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18 de abril de 2016

Ao Sul da Morte - Tanya Anne Crosby


Augusta Aldridge acredita na inocência de Ian Patterson, mesmo após ele ter sido preso por matar duas jovens mulheres e mutilar seus cadáveres. Ela estava com ele na noite de um dos crimes, escondida nas sombras debaixo de um píer na praia, presa em um abraço selvagem e descuidado com o homem cujo perigoso fascínio pode ter fatalmente seduzido outras vítimas. Agora que outro corpo foi encontrado, a polícia suspeita de um imitador, mas Augusta tem certeza de que eles estão com o homem errado atrás das grades. Ela vai arriscar sua reputação e a vida para provar isso

RESENHA:
18/04/2016

Me interesso muito por livros de serial killers e esse me chamou a atenção quando vi a sinopse dele.
Porém não foi bem assim. O serial killer foi apenas um pano de fundo para a estória das irmãs, que já começou num primeiro livro (não sabia disso quando comecei a ler).
Se trata de 3 irmãs que agora que a mãe morreu (ela morreu no primeiro livro), elas precisam se ajustar a nova realidade e às imposições da mãe. 
Caroline é a mais velha e agora precisa assumir o lugar da mãe no jornal da cidade. Ela namora Jack que é policial e está no caso do assassino em série.
Augusta ficou responsável pela reforma da casa. Ela tem um caso com Ian, um ex padre que está preso por suspeita de assassinato. Caroline e a polícia acham que ele é o serial killer, porém Augusta acredita na sua inocência. O livro já começa com ele preso.
E por fim, Savannah a mais nova fica com a incumbência de escrever um livro. Dela quase nada se fala no livro, a estória foca mais nas duas irmãs mais velhas.
Na verdade a estória toda se passa mais com elas do que com o assassino, se fosse tirar essa parte incansável do blá blá blá entre elas e os infinitos detalhes desnecessários do livro, daria umas 100 páginas.
Tem muitos conflitos familiares que acabam tomando a maior parte da estória.
Achei bem confuso em algumas partes, demorei pra ler pq não entendia o que autora queria dizer, aí voltava atrás e lia de novo. Não sei se foi a tradução, mas o fato é que a narrativa foi um pouco bagunçada e cansativa às vezes, se prendendo em detalhes e expressões dispensáveis.

O livro começa quando dois garotos, Cody e TC vão até a igreja abandonada.  TC jura que ali há sangue e quer mostrar ao amigo. Mesmo com medo ele o acompanha, bem característico da curiosidade infantil: o medo e a ideia de uma aventura.
Porém lá dentro eles ouvem passos e assustados saem correndo pela floresta.  Cody cai dentro de um buraco enquanto o amigo foge sem olhar pra trás.
Desesperado e com o pé machucado, ele percebe que caiu em cima de algo mole e então vê que junto dele está o corpo nu de uma mulher.
Só que Ian, o suposto assassino, já está preso e essa mulher está morta há algumas horas, então não poderia ter sido ele.
Agora o ex padre foi solto sob fiança, o menino ainda está desaparecido e a polícia não tem nenhuma pista do verdadeiro assassino.
Os personagens são fracos, você não fica sabendo muito sobre eles até que a autora joga algum detalhe no meio do livro.

O começo foi ótimo, claro, ágil, imaginei que devoraria o livro em pouco tempo. Porém quando entra na narrativa das 3 irmãs, começa a bagunça e fiquei um pouco perdida. Como tem um primeiro livro, parece que caí de paraquedas numa estória que já estava acontecendo, como numa novela quando a gente perde os primeiros capítulos.  E em outras ocasiões, parecia que autora pensava num detalhe e jogava ali no meio, sem fazer sentido.

Aí tem a governanta da casa que esconde segredos, o filho dela que cresceu junto com elas e agora é advogado, enfim, muita coisa em poucas páginas.
Fala-se muito pouco do assassino em si e no final explica em algumas páginas mas você fica com aquela sensação que tá faltando alguma coisa.
A ideia foi ótima, mas achei mal aproveitada. Foi um resumão do que poderia ter sido um bom livro.
Não recomendo a leitura pelo simples fato de termos centenas de outros livros muito melhores que esse.

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