitos pensamentos confusos da protagonista e suas neuras, que em excesso, começou a irritar. Também achei que faltou um pouco mais de suspense.
Também teremos uma leve pitada de romance que suavizou um pouco esse clima tão depressivo e triste.
Enfim, no geral foi uma boa leitura, adorei essa ideia de vingança da autora e recomendo para quem gosta do gênero.

08 março 2017

Ninféias Negras - Michel Bussi


Um assassinato nos jardins de Monet, uma obra-prima desaparecida, só três mulheres sabem o que aconteceu...

Giverny é uma cidadezinha mundialmente conhecida, que atrai multidões de turistas todos os anos. Afinal, Claude Monet, um dos maiores nomes do Impressionismo, a imortalizou em seus quadros, com seus jardins, a ponte japonesa e as ninfeias no laguinho.
É nesse cenário que um respeitado médico é encontrado morto, e os investigadores encarregados do crime se veem enredados numa trama em que nada é o que parece à primeira vista. Como numa tela impressionista, as pinceladas da narrativa se confundem para, enfim, darem forma a uma história envolvente de morte e mistério em que cada personagem é um enigma à parte - principalmente as protagonistas.
Três mulheres intensas, ligadas pelo mistério. Uma menina prodígio de 11 anos que sonha ser uma grande pintora. A professora da única escola local, que deseja uma paixão verdadeira e vida nova, mas está presa num casamento sem amor. E, no centro de tudo, uma senhora idosa que observa o mundo do alto de sua janela.

RESENHA:
08/03/2017

"Três mulheres vivendo num vilarejo. 
A terceira era a mais talentosa; a segunda, a mais esperta; a primeira, a mais determinada. Na sua opinião, qual delas conseguiu escapar? 

A primeira tinha mais de 80 anos e era viúva. Ou quase. 
A segunda tinha 36 e nunca havia traído o marido. Ainda. 
A terceira estava prestes a completar 11 anos e todos os meninos de sua escola queriam ser seu namorado.

A terceira, a mais novinha, chamava-se Fanette Morelle; a segunda era Stéphanie Dupain; a primeira, a mais velha, era eu."

Chocada com o desfecho desse livro!

Antes de qualquer coisa preciso dizer que se você ainda não leu Assassinato no Expresso Oriente da Agatha Christie você vai dar de cara com um grande spoiler. Talvez você nem perceba, mas em todo caso não custa avisar.

Comecei essa simples resenha com algumas citações do livro por que elas merecem uma atenção especial. 
Qual é a estória de cada uma dessas mulheres e em que ponto elas tem ligação?
Todas as 3 tem o mesmo objetivo: Sair de Giverny.

“Quem poderia sonhar em viver em outro lugar? Um vilarejo tão bonito. Mas vou lhe confessar: o cenário está paralisado. Petrificado. É proibido mudar a decoração de qualquer casa, pintar uma parede, colher uma mísera flor. Dez leis proíbem tudo isso. Nós aqui vivemos dentro de um quadro.”

O interessante é que todo o cenário e história com relação à vida de Monet são verdadeiros. O autor frisa bem isso no começo e o resto é por sua conta.

Logo no começo somos recebidos com um assassinato bem cruel: O oftalmologista da cidade é encontrado morto nos jardins de Monet. 
A situação em que ele é encontrado é no mínimo peculiar e à partir daí começa a investigação encabeçada pelos detetives Laurenç Sérénac e Sylvio Bénavides.
Laurenç Sérénac corre o risco de comprometer a investigação quando se sente atraído pela esposa de um dos suspeitos. 
Agora os detetives precisam correr atrás de pistas, que na verdade são poucas e encontrar as várias amantes do falecido para tentar encontrar alguma conexão.
Após a descoberta do corpo o enredo é meio parado, pode ser que algumas pessoas desanimem em continuar a leitura e há também muitas descrições sobre a vida de Monet que mesmo sendo muito interessante, em algum ponto começa a causar ansiedade pois a estória não anda.
Até então minha avaliação para o livro era de 4 estrelas, mas faltando 100 páginas para terminar, a estória deu uma virada tão incrível que o livro se tornou um dos favoritos.
Quando você pensa que toda aquela trama não poderia surpreender tanto, eu fiquei chocada com a maneira que o autor criou para desenrolar aquela trama toda. Eu jamais pensei em algo parecido e aposto que ninguém pensaria naquilo. 
A estória em torno do assassinato não é incrível e diferenciada, mas sim a maneira que o autor ligou todos os pontos no final.
Além do choque com as revelações eu fiquei muito emocionada com algumas estórias apresentadas. 
A narrativa objetiva com que a personagem conduz a estória e a maneira envolvente e intensa com que o autor a desenvolveu me deixou fascinada.
Por essa maneira tão incrível e criativa de desenrolar um romance policial, esse livro entrou para minha lista de favoritos e eu super recomendo!

28 fevereiro 2017

O Mistério do Trem Azul - Agatha Christie


Um milionário norte-americano compra um colar de rubi conhecido como "Coração de Fogo" e presenteia a sua filha, Ruth Kettering. É um colar maravilhoso, muito cobiçado por ladrões e colecionistas.
Durante a viagem no “comboio azul” em direção a Nice, Ruth é estrangulada e o "Coração de Fogo" é roubado. Por pura ironia, um dos passageiros era Hercule Poirot, que será encarregado por Rufus Van Aldin, pai de Ruth, de descobrir o assassino. A situação é complexa, mas Poirot contará com a ajuda de outra passageira, Katherine Grey, para resolver o mistério.
RESENHA:
28/02/2017

Não tem melhor romance policial na vida, pra mim, do que os da Agatha Christie ♥
Ela sabe unir romance - mesmo que sutil - ao crime, numa estória envolvente, bem tramada mas escrita de forma descomplicada e ágil.
Ao começar a explicação de Poirot sobre o crime e seu culpado, você percebe que todas as pistas estiveram ali o tempo todo e você não percebeu (ou sim, em algumas vezes).
Acontece que a autora não esconde pistas para enganar o leitor, nós mesmos nos enganamos percorrendo um caminho diferente na solução do mistério.

Nesse caso, Ruth Kettering é assassinada no luxuoso Trem Azul enquanto fazia uma viagem para supostamente encontrar seu amante.
Tanto o amante quanto o marido Derek são os principais suspeitos, já que o pai a havia convencido pedir o divórcio. Não era segredo para ninguém que Derek tinha uma amante, uma dançarina tão boa em apresentar-se num espetáculo, quanto em gastar dinheiro.
Além do assassinato, o valioso colar de rubis que Ruth levava também é roubado. Apesar de todas as discrições na compra da joia, muitos "interessados" sabiam dessa transação e fariam de tudo para tê-lo em posse.

O divórcio não favorecia o marido, que ficaria sem nada e perderia a amante já que não teria mais dinheiro para mantê-la. O amante dela também teria motivos, assim como outros personagens mostrariam depois. Passageiros que não deveriam estar na viagem faz o leque de suspeitos aumentar ainda mais e os motivos são vários também.

O crime foi muito bem planejado e executado e teria sido um sucesso se o detetive mais brilhante de todos os tempos não fosse um dos passageiros do Trem Azul.
Azar do assassino e sorte a nossa que podemos desfrutar de uma estória prazerosa com um dos planos mais bem arquitetados que já li.

Eu adorei esse livro!
Não entrou no meu top da autora, mas com certeza é 5 estrelas!

22 fevereiro 2017

A Viúva - Fiona Barton


Ao longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.
RESENHA:
22/02/2017

Preciso parar urgente com essa mania de sair desesperada atrás dos lançamentos de thrillers quando têm aquele marketing gigantesco em cima. Assim foi com Caixa de Pássaros, Loney, Nem tudo será esquecido e agora A Viúva. Apesar de uns serem um pouco melhores que outro no geral não valeram a sensação causada. Essa é essa a minha opinião, meu gosto.

Vamos a estória.
A Viúva tem uma excelente premissa, fiquei encantada com ela, já imaginando mil coisas e muito suspense.
O livro se divide em capítulos curtos entre a narrativa em primeira pessoa da própria viúva e em terceira pessoa sobre o ponto de vista do Detetive, da Repórter e em algumas poucas ocasiões, do marido.
A estória começa em 2010, 10 dias após o falecimento do marido e Kate, a repórter que está na cola da viúva há muito tempo, consegue uma entrevista exclusiva com ela, deixando o jornal em êxtase.
Depois a estória volta para 2006 quando algo muito terrível acontece numa cidade próxima. Nessa parte, começa a narrativa do Detetive Bob que fica encarregado dessa investigação que se prolonga por muito tempo.
Ao mesmo tempo, temos também a narrativa da Jean no passado, sobre como ela conheceu o Glen, até ele se tornar alvo de investigação e perseguição dos jornais e da população, e uma pouca narrativa da repórter e seu modo de conseguir seus furos de reportagens.
A parte entre a Jean e a repórter é na verdade a menor de todas. A maior parte da estória se desenvolve no passado.

Depois de um tempo na leitura você já percebe do que se trata o segredo do marido e a estória fica nisso, dando voltas e mais voltas para segurar o leitor até um final que é totalmente previsível, sem surpresas, sem nenhuma reviravolta.
O bom é que a narrativa é ágil e sendo capítulos curtos, a leitura desenvolve bem.
A viúva é uma mulher submissa, omissa, sem sal nem açúcar, não questiona, não interroga. Simplesmente aceita toda e qualquer atitude do marido para evitar confrontos.
Quanto ao marido Glen..... nem vou comentar o que achei desse personagem. Vou deixar para você saber ao ler.
O final poderia ter sido mais trabalhado depois de tanta enrolação em revelar o segredo.
A estória é muito boa, mas a falta de reviravoltas nele é que o tornou um bom livro, apenas isso.