12 de dezembro de 2018

Perigo Para Um Inglês - Sarah MacLean - Escândalos e Canalhas #3


Malcolm Bevingstoke, o Duque de Haven, viveu os últimos três anos na solidão auto-imposta, pagando o preço por um erro, e perdendo, para sempre, um amor. Mas Haven precisa de um herdeiro, o que significa que ele deve encontrar uma esposa até o final do verão. Há apenas um problema – ele já tem uma…

Depois de anos no exílio, Seraphina, a Duquesa de Haven, retorna a Londres com um único objetivo – encontrar a felicidade, livrando-se do homem que partiu seu coração. Mas o marido lhe oferece um acordo: ela poderá ter sua liberdade, assim que encontrar uma substituta. Isso significa que terá que passar o verão com o marido que ela não quer, mas que, de alguma forma, não consegue resistir.

O Duque tem apenas um verão para estar com a esposa e convencê-la de que, apesar do passado, ele poderá tornar o felizes para sempre, uma realidade todos os dias...

RESENHA:
12/12/2018

Sarah MacLean quando acerta é em cheio! É o caso dessa série, que eu amei e favoritei todos até agora.
Malcolm é aquele safado do primeiro livro, que que foi pego traindo a esposa grávida e foi jogado no laguinho pela cunhada.
Como a autora vai fazer uma estória pra justificar essa traição sem tamanho? Como vamos gostar desse protagonista?
Mas gente, a autora conseguiu, acertou e ouso dizer que foi o melhor dela que li até agora.

A estória começa no ponto que parou lá atrás, com o Duque de Haven descontando toda sua ira em Seraphina por sua irmã tê-lo humilhado diante de tanta gente.
O começo por si só é triste e tocante e à partir desse momento você não consegue mais deixar de ler. E foi o que aconteceu comigo, que li em menos de 24 horas!
Três anos se passaram desde que Sera foi embora, três anos que Malcolm a procura incessantemente e qual não é sua surpresa quando ela aparece linda e segura de si durante uma sessão do parlamento. 
O que ela quer é bem simples, o divórcio, e não vai desistir até conseguir sua liberdade. Acontece que o duque não cogita essa hipótese e vai fazer de tudo para reconquistar a mulher.
Eu amei! O embate entre eles é grande. Ao mesmo tempo que sai faíscas quando eles estão juntos, nenhum dos dois quer ceder nos seus objetivos.
A autora construiu tão bem a estória que fica difícil você não torcer pelo duque.
As mudanças de tempo também foram muito importantes na leitura que volta ao passado para contar como eles se conheceram até quando ela partiu, intercalando com o momento presente.
Em certo momento Sera já tinha começado a me irritar com sua teimosia, mas enquanto isso a autora ia deixando a leitura mais leve com as irmãs da Sera, principalmente Sesily, ela é demais! Me diverti muito com ela e estou louca por sua estória. Ela faz o papel provocativo e não aceita não como resposta e isso provoca muita tensão entre ela e um outro personagem.

Perigo para um inglês é uma estória de amor, recomeços e acima de tudo perdão.
Super recomendo!


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10 de dezembro de 2018

A Terceira Moça - Agatha Christie




Hercule Poirot estava em paz com seus pensamentos e seu café da manhã de chocolate quente com brioche quando é interrompido por uma jovem. Ela confessa que pode ter cometido um assassinato e, em seguida, desaparece. Na efervescência da Londres dos anos 60, e em meio a rumores nebulosos de que a moça está envolvida com o uso de psicotrópicos, revólveres e canivetes, o lendário detetive belga tenta descobrir se ela é culpada, inocente ou até mesmo insana.
Para desvendar esse mistério, Poirot vai precisar de mais do que uma série de coincidências fortuitas e da ajuda de sua amiga Ariadne Oliver – ele terá de se adaptar aos novos tempos e ultrapassar as barreiras entre as gerações.

RESENHA:
10/12/2018

A terceira moça foi escrito em 1966 e conta a estória de Norma Restarick que um dia entra desesperada no apartamento de Poirot e pede sua ajuda dizendo que acredita ter matado alguém. Porém ela o acha muito velho e sem capacidade de ajudá-la e sendo assim vai embora sem nem mesmo dizer seu nome, deixando o detetive cheio de perguntas e com o ego ofendido.
Numa conversa com Ariadne Oliver ele vai descobrir o nome da moça e fica sabendo que ela o procurou por sugestão da própria escritora. 
Agora os dois farão suas buscas e investigações para descobrir o paradeiro da Norma e se houve mesmo algum crime, já que nenhum assassinato chegou ao conhecimento da polícia.
Ariadne vai meter o nariz na vida de alguns jovens e chega até mesmo a correr risco, enquanto Poirot com mais sutileza e algumas mentiras vai se enfiar na casa da família da moça.

Mais da metade do livro é cheio de suposições e poucas descobertas. Até mesmo Poirot se sente desanimado com a falta de ligação entre as informações e foi um dos motivos da leitura ter desacelerado um pouco.
Eu achei o livro previsível demais. Aquilo que aconteceu era o esperado desde o começo e o culpado(a) óbvio demais para mim, mas a maioria da resolução eu não imaginei mesmo e é dessa maneira que a Agatha sempre me surpreende.
Mesmo não ficando entre os favoritos é uma leitura que recomendo demais, incrível como a Agatha escreveu tantas estórias sem se repetir em nenhuma.

Dica* Não assista ao filme sem ler o livro pois fugiram muito do original.

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3 de dezembro de 2018

Sempre Vivemos No Castelo - Shirley Jackson


Merricat Blackwood vive com a irmã Constance e o tio Julian. Há algum tempo existiam sete membros na família Blackwood, até que uma dose fatal de arsênico colocada no pote de açúcar matou quase todos. Acusada e posteriormente inocentada pelas mortes, Constance volta para a casa da família, onde Merricat a protege da hostilidade dos habitantes da cidade. Os três vivem isolados e felizes, até que o primo Charles resolve fazer uma visita que quebra o frágil equilíbrio encontrado pelas irmãs Blakcwood. Merricat é a única que pressente o iminente perigo desse distúrbio, e fará o que for necessário para proteger Constance. Sempre vivemos no castelo leva o leitor a um labirinto sombrio de medo e suspense, um livro perturbador e perverso, onde o isolamento e a neurose são trabalhados com maestria por Shirley Jackson.

RESENHA:
03/12/2018

Sempre vivemos no castelo foi uma leitura que peguei cheia de empolgação, super curiosa pelo seu enredo assim como fiquei pela sua sinopse. 
Fico triste em dizer que esse livro foi uma grande decepção e se tantas pessoas amaram sua narrativa, em mim o efeito foi contrário.

Absolutamente cansativa, arrastada e narrada em primeira pessoa por uma personagem nada confiável, de 18 anos mas com a cabeça de uma criança de 3 anos.
Ela passa todo o livro escondendo objetos, como se fosse uma simpatia para afastar as pessoas e manter a harmonia da casa.
Merricat vive com sua irmã Constance de 28 anos e seu tio Julian que é paraplégico. 
Constance passa os dias sem sair de casa - sofre de agorafobia -, cozinha, limpa e cuida do tio. Merricat só sai de casa duas vezes por semana, para compras e biblioteca. O interessante é que ela não leu nenhuma vez durante a estória. Ela não tem permissão para nada - segundo ela própria conta - e anda pela propriedade com seu gato Jonas atrás dela, maldizendo tudo e todos e imaginando a morte de cada morador do vilarejo.
E por fim tio Julian, já sofrendo de esclerose é que vai contar pelo menos um pouco do que o leitor quer tanto saber: O que aconteceu com o resto da família? Quem matou e como foi?
E a decepção é que vai ficar nisso mesmo por que também não podemos confiar nas lembranças dele e Merricat que é a narradora, vive no mundo da lua e não desenrola a estória.
- Os diálogos são infantis e cansa pela repetição.
- A narrativa se baseia no dia a dia deles na casa e muda de um acontecimento para outro de repente. Uma hora ela está imaginando fazer alguma coisa e no parágrafo abaixo já mostra a reação das pessoas pelo que ela fez.
- Não consegui gostar da narrativa e muito menos dos personagens. Ou eles ou são muito maldosos ou alienados. Tio Julian foi o mais interessante na trama.
Você fica esperando o tempo todo que a estória sofra uma virada, que algo de importante aconteça, mas o mistério é fraco, previsível e não se sustenta.
A pá de cal em tudo é o final do livro. A última chama de esperança de que seria um final que valesse toda a estória foi por água abaixo.
Uma leitura que era pra ter sido rápida (apenas 164 páginas de ebook) levou 4 dias.
Nunca digo que não recomendo um livro por que somos leitores com gostos diferentes e cada um tem uma impressão sobre o que leu, mas deixo aqui minhas impressões e se você for ler espero muito que goste!

Nota: 2 ★

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28 de novembro de 2018

O Jardim das Borboletas - Dot Hutchison


Quando a beleza das borboletas encontra os horrores de uma mente doentia. Um thriller arrebatador, fenômeno no mundo inteiro. Perto de uma mansão isolada, existia um maravilhoso jardim. Nele, cresciam flores exuberantes, árvores frondosas... e uma coleção de preciosas “borboletas”: jovens mulheres, sequestradas e mantidas em cativeiro por um homem brutal e obsessivo, conhecido apenas como Jardineiro. Cada uma delas passa a ser identificada pelo nome de uma espécie de borboleta, tendo, então, a pele marcada com um complexo desenho correspondente. Quando o jardim é finalmente descoberto, uma das sobreviventes é levada às autoridades, a fim de prestar seu depoimento. A tarefa de juntar as peças desse complexo quebra-cabeça cabe aos agentes do FBI Victor Hanoverian e Brandon Eddison, nesse que se tornará o mais chocante e perturbador caso de suas vidas. Mas Maya, a enigmática garota responsável por contar essa história, não parece disposta a esclarecer todos os sórdidos detalhes de sua experiência. Em meio a velhos ressentimentos, novos traumas e o terrível relato sobre um homem obcecado pela beleza, os agentes ficam com a sensação de que ela esconde algum grande segredo.

RESENHA:
28/11/2018

"Algumas pessoas desabam e nunca mais levantam. Outras recolhem os próprios cacos e os colam com as partes afiadas viradas para fora."

O Jardim das Borboletas é um livro tenso. Sua trama prende, te tortura psicologicamente com uma narrativa chocante e por vezes pesada.

Não é um livro que recomendo para pessoas depressivas pois é uma estória que mexe com o lado mais sensível do leitor.
Não vou contar nada além da sinopse, pois funcionou maravilhosamente bem para mim sendo surpreendida durante a leitura.

A estória começa com o FBI interrogando Maya, uma das sobreviventes do Jardim. Ela está machucada mas muito consciente da situação e é ela quem vai narrar toda a estória, em primeira pessoa.
Os agentes Victor e Eddison irão conduzir a entrevista, Victor por ser pai de adolescentes terá mais tato e sutileza, já Eddison por motivos que serão explicados depois será o bad cop, perdendo a calma algumas vezes e sempre desconfiando da moça.
Quando a estória está sendo contada na sala de investigação, a narração é feita em terceira pessoa e muda para a visão da Maya quando ela responde as perguntas.
Assim, a trama é dividida em 3 capítulos (o último com poucas páginas) mas as narrativas são curtas e separadas de uma maneira confortável para o leitor acompanhar.

O que é essa vida dentro do jardim? Não consigo imaginar viver presa numa caixa de vidro, refém de um doente que pensa ser romântico e está fazendo o que é certo. 
Não há expectativa de vida para essas meninas. Elas não tem esperança de um dia conseguir sair dali e algumas estão realmente perdendo sua identidade, esquecendo suas estórias, o rosto de seus familiares.
Além de viver à mercê dos caprichos do Jardineiro, as meninas são submetidas à outros tipos de tortura do filho mais velho que por incrível que pareça é ainda mais doente que o pai.
Quanto mais eu lia, mais tinha pressa em saber como aquilo acabaria.
Em algum ponto da estória, a chegada de um outro personagem cria algumas expectativas ao mesmo tempo que deixa a estória um pouco mais morna.
O ápice é quando chega a última "borboleta" e foi impossível não me emocionar com a narrativa.
Falando em narrativa, preciso dizer como eu amei essa característica muito particular da Maya em nos contar a estória. É absolutamente envolvente a maneira com que ela narra, é tão vivo e real que toca fundo na gente.
As frases dela, a maneira com que ela conta uma estória, o tato dela com as outras meninas é algo cativante. Sem contar que é tão inteligente e comunicativa que não aparenta a idade que tem.

Mas algumas coisas me incomodaram e fizeram dar uma nota mais baixa. Primeiro foi o relacionamento dela com o Jardineiro, algumas vezes a autora parecia romantizar e isso me incomodou.
A descrição do próprio jardim é confusa. Não foi um cenário que consegui visualizar, tive dificuldade nisso.
Mas o ponto baixo de tudo foi o final. Esperei tanto por aquele momento e foi decepcionante.
Imaginava algo chocante ou até mesmo surpreendente mas não, e isso foi um banho de água fria. Achei que a trama merecia algo maior.
Só depois que terminei o livro que fiquei sabendo que teria continuação, mas honestamente não sei se quero ler.
No entanto eu recomendo a leitura, é uma ótima pedida para quem curte o gênero mas tem estômago para algumas cenas difíceis de digerir.

Nota: 4 ★

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20 de novembro de 2018

Sob Águas Escuras - Robert Bryndza - Detetive Erika Foster #3


“Puxado pelo peso das correntes, o corpo afundou rapidamente. 
Ela descansou ali, quieta e serena… durante muitos anos.”

Quando a Detetive Erika Foster vasculha, com sua equipe, um lago artificial nos arredores de Londres em busca de uma valiosa pista de um caso de narcóticos, ela encontra muito mais do que eles estavam procurando.
Do fundo do lago são recuperados dois pacotes: um deles contém 4 milhões de libras em heroína. O outro… o esqueleto de uma criança.
Os restos mortais são de Jessica Collins, uma garota desaparecida há 26 anos e que foi a principal manchete de todos os noticiários da época.
Erika, então, precisa revirar o passado e desenterrar os traumas da família Collins para descobrir mais sobre o trabalho de Amanda Baker, a detetive original do caso – uma mulher torturada pelo seu fracasso na busca por Jessica.
Muitos mistérios envolvem esse crime, e alguém que não quer que o caso seja resolvido fará de tudo para impedir que Erika Foster descubra a verdade.

O autor de A Garota No Gelo e Uma Sombra Na Escuridão nos presenteia com outra eletrizante aventura da Detetive Erika Foster.

RESENHA:
20/11/2018

Erika Foster agora faz parte do departamento de narcóticos e quando sua equipe faz uma busca no lago de uma pedreira e encontram o corpo de uma criança, a detetive é firme em querer a investigação desse caso para si.
Ela pede que seus antigos parceiros, Petersen e Moss, trabalhem com ela nesse caso. Como é um crime que ocorreu há 26 anos, a equipe vai encontrar muitas dificuldades para solucioná-lo. Muitos dos envolvidos com o desaparecimento já estão fora da linha investigativa por motivos diferentes, então não sobra muito por onde começar.
Eles vão rever todo o caso, inclusive falar com a investigadora da época que hoje é aposentada e alcoólatra e refazer todos os passos.
Devido à falta de informações e dificuldade para seguir adiante, a trama vai se arrastando por mais da metade do livro e a estória empaca. Os diálogos um tanto rasos e a postura da Erika, sempre se mantendo afastada das pessoas e sem o mínimo de humor, não contribuiu para uma leitura mais rápida.
Também vi algumas falhas - que não vem ao caso comentar pois pode ser considerado spoiler -, mas como alguém que trabalha numa delegacia não sabe que ali tem câmeras de segurança? E Erika ainda gosta de dar coices com platéia, detesto essa característica dela.

O livro começa a melhorar (para mim) à partir da página 200 onde eles começam finalmente a vez uma luz no fim do túnel e daí pra frente a estória toma um ritmo frenético até seu final.
O culpado não foi supresa para mim, sempre achei que fosse ele mesmo, porém como tudo aconteceu, a estória em si por trás do desaparecimento e os últimos momentos foram uma ótima reviravolta.
Robert Bryndza ainda não supreendeu com seus culpados, porém sempre me surpreende com suas reviravoltas finais. Adoro suas estórias, acho um ótimo passatempo e ainda tenho esperanças de um dia ir com a cara da Erika Foster. Eu não consigo me simpatizar com ela!
Mas recomendo o livro, Robert Bryndza é sempre garantia de boa leitura!

Nota: 4 ★

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Livro 1 da série - A Garota no Gelo - Resenha Aqui - Adquira Aqui
Livro 2 da série - Uma Sombra na Escuridão - Resenha Aqui - Adquira Aqui
Livro 4 da série - O Último Suspiro - Adquira Aqui

13 de novembro de 2018

Pecados no Inverno - Lisa Kleypas - As Quatro Estações do Amor #3


Agora é a vez de Evangeline Jenner, a Wallflower mais tímida que também será a mais rica quando receber sua herança. Mas primeiro ela tem que escapar das garras de seus ambiciosos parentes, Evie recorre a Sebastian, visconde de St Vincent, um conhecido mulherengo, com uma proposta incrível: que se case com ela!
A fama de Sebastian é tão perigosa que trinta segundos a sós com ele arruínam o bom nome de qualquer donzela. Mesmo assim, esta cativante jovenzinha se apresenta em sua casa, sem acompanhante, para lhe oferecer sua mão.
Mas a proposta impõe uma condição: depois da noite da lua-de-mel, o casal não voltará a ter relações íntimas. Evie não deseja torna-se apenas mais uma que Sebastian descarta sem piedade, o que significa que Sebastian simplesmente tem que trabalhar mais duro na sua sedução... ou, talvez entregar seu coração pela primeira vez em nome do verdadeiro amor.

RESENHA:
13/11/2018

Enfim chegou a vez da tímida Evie, a mais improvável de se casar até mesmo por causa da sua gagueira, consequência de maus tratos vividos e que se manifesta toda vez que se sente intimidada, ou fica nervosa, ou com vergonha... enfim, não são muitas pessoas que tem paciência para uma conversa com ela.

Cansada de ser negligenciada e tratada como lixo, Evie resolve fugir da casa dos tios agora que está prometida ao asqueroso primo Eustace somente por causa da sua fortuna.
Evie prefere morrer à ter que se casar com Eustace, ainda mais agora que seu pai está à beira da morte e os tios a impedem de visitá-lo. Assim, querendo passar os últimos momentos do pai ao lado dele, ela foge e procura abrigo na casa de St. Vicent o mais libertino já conhecido. 
St. Vicent precisa de uma noiva com um dote gordo para não ir à falência de vez e Evie precisa de um marido para livrar a si e sua herança das garras do tio e esse acordo entre o casal parece ser a solução ideal.
A ideia é que depois de casados cada um siga sua vida como preferirem, mas claro que tudo muda quando eles chegam ao destino final.
O pai da Evie é dono de uma casa de jogos que está com problemas financeiros e St. Vicent vai tomar a frente dos negócios e isso será apenas o começo da mudança em sua vida.
Eu adorei essa estória, adorei a forma como a autora construiu a relação dos dois já que Sebastian teve um comportamento deplorável no livro anterior e ficou difícil para mim sentir empatia por ele, mas aos poucos ele foi me ganhando e por fim devorei o livro.
Sem contar a participação de outros personagens queridos, como o Cam dos Hathaways tendo uma participação muito importante e a chegada da Lillian que deu um ar cômico para a estória, já que ela estava com Sebastian entalada na garganta ainda.

Ainda bem que essa série só melhorou e agora me sinto mais animada para concluí-la. Depois da participação da Daisy nesse livro, confesso que estou bem curiosa para o que ela vai aprontar :-)

Nota: 4,5 

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6 de novembro de 2018

Não Olhe Para Trás - J. Lynn


Samantha é uma jovem de 17 anos rica e popular que, depois de passar quatro dias desaparecida, retorna ferida e desmemoriada. A nova Samantha não se reconhece no retrato de menina má e mimada que todos à sua volta começam a pintar. E logo descobrirá que foi a última a ver Cassie, a garota com quem mantinha uma relação confusa de amizade e rivalidade e que desapareceu no mesmo dia que ela. O que aconteceu na noite fatídica em que as duas sumiram? E por que Samantha foi a única a reaparecer? Não olhe para trás é um daqueles suspenses que só paramos de ler para tentar nos antecipar à autora e descobrir qual é o mistério.

RESENHA:
06/11/2018

Para não perder o costume, mais um livro que não estava na minha meta de leitura mas que passei na frente dos outros pela premissa misteriosa e interessante.

A estória já começa com Samantha sendo resgatada caminhando pelas ruas, sem rumo e sem memória.
Com um início desses, as 440 páginas desse livro não assustou e li em apenas 2 dias. A autora é bem direta na narrativa, sem perder tempo com descrições desnecessárias.
Sam estava desaparecida há 4 dias quando foi encontrada por um policial. Ela não se lembra nem mesmo do seu nome e quando sua família vai encontrá-la no hospital, ela sequer se lembra deles.
Tudo pra ela é estranho,  nomes, rostos, história. Nem mesmo que tinha uma melhor amiga chamada Cassie e que também desapareceu na mesma noite.
Após alguns dias Sam volta à rotina de colégio, amigos, namorado e tudo é muito confuso para ela. As estórias que ela ouve à seu respeito a deixam chocada. Ela acaba descobrindo que é uma pessoa detestável, que pratica bulling, fútil e anda com pessoas tão escrotas como ela.
Agora, se sentindo uma pessoa completamente diferente, ela vai se redescobrir ao mesmo tempo em que precisa se lembrar do que aconteceu naquela noite trágica.
Onde está Cassie? Ela está só desaparecida ou está morta? Se sim, quem poderia tê-la matado e o mais chocante: Teria ela mesmo matado a amiga?
Com o passar dos dias ela vai ter alguns lapsos de memória, descobrir mentiras e também desconfiar de pessoas muito próximas à ela.

Eu adorei esse livro. Não gosto de Young Adult de jeito nenhum, mas se for thriller aí é outra coisa!
Aqui vamos criando teorias e desconfiando de todo mundo e conforme a estória se desenrola, vai dando aquele friozinho na barriga pra saber quem é culpado e sentimos a angústia da personagem em tentar desvendar os mistérios que a cerca.
Quanto ao culpado eu desconfiei por causa de um diálogo específico. Porém, a autora nos leva por vários caminhos e mesmo quando quer nos distrair, deixa uns 'pontinhos' que te levam ao culpado.
Fui ficando cada vez mais ansiosa e com medo da autora criar um final decepcionante, mas felizmente ela finalizou muito bem a trama.
Adorei a escrita, a construção dos personagens e a estória como um todo. Super recomendo essa leitura!

Nota: 5 ★