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4 de junho de 2026

Não é ela - Mary Kubica

 


Nem toda família é o que parece.

Um thriller psicológico avassalador que transforma férias tranquilas em um pesadelo inesquecível. Courtney Gray planejou as férias na expectativa de passar dias tranquilos na companhia de seus familiares em um resort bucólico à beira de um belo lago no norte de Wisconsin. No entanto, a desejada paz é violentamente interrompida quando ela escuta um grito vindo da cabana em que a família de seu irmão está hospedada. Ao chegar lá, se depara com os corpos sem vida do irmão e da cunhada, não vê sinal de sua sobrinha Reese, e encontra Wyatt, o outro sobrinho, dormindo no andar de cima.

Kubica alterna capítulos que descrevem a perspectiva de mais de um personagem, com destaque para Courtney, que fala no presente, e Reese, no passado. Algumas questões levantadas ao longo da história mantêm a tensão e projetam desconfianças sobre todos os personagens. Seria Reese, a sobrinha desaparecida, que teve uma briga feia com os pais na noite anterior, a culpada pelo crime? Wyatt, que estava dormindo no momento em que seus pais foram mortos, é mesmo sonâmbulo? Qual a origem do sangue nos sapatos de Elliott, o marido de Courtney?

Conforme a investigação policial avança, Courtney descobre segredos sobre aqueles que ela acreditava conhecer e vai se dando conta de que todos ao seu redor têm algo a esconder. Ao ver seu mundo desmoronar, ela se questiona se conhece mesmo as pessoas com quem divide a vida. E tem apenas uma certeza: ninguém é totalmente inocente nessa história.


RESENHA:
08/05/2026

Tudo começa quando Courtney encontra o irmão e a cunhada assassinados no chalé ao lado durante as férias de verão à beira do lago.
O sobrinho de 15 anos dormiu durante toda a noite do crime e Reese, a filha mais velha do casal, desapareceu sem deixar rastros.
Enquanto a polícia tenta solucionar o caso e encontrar Reese - que também pode ser suspeita - Courtney se recusa a deixar a pequena cidade até descobrir o que realmente aconteceu.

A trama alterna entre dois pontos de vista:
Courtney, no presente, e Reese, dias antes do crime.
Confesso que gostei muito mais da parte da Courtney, até porquê acompanhar os dramas adolescentes da Reese foi cansativo 😩
E o irmão dela? Insuportável. Em vários momentos eu queria entrar no livro só pra dar uns tapas nele.
A mãe também não ajudava muito, parecia completamente indiferente ao que acontecia com a filha.
No fim, achei os personagens bem frustrantes e não consegui me apegar a nenhum deles.

Também é interessante acompanhar as investigações feitas pelos próprios personagens, mas chega um momento em que eles começam a se meter onde não devem e acabam mais irritando do que ajudando.
Sobre os culpados: acertei tanto o assassinato do casal quanto o desaparecimento da outra garota. Mas não a motivações. 
A autora praticamente não dá pistas, mas algumas pequenas situações me fizeram desconfiar e eu estava certa.

No geral, não foi uma trama que me surpreendeu.
A narrativa é boa e fluida, os capítulos curtos ajudam bastante, mas a história segue num ritmo muito constante, sem grandes momentos impactantes ou revelações ao longo do caminho.
Tudo fica concentrado no final.
Já li livros dessa autora que gostei muito mais, mas talvez isso aconteça porque, na época, eu ainda não consumia tantos thrillers e tudo parecia mais novidade.
Enfim: uma boa leitura, mas nada memorável.

Nota: 3,5 ★




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22 de abril de 2026

A Casa de Vidro - Sarah Pekkanen

 


Traumatizada com a morte da sua babá, Rose não consegue falar nem expressar o que vivenciou nessa casa em que nada é transparente.

 Rose é uma menininha que inspira cuidados. Objetos de vidro, potencialmente cortantes, e peças pontiagudas ficam longe de seu alcance, a fim de evitar que ela se envolva em algum acidente, como já ocorreu no passado. Para complicar a situação, atualmente Rose está incapacitada de falar em razão do trauma de testemunhar a morte trágica e suspeita da babá. O que ela pode ter visto para fazê-la mergulhar no mais profundo silêncio?

 Aos poucos começa a surgir a dúvida se a babá realmente cometeu suicídio ou se foi assassinada. Considerando que os membros da família estavam todos presentes na casa, qualquer um deles poderia estar envolvido em um possível caso de homicídio. A morte da babá levanta questionamentos: teria ela alguma relação com o processo de divórcio dos pais de Rose e a disputa para saber com quem ficaria a guarda da menina?

 Para ajudar a decidir quem deve ficar com a guarda, o juiz do caso nomeia a advogada Stella Hudson como guardiã de Rose e responsável por elaborar um parecer. Logo no primeiro contato, Stella se depara com um ambiente de paranoia sufocante e descobre que a menina não consegue falar em razão do trauma, o que a faz se lembrar de uma situação igualmente traumática que ela havia sofrido na infância. Além disso, a advogada descobre que Rose tem um medo crônico de objetos de vidro, também conhecido como nelofobia, o que faz com que seus pais troquem por plástico todos os objetos de vidro da casa. Qual seria a origem desse medo?


RESENHA:
22/04/2024

A trama gira em torno da morte da babá da família Barclay, que caiu da janela do terceiro andar. Apesar de todos na casa serem inicialmente suspeitos, o caso foi tratado como suicídio — já que pai, mãe, avó e até a criança tinham álibis.
A babá também era apontada como pivô da separação do casal, que agora disputa a guarda da pequena Rose.
É aí que entra Stella, nomeada como advogada e guardiã da menina. Sua missão é acompanhar a dinâmica familiar e decidir com quem a criança deve ficar.

Mas nada é simples.
A família claramente esconde coisas… e Rose, após a tragédia, desenvolveu mutismo traumático — algo que toca diretamente o passado da própria Stella.
Conforme a convivência avança, Stella começa a suspeitar que a menina pode estar mais envolvida no caso do que aparenta… e ainda assim quer protegê-la a todo custo.
E isso deixa tudo ainda mais tenso 👀

Antes de tudo: essa capa tá simplesmente PERFEITA. Muito mais bonita que a original!
A trama é super envolvente e me prendeu do início ao fim. Apesar de ter uma certa enrolação nos mistérios da família, a autora conseguiu manter minha atenção o tempo todo.
Como todos eram suspeitos, não posso dizer que fui totalmente surpreendida — mas também não acertei de primeira.
A narrativa é focada na Stella, alternando entre presente e passado. Em alguns momentos, senti que os conflitos pessoais dela acabaram tomando espaço demais e desacelerando a trama principal.
No geral, foi uma ótima leitura!
Mesmo sem grandes surpresas, a história me manteve presa do começo ao fim.
 Recomendo!

Nota: 4 ★


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9 de janeiro de 2026

Divórcio Perfeito - Jeneva Rose - Perfect #2

 


Já se passaram um pouco mais de uma década desde que a poderosa advogada Sarah Morgan defendeu seu marido, Adam, contra a acusação de assassinato da amante. Sarah seguiu em frente há muito tempo. Ela mudou o foco de sua carreira, e formou uma bela família com seu novo marido, Bob Miller, e a filhinha do casal, Summer. Sua vida tinha tudo para se tornar perfeita, como ela sempre sonhou.

Mas com o passar do tempo, ela descobriu que Bob a estava enganando com um esporádico envolvimento amoroso fora do casamento. Sarah não pensa duas vezes e não tolera passar por aquilo novamente, e no mesmo momento da entrada na papelada do divórcio. No entanto, em meio à uma separação conturbada, novas evidências vêm à tona no caso contra Adam, forçando a polícia a reabrir a investigação e recolocando Sarah novamente no centro das atenções. A mídia se volta para o caso e todos querem desvendar o que de fato aconteceu dez anos atrás, mas principalmente o obstinado ex-delegado Marcus Hudson, que está determinado a provar sua teoria e descobrir a verdade.


RESENHA:
09/01/2026

O Divórcio perfeito se passa 11 anos após O Casamento perfeito, então é necessário ler na ordem correta de publicação para não se perder na trama.
Quem não leu não recomendo que leia nem mesmo a sinopse do livro quanto mais qualquer resenha, pois estarão cheias de spoilers.
Aqui, Sarah está casada com Bob e o casal tem uma filha de 9 anos. Mais uma vez ela descobre que seu marido está traindo-a e com a separação do casal, segredos do passado começam a vir à tona e colocar a vida tranquila de Sarah em risco.

O que dizer desse livro? Primeiro, desnecessário. Segundo: repetitivo.
Não paro por aqui. Achei a trama cansativa, sem plots, personagens detestáveis (principalmente Sarah), polícia incompetente e final totalmente previsível.
Ou seja, pra mim foi uma total perda de tempo. Não acho que esse livro vale o hype e com certeza não merece ser trilogia. Na verdade ela poderia ter parado no primeiro mesmo.
Claro que isso é apenas minha opinião, afinal ele é muito bem avaliado tanto no GD quanto no Skoob, então recomendo que leia e tire suas conclusões.
Mas um conselho: espere o preço baixar.

Nota: 2 ★


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25 de novembro de 2025

Chame por Andrea - Noelle W. Ihli (Chame por Andrea #1)

 


Um jogo mortal de caça e vingança, com ingredientes sobrenaturais. 

Em Chame por Andrea, de Noelle W. Ihli, a história é narrada pelas perspectivas de três mulheres — Meghan, Brecia e Skye — que, à primeira vista, não têm nada em comum, mas são unidas por um destino terrível: todas foram brutalmente assassinadas pelo mesmo serial killer, um homem charmoso, que as encontra online fingindo ser um solteiro cobiçado em busca de novas aventuras. 
O título do livro possui uma curiosidade: ele remete ao pedido de ajuda propagado pelas mulheres, que o usam para se proteger de homens e situações tóxicas, quando se sentem com suas vidas em perigo.


RESENHA:
25/11/2025

Esse livro está há muito tempo na minha lista. No grupo de thrillers que participo, vira e mexe ele é postado lá por leitores que amaram e recomendam.
Quando a Darkside anunciou seu lançamento não pude mais esperar pra ler.
Só digo uma coisa: QUE LIVRO BOM!
Finalizei em menos de 24 horas, mas sabia que seria assim no momento em que comecei a ler.
Não é só a trama que é boa. Tudo nele é bom!
Não basta uma boa estória se o autor(a) não sabe conduzi-la e aqui Noelle faz com maestria.
Escrita enxuta, sem rodeios, sem excessos. É exatamente do jeito que gosto!
Na reta final, no momento mais tenso da estória, eu não aguentava mais de nervoso! Nunca torci tanto por uma personagem e enquanto as páginas iam diminuindo, eu ficava ainda mais ansiosa pelo final.
Apesar de não ser uma leitora de thrillers sobrenaturais, esse sem dúvida entrou para a lista dos melhores livros que li esse ano.
É tão psicológico, dramático, que você até esquece do sobrenatural.
Recomendo!

A autora já lançou o livro 2 que conta a estória da Andrea. Vou já ler!

Nota: 5 ★


Disponível em inglês no Kindle Unlimited. AQUI


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24 de maio de 2025

Belas Imperfeições - Alice Feeney

 



Ao receber a notícia pela qual esperou por anos, o escritor Grady Green telefona para a esposa a fim de compartilhar a emoção de ter se tornado um autor best-seller do New York Times . Durante a conversa, Abby, que está dirigindo, avisa ao marido que avistou um corpo na estrada. A esposa desce do carro, e, de repente, Grady não consegue mais ouvi-la. Quando o carro é localizado, o celular é achado, mas sua esposa não.

Após um ano do desaparecimento da esposa, Grady enfrenta uma crise criativa. Devastado pela perda, incapaz de dormir e de escrever, ele vê sua vida estável desabar. Recebe então uma oferta de sua agente literária ― e madrinha de Abby ― para passar uma temporada em uma minúscula e bela ilha no litoral da Escócia para ver se consegue ressignificar o luto recente e se recuperar do seu bloqueio criativo.

Grady se instala em uma cabana rústica remota, na extremidade da ilha, mas segue tão exausto pela insônia que vem sofrendo há meses, como se houvesse um ruído branco permanente ao seu redor, que ignora os sinais de alerta e estranhezas. Lá, no santuário de pedra esquecido no oceano, entre estranhos habitantes locais e um silêncio opressivo da natureza, ele vê o impossível diante dele: uma mulher idêntica à sua esposa desaparecida.


RESENHA:
24/05/2025

Alice Feeney é uma das minhas autoras atuais favoritas e nem penso ao escolher um livro dela pra ler. Esse infelizmente passou longe de tudo que gosto num thriller.
Temos um narrador (Grady) absolutamente chato! Ele passa o livro todo se lamentando e repetindo os mesmos pensamentos e situações.
Alguns capítulos de uma pessoa em sessão com terapeuta são inseridos, mas a narrativa do livro é praticamente toda dele e como ele pouco produz, fica cansativo demais.
O livro em si nada lembra um thriller, longe disso. Tá mais pra um dramalhão, a não ser pelo final que tem um grande plot. Mas sinceramente? achei bizarro e não salvou a estória.
Um livro começou bem, com o mistério do desaparecimento até o momento em que ele faz uma descoberta no chalé. Depois disso nada me animou a continuar.
As descrições da ilha e seus moradores, tudo para deixar a trama mais sinistra mas eu simplesmente não conseguia sentir nada disso.
Enfim, não gostei desse livro mas com certeza vou continuar lendo tudo que a autora publicar.

Nota: 2,5 ★



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