25 abril 2017

Boneco de Pano - Daniel Cole - Detetive William Fawkes # 1


VOCÊ ESTÁ NA LISTA DE UM ASSASSINO. E ELA DIZ QUANDO VOCÊ VAI MORRER.

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.

Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.

Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.

Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.

RESENHA:
25/04/2017

Boneco de Pano é o primeiro livro do autor inglês Daniel Cole, que originalmente o havia escrito para um piloto de uma série de TV, mas após várias rejeições ele decidiu transformar o roteiro em livro.
Adorei essa premissa e como fã de livros do gênero não poderia deixar de conferir esse lançamento.
O livro é escrito de forma clara e objetiva, os diálogos e fatos são contados com uma agilidade que não confunde e não nos deixa com vontade de abandonar a leitura.

Após o susto da descoberta do Boneco de pano - assim é chamado o monstrengo - os policiais precisam primeiramente descobrir de quem são as partes do estranho corpo. De imediato eles reconhecem a cabeça, mas terão muito trabalho para saber quem são as outras vítimas.
Não muito depois, a ex mulher do detetive Wolf, que é jornalista, recebe uma carta do assassino listando as próximas vítimas e o dia em que elas irão morrer.
Com um começo desse ficaria difícil largar o livro tão cedo!
A investigação não fica por conta somente do detetive Wolf, mas sim de outros membros da polícia, em especial do novato Edmunds que vai se destacando cada vez mais ao longo da trama.
O livro mostra os percalços da polícia quando se vê em frente à uma investigação não muito promissora, já que a falta de pistas é desanimadora. Também o lado do jornalismo que faz tudo que estiver ao alcance para levar a notícia aos telespectadores, passando por cima da ética e até mesmo desrespeitando as leis.
Apesar de todos os esforços para proteger as próximas testemunhas os investigadores terão muita dificuldade em ter sucesso, já que o assassino está sempre um passo à frente deles.
Qual o motivo desses assassinatos, o que ligam essas vítimas umas às outras, por que essas outras pessoas estão na lista do serial são algumas das perguntas que ficam martelando durante a leitura. E não menos importante, quem é o assassino?

Ainda que no geral eu tenha gostado muito da trama, dos personagens e todos os ingredientes que o completaram, o final me deixou com uma sensação de que ficou alguma coisa faltando e o comportamento de algum personagem que por motivos óbvios não posso comentar, vou dar 4,5 estrelinhas pra ele.
Com certeza quero ler o próximo livro do autor. Vem mais Wolf por aí!

18 abril 2017

Boneco de Neve - Jo Nesbo - Harry Hole 7


Considerado seu livro mais ambicioso pelo jornal inglês The Guardian e comparado a Silêncio dos Inocentes, de Thomas Harris, pelo The Times, Boneco de neve é o seu livro mais arrepiante.

No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.

RESENHA:
18/04/2017

Primeiro livro do mês e estou bem atrasada na postagem, demorei mais de 15 dias para concluí-lo pois nada facilitou minhas leituras esses dias. Digo isso pois Boneco de Neve é um livro bem complexo e que você precisa ler sem pausas longas pois pode perder o fio da meada. 
São mais de 400 páginas de uma estória frenética mas que só engatou mesmo após as 100 primeiras páginas.
No começo a leitura me desanimou um pouco pois são muitos nomes complicados, muitos personagens e me perdi um pouco na trama, mas depois a leitura fluiu com mais rapidez.

Boneco de Neve é o sétimo livro da série Harry Hole, o detetive da divisão de homicídios de Oslo, Noruega. 
Sua fama se deve ao fato de já ter prendido um serial killer e mesmo seus problemas com o álcool não faz com que ele perca a credibilidade, por isso é designado à mais essa missão.
Quando a primeira vítima desaparece e em frente à sua casa é encontrado um boneco de neve, os investigadores ainda não sabem que se trata de um serial killer. 
Mas então Harry recebe uma carta do suposto assassino referindo-se ao boneco ao mesmo tempo em que ele faz uma nova vítima, então o detetive, juntamente com a nova policial Katrine Bratt, montam uma equipe para começar a investigar os casos e achar uma conexão entre as vítimas e os critérios que levam o assassino à agir.
Todas as vítimas são mulheres casadas e com filhos e à princípio é a única coincidência que liga uma às outras.

A estória é excelente, muito bem arquitetada e amarrada e a caçada ao assassino levam os detetives à outras estórias do passado que serão narradas em vários pontos do livro. 
São muitos personagens e lugares e todos eles têm sua importância e conforme a estória vai se desenrolando o ritmo dela fica ainda mais intenso. Quanto mais você avança, mais difícil é abandonar a leitura.
O assassino é frio e muito inteligente. Seu modo de agir é calculado com muito cuidado e precisão. 
Eu percebi ele logo de cara. Assim que desconfiei que ele poderia ser o serial killer, comecei a prestar mais atenção às suas falas e comportamento. Nada me fazia mudar de ideia que seria ele e no final estava certa. 
Acertar o culpado não me tira o prazer da leitura. Adorei o livro, adorei o final de tirar o fôlego e mesmo ele tendo uma narrativa um pouco complicada no começo, a trama em si, o desfecho e o cenário perfeito que é um componente importante na estória, me fizeram colocar esse livro na lista de favoritos do gênero.
Então se você também gosta de um excelente thriller policial, leia!
Agora só me resta aguardar o filme :-)

31 março 2017

Uma Mulher Perfeita - James Grippando


No mais recente romance de James Grippando, Abe Beckham, promotor público do condado de Miami-Dade, passou por tempos difíceis após a morte de sua amada esposa Samantha. Agora que se casou com Angelina, ele tem se dedicado ao trabalho. Quando o corpo de uma mulher é descoberto nos Everglades, Abe é chamado para acompanhar a investigação. O FBI está procurando no sul da Flórida o assassino que eles chamam de Cortador, conhecido pelos seus métodos brutais inspirados no passado obscuro da Flórida, quando homens armados de facão cortavam cana sob o sol escaldante.
Quando Angelina desaparece, a suspeita se volta contra Abe. Seus amigos mais próximos, familiares, colegas de profissão e os meios de comunicação têm motivos para desconfiar: seu casamento não era o que ele esperava, ele ainda amava Samantha. Ou haveria outra mulher e ele queria que sua nova esposa fosse embora?

RESENHA:
31/03/2017

Finalizando as leituras do mês de março com esse delicioso thriller do James Grippando.
Comecei a ler esse livro no escuro. Não conhecia o autor e também não havia nenhuma resenha dele no Skoob, fiquei com um pé atrás mas apostei nele e tive uma ótima surpresa. 
O livro é ótimo, a leitura fluiu super bem e em alguns momentos tem uma narrativa mais longa pois é necessário para que ficássemos por dentro das situações e assim entender melhor os personagens, mas ainda assim não se tornou cansativa.

O que eu posso dizer além do resumo, é que num certo momento Abe é obrigado a se afastar da investigação do serial killer pois ele se torna um suspeito. Isso acontece aos poucos, com a estória caminhando nessa direção, sem que fôssemos tomados de surpresa e nem tão lentamente que nos fizesse cansar. Eu gostei dessa condução do autor.
Como geralmente acontece em livros policiais, o suspeito afastado da investigação nunca a abandona de fato, então ele começa a correr atrás de respostas que o ajudem a provar sua inocência. 
Ele tem a ajuda do seu amigo da polícia, Riddel e conta também com o apoio de sua chefe, mas em contra-partida tem uma agente do FBI no seu pé o tempo todo querendo provar que ele não é tão inocente quanto aparenta.
Achei os personagens bem construídos, com seu grau de profundidade na medida exata, você consegue visualizar a importância de cada um na estória sem ficar superficial.

Esse é um thriller policial que em alguns momentos brinca com o psicológico, principalmente o epílogo onde te deixa uma sensação de ..... (?)
Mesmo com todas as explicações do autor, ele ainda mexe com o leitor, deixando algumas pulguinhas atrás da orelha. Algumas pessoas podem até se incomodar mas eu gostei, achei uma boa sacada. 
E ainda bem que não li nenhuma resenha, nenhum "spoilerzinho" sequer, por que foi tudo uma surpresa pra mim. 
Foi ótimo não saber absolutamente nada sobre o serial killer, como ele agia, qual sua marca registrada, qual o padrão das vítimas... enfim, recomendo sim esse livro se você gosta do gênero e aconselho que leia logo antes de saber mais sobre ele. Quanto menos você souber, muito melhor :-)

28 março 2017

Cuco - Julia Crouch


Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.

RESENHA:
28/03/2017

Que ódio desse livro, que ódio de mim mesma por ter perdido meu tempo com ele!
Eu passei esse na frente por causa da empolgação de uma outra leitora tão fã desse gênero como eu. Peguei pra ler sem nem mesmo olhar as outras avaliações do Skoob e se se eu tivesse feito isso talvez nem teria lido.
Essa sinopse me enganou completamente! Esperava encontrar outro "Até você ser minha" que foi um livro que entrou pra minha lista de favoritos, mas esse é totalmente o oposto.

Polly ficou viúva e veio passar um tempo na casa da sua amiga de infância, Rose.
Apesar de não se verem há anos, a amizade entre elas é muito grande e mesmo contra a vontade do marido, Rose aceita que a amiga se hospede em sua casa com seus dois meninos.
À partir daí começa então uma nova rotina na casa deles e eu fiquei ansiosa por momentos de psicopatia por parte da hóspede.
Só que as coisas que acontecem podem até serem estranhas, mas nada que você fique vidrada na estória ou querendo mais.
São muitas páginas de enrolação, encheção de linguiça, blá blá blá em capítulos e mais capítulos até o momento que comecei a xingar a autora por não me dar nada. Pô, 400 páginas e ela não consegue me fazer roer uma unha sequer?
Quando eu achava que algo ia acontecer, Rose simplesmente ignorava o mundo, sentava na sua mesa e escrevia uma listinha de mercado... A autora nos 'brinda' com os itens dessa lista.
E não é só isso: Detalhes da fralda da criança, sujeira de cachorro na calçada, itens da casa... é sério isso? 
Que vontade de catar essa Rose e falar: Filha, pára de limpar essa cozinha e acorda pra vida!
Nem mesmo quando algo muito sério acontece ela toma uma atitude.
Mulher alienada, mosca morta e pior de tudo é beber álcool sem parar enquanto amamenta seu bebê. Ela e a amiga Polly são farinhas do mesmo saco.
Nunca vi um desfecho tão grotesco e ruim como esse. Muita coisa sem explicação, personagens esquecidos, situações mal explicadas e outras nem explicadas foram. E quando eu pensava que no final tudo ia ser revelado, tive uma decepção ainda maior que o livro.
Que pena! A autora tinha uma super ideia, tantos ingredientes para causar nesse livro e ela simplesmente se perdeu.
Eu não recomendo mas também ninguém me convence que esse livro é bom.


23 março 2017

Codinome Lady V - Lorraine Heath - Os Sedutores de Havisham # 1


Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação.

Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas.

Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes.

Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.

RESENHA:
23/03/2017

Minerva é uma mulher muito à frente do seu tempo e por esse motivo ela afasta qualquer candidato à marido. Ela fala absolutamente tudo o que pensa e entende de assuntos que eram apenas permitidos aos homens discutir. 
Além disso, ela não chama a atenção pela beleza. Perto das outras mulheres da sociedade ela é uma moça muito comum, que passa despercebida nos bailes e eventos.
Porém, seu dote extremamente generoso atrai inúmeros cavalheiros oportunistas que querem tirar o pé da lama ou aumentar sua fortuna.
Depois de receber um pedido mais estranho que outro e no mínimo ofensivos, ela desiste de vez e se assume solteirona. Contudo ela quer conhecer os prazeres que um homem pode proporcionar e mais que tudo, quer ser desejada como mulher e não como fonte de dinheiro.
Então ela decide ir ao clube de mulheres Nightingale, lugar onde elas podem realizar suas fantasias, encontrar amantes e desfrutar da luxúria sem que ninguém saiba quem são, pois todas usam máscaras.
Logo de cara ela encontra o mais libertino de todos, o Duque de Ashebury, frequentador do lugar que imediatamente se sente atraído por ela. Estranho que para quem nunca havia notado a existência dela, ali de máscara ele se encantou.

20 março 2017

Quem era ela - JP Delaney


É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras.

RESENHA:
20/03/2017

É bem difícil comentar esse livro sem falar demais, falar além do que a sinopse já diz.
Quem era ela já te deixa curioso logo nas primeiras páginas por querer saber à quem o autor se refere. 
O livro é narrado por duas protagonistas, intercalando os capítulos em ANTES: EMMA e AGORA: JANE.
A casa teve outros breves moradores antes, mas só vai contar a estória dessas duas mulheres que levaram ali dentro uma vida muito parecida uma com a da outra.
Nas duas narrativas teremos praticamente o mesmo tipo de estória no que se relaciona à casa, a diferença fica por conta da personalidade e vida passada de cada uma.
A casa é cheia de regras e o locatário precisa responder um questionário com uma quantidade enorme de perguntas e depois esperar para ser aceito (ou não).
Ela já vem mobiliada e o morador fica restrito às regras e deve viver de acordo com o contrato.
No entanto, o que faz as pessoas aceitarem é o valor baixo do aluguel, visto que a casa é um sonho, super moderna e de alta tecnologia.

As protagonistas terão um personagem em comum e já digo que o achei detestável. Emma também não me cativou em nenhum momento e quanto mais eu lia sobre ela, mais ainda a achava manipuladora e mesquinha.
Já Jane foi mais 'aceitável' para mim, com problemas mais reais e comportamento mais centrado, digamos assim.
Muitos pontos nesse livro não me agradaram, me incomodaram bastante e por esses motivos não dei nota máxima pra ele. Não consegui me identificar o mínimo possível com nenhum dos personagens e talvez por que tenha criado altas expectativas, eu esperava sentir um medo, uma apreensão que não teve. Não era esse tipo de estória.

Outra questão foi criar um personagem com tantas características a ponto de te confundir e depois mudar de uma hora pra outra para dar aquela sensação de chocar o leitor. No meu caso em particular não chocou por que acabou não me convencendo, só me fez pensar "Ah tá, era isso?"
O final foi normal e ainda deixou algumas dúvidas, não que interferisse no enredo, mas achei que faltou mais profundidade sobre um certo personagem.
Eu não moraria num lugar desses nem pelo preço. Não suportaria ser controlada dentro da minha própria casa, não aceitaria esse tipo de submissão à que elas se sujeitaram.
Enfim, o livro é bom, a estoria foi boa. Acho que daria um filme ainda melhor!

14 março 2017

Armadilha - Melanie Raabe


Linda, uma escritora best-seller, vive reclusa em sua casa à beira de um lago desde o assassinato de sua irmã mais nova há doze anos. O assassino nunca foi pego, mas Linda o viu de relance, e agora ela acaba de reconhecer seu rosto na TV. Ele é Victor, um brilhante jornalista.
Pensando numa saída para pegá-lo, ela escreve um best-seller baseado no assassinato da irmã e concorda em conceder uma única entrevista à imprensa, em sua casa, para Victor. A partir daí tem início um embate perturbador. Cheio de reviravoltas, tensão e terror psicológico.

RESENHA:
14/03/2017

Armadilha se trata de um thriller psicológico, primeiro livro da autora alemã Melanie Raabe e dentro dele iremos encontrar um outro livro, ou seja, teremos uma estória dentro de outra estória. Já explico.
A Linda é uma escritora de sucesso que após encontrar o corpo da irmã mais nova que foi brutalmente assassinada, acaba enclausurada dentro da própria casa sofrendo de ataques de pânico por conta desse crime horrível.
Após fazer algumas investigações por conta e não obtendo sucesso, ela vai se afastando dos pais, dos amigos, por não saber lidar com a situação e acaba por viver sozinha apenas na companhia de seu cachorro.

Um dia ao ver TV ela reconhece o jornalista como o assassino de sua irmã. Desesperada com essa descoberta, ela começa a elaborar um plano para pegá-lo.
Ela decide escrever um thriller policial onde ela conta em detalhes a descoberta do corpo, o assassino no local do crime e toda a parte da investigação que ela fez parte e também aquela que ela ficou à par através do detetive responsável. Porém, é claro, ela muda os nomes dos personagens e cria um final que na vida real ainda não existe.
Como escritora de romances, todos estranham essa súbita mudança inclusive seu editor, mas ela não pode confiar seu plano à ninguém.
Livro pronto, ela se prepara para sua primeira e única entrevista da vida e escolhe o jornalista responsável pela morte da irmã para essa função, assim ela poderá colocar seu plano em ação.
Mas nem tudo sairá como planejado e Linda terá algumas surpresas durante sua "entrevista".

Me peguei mudando de ideia ao longo da leitura, a própria autora joga com o leitor em vários momentos, te dando uma certeza e te deixando na dúvida logo depois.
Todo esse processo da armadilha da Linda é narrada em primeira pessoa por ela, mas aí temos a alternância entre o livro dela, que é narrado em terceira pessoa e é como vamos ficar por dentro da parte desse passado dela.
Alguns momentos decisivos ficavam suspensos para mudar de narrativa, deixando você ao mesmo tempo curiosa e com raiva de ter ainda que ler algumas páginas das neuroses da Linda para depois voltar ao ponto que parou.

O começo também é meio parado mas necessário para que pudéssemos conhecer a personagem e seus problemas e em certo ponto o livro fica cansativo, pois não tem como você manter alguém em sua casa por tanto tempo sem nenhuma ação. E a autora não conseguiu diversificar nessa parte, por isso ela acrescentou muitos pensamentos confusos da protagonista e suas neuras, que em excesso, começou a irritar. Também achei que faltou um pouco mais de suspense.
Também teremos uma leve pitada de romance que suavizou um pouco esse clima tão depressivo e triste.
Enfim, no geral foi uma boa leitura, adorei essa ideia de vingança da autora e recomendo para quem gosta do gênero.