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31 de julho de 2026

The Last to Drown - Noelle W. Ihli

 



Cinco dias. Vinte estranhos. Não há saída.

A viagem de rafting deveria ser a aventura de uma vida. Mas Kaia está começando a achar que cometeu um erro. Porque desde que os sussurros sobre Camas Creek começaram, tudo o que ela sente é pavor.

Sete anos antes, um guia assassinou um grupo de praticantes de rafting neste mesmo trecho isolado de água. O corpo do assassino foi recuperado rio abaixo, mas a comunidade de crimes reais nunca parou de fazer perguntas.
E por um bom motivo.
Os incidentes começam pequenos: um bote virado, suprimentos perdidos e gritos durante a noite, mas o padrão é assustadoramente familiar. E com oitenta e quatro milhas de corredeiras até qualquer sinal de civilização, a segurança nunca pareceu tão distante.

Kaia suspeita que um dos guias esteja mentindo. Uma das convidadas sabe mais do que diz. E em algum lugar neste rio, alguém está planejando terminar o que começou em Camas Creek.


RESENHA:
31/07/2026

Nesse thriller de sobrevivência, acompanhamos um grupo de mulheres que participa de uma aventura de rafting. O problema é que, sete anos antes, o local foi palco de um assassinato em massa... e agora alguém parece decidido a recriar aqueles crimes.

Não demora para a história ficar frenética. Além da escrita da Noelle ser sensacional, o cenário deixa tudo ainda mais angustiante: as personagens não têm para onde fugir, enquanto o assassino parece conhecer cada canto daquele lugar.

Aqui descobrimos a identidade do assassino logo no início. A tensão, então, não está em descobrir quem matou, mas em acompanhar como (ou se) elas conseguirão sobreviver.

As cenas de m0rtes são muito fortes e visuais, mas não em excesso e as perseguições, eletrizantes. É um livro cheio de ação e fuga, embora, para mim, esse seja um tipo de história que funciona melhor na tela. Inclusive, acho que daria um excelente filme.

Também senti que algumas partes ficaram um pouco repetitivas, algo que talvez tivesse um impacto diferente em uma adaptação cinematográfica.

A narrativa é em terceira pessoa, acompanhando apenas Kaia. Apesar do grande número de personagens, nenhuma delas é realmente aprofundada.

É uma leitura curta e que flui muito rápido. Se você gosta de thrillers de sobrevivência cheios de tensão e perseguição, esse livro tem tudo para conquistar você.

Nota: 4 ★

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28 de julho de 2026

Os Assassinatos de Kingfisher Hill - Sophie Hannah - Novos Mistérios de Hercule Poirot #4


Hercule Poirot está viajando em ônibus de passageiros de luxo de Londres para a exclusiva propriedade Kingfisher Hill. 
Richard Devonport convocou o renomado detetive para provar que sua noiva, Helen, é inocente do assassinato de seu irmão, Frank. 
Poirot terá apenas alguns dias para investigar antes que Helen seja enforcada, mas há uma condição estranha associada: ele deve esconder do resto da família Devonport sua verdadeira razão de estar lá.

O ônibus é forçado a parar quando uma mulher angustiada exige descer, insistindo que se ela ficar sentada, será assassinada. Embora o resto da jornada passe sem que ninguém seja ferido, a curiosidade de Poirot é despertada, e seus medos são posteriormente confirmados quando um corpo é descoberto com uma nota macabra anexada.

Poderia este novo assassinato e o incidente peculiar no ônibus ser pistas para resolver o mistério de quem matou Frank Devonport? E se Helen for inocente, Poirot conseguirá encontrar o verdadeiro culpado a tempo de salvá-la da forca?


RESENHA:
28/07/2026

Esse é o quarto livro da Sophie Hannah que traz de volta o Poirot. Sei que muita gente torce o nariz para esses novos mistérios, mas eu, particularmente, gosto bastante.

Prefiro enxergar esses livros como uma nova voz para os casos do detetive. As escritas são diferentes e, para mim, a Agatha Christie consegue construir tramas mais fechadas, tornando muito mais difícil descobrir o culpado. Ainda assim, acho que a Sophie consegue capturar muito bem a essência do Poirot. É como se outra pessoa estivesse narrando seus casos, com sua própria linguagem, mas sem perder a personalidade do detetive.

A leitura é rápida: o livro é curto e os capítulos também. A trama é envolvente e acontece muita coisa o tempo todo, tanto que, no início, fiquei um pouco perdida com a quantidade de personagens e nomes. 
Não consegui criar nenhuma teoria durante a leitura e realmente não fazia ideia do que estava acontecendo. Ainda assim, acabei acertando quem estava por trás da morte de Frank.

Se você não tem preconceito com as continuações escritas por outro autor, acho que vale muito a pena dar uma chance. E, se ainda não leu nada da Sophie Hannah, recomendo começar sem comparações e apenas aproveitar o mistério.

Nota: 4 ★


 

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23 de julho de 2026

A Viúva do médico - Daniel Hurst - The Doctor's Wife #2

 



Ela confiou nele. Agora ela está pagando o preço…
Eu amava meu marido, Doutor Drew Devlin, mas ele me traiu. E agora ele está morto.

Enquanto coloco a chave na fechadura e abro a porta da nova casa luxuosa que comprei com o dinheiro do seguro de vida de Drew, tenho certeza de que os piores dias já passaram. Meu segredo está seguro e mal posso esperar para aproveitar minha nova riqueza e liberdade. Então conheço o belo Roger. Eu não estava procurando um relacionamento, mas enquanto passamos as noites bebendo vinho no meu terraço ensolarado, percebo que ele é exatamente o que preciso agora. Roger não se parece em nada com Drew, ele é espontâneo e romântico. E acima de tudo, ele é honesto.

Ele acha que sou uma mulher rica e solitária. Ele está errado, claro, há muito mais em mim…

Mas então, uma noite, quando estamos enrolados na cama juntos, Roger diz algo que faz meu sangue esfriar. Acho que ele sabe a verdade sobre minha vida como esposa do médico.
Farei qualquer coisa para impedir que meu passado me alcance… Mas Roger é realmente quem diz ser? Ou minha vida está em perigo agora?


Gostei dessa história, embora um pouco menos que da primeira. Inclusive, achei curioso que este volume tenha uma nota maior no Goodreads.

Encarei o livro mais como uma preparação para os próximos acontecimentos. Aqui, acompanhamos situações que ficam apenas engatilhadas, deixando tudo pronto para o que vem a seguir. Acredito que nem todas as respostas aparecerão no próximo volume, mas pelo menos uma revelação importante deve acontecer.

É mais um daqueles thrillers "pipoca": leitura leve, envolvente e que devoramos em poucas horas. Como tem poucas páginas, o ritmo fica ainda mais ágil.

Com certeza vou continuar acompanhando a série.

Nota: 3,5 ★

* Essa versão é de Portugal *

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19 de julho de 2026

A Mulher do médico - Daniel Hurst - The Doctor's Wife #1

 



Ele acha que seu segredo está seguro. Mas ela sabe a verdade…

Meu marido é médico. Ele é inteligente e charmoso e todos confiam nele. Exceto eu.
Superficialmente, parece que tenho tudo – o casamento perfeito, o marido perfeito, a vida perfeita. Mas isso está longe de ser verdade.
O Doutor Drew Devlin não é a figura respeitável que ele diz ser. A razão pela qual nos mudamos para esta bela e antiga propriedade com uma linda vista para o mar foi porque precisávamos deixar nosso passado para trás. Deveria ter sido um novo começo para nós dois.
Exceto que descobri que meu marido estava mentindo para mim novamente. 
Ele está usando o poder que tem em seu trabalho para mexer com a vida das pessoas e conseguir exatamente o que quer, não importa quem machuque.
Mas ele me subestimou. Tive bastante tempo, nesta casa grande e isolada, para pensar em todos os seus erros.
E meu marido não tem ideia do que vai acontecer a seguir…


RESENHA:
19/07/2026

Eu simplesmente adorei esse livro!

Já conhecia a escrita do autor e fazia tempo que queria começar essa série (sim, é uma série de 5 livros!). No grupo de leitura do qual faço parte, só ouvia elogios, então minhas expectativas estavam altas. E, felizmente, elas foram correspondidas.

A trama é instigante do começo ao fim. Não é um livro que aposta em grandes reviravoltas a cada capítulo, mas isso nem faz falta. O grande diferencial está na escrita do autor, que prende o leitor de um jeito impressionante e faz as páginas voarem.

A história é narrada pelos pontos de vista de Fern e Drew. Embora os dois revelem o que está acontecendo, a narrativa da Fern foi, sem dúvida, a mais interessante para mim. Ela é extremamente inteligente, calculista e sempre parece estar um passo à frente. Já o Drew... chega a ser frustrante ver o quanto ele subestima a própria esposa.

Mesmo sabendo, desde o prólogo, para onde a história caminha, eu mal podia esperar para descobrir como tudo chegaria àquele ponto. E o autor ainda consegue guardar algumas surpresas para o final. Uma delas eu consegui prever, mas outras realmente me pegaram desprevenida.

Depois dessa leitura, só tenho uma certeza: quero ler tudo o que esse autor escreveu. E olha... não é pouca coisa! Ele tem uma quantidade enorme de livros publicados, o que torna até difícil escolher qual será o próximo.

Agora só espero que alguma editora brasileira traga mais títulos dele por aqui, porque essa escrita merece ser muito mais conhecida.

Recomendo demais essa leitura!

Nota: 5 ★

* Esse livro foi lançado em português de Portugal e também está disponível em inglês no
Kindle Unlimited.



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17 de julho de 2026

Até que a morte nos separe - Peter Swanson

 



Thom e Wendy Graves estão casados há mais de 25 anos. Vivem em uma charmosa casa vitoriana na costa de Massachusetts, têm um filho já adulto e construíram, ao longo das décadas, a imagem de um casamento sólido e invejável. 
À primeira vista, tudo parece perfeitamente normal. Exceto por um detalhe: Wendy quer matar o marido.
Mas o verdadeiro mistério não é o que vai acontecer, e sim o que aconteceu antes. 

Contada de trás para a frente, esta trama brilhante e perturbadora revela os momentos decisivos da vida do casal: a compra da casa, o nascimento do filho, a morte suspeita de uma colega de trabalho… e, no centro de tudo, um pacto sombrio selado há muitos anos.

RESENHA:
17/07/2026

Eu sou fã dos trabalhos do Swanson, sempre fico eufórica quando chega um livro dele e esse em particular é bem diferente.

Imagine começar um livro já sabendo exatamente como a história termina.
É isso que acontece aqui.

A narrativa começa em 2023 e vai voltando no tempo até 1982, quando Thom e Wendy se conheceram ainda na adolescência.
Thom é professor de literatura inglesa, alcoólatra e sonha em se tornar um grande escritor. Wendy é poetisa, já teve seus poemas publicados e é muito mais centrada que o marido. Logo nas primeiras páginas surgem perguntas que prendem a atenção: o que levou Thom ao alcoolismo? E, principalmente, por que Wendy quer tanto matar o marido?

A resposta vem aos poucos, enquanto voltamos no tempo capítulo por capítulo.
Cada capítulo revela um momento importante, ou aparentemente comum, da vida do casal, e aos poucos todas as peças vão se encaixando.
Gostei bastante da proposta. É uma leitura diferente, curiosa e que desperta a vontade de entender como tudo aconteceu.
Mas, para mim, existe um ponto que tirou parte do impacto da história: como já sabemos o desfecho desde o início, boa parte da surpresa desaparece. Toda a carga emocional do livro ficou concentrada nas primeiras páginas, e, quando chega ao último capítulo, que, na verdade, é o começo de tudo, a sensação é bem estranha.

A experiência vale pela construção da narrativa e pela forma como os acontecimentos são revelados, mas terminei a leitura com a impressão de que essa estrutura funciona mais como um diferencial do que como um recurso que aumenta a tensão. Talvez exista um motivo para tantos autores deixarem a grande revelação para o final.

Nota: 3,5 ★




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10 de julho de 2026

A Casa da Escuridão Eterna - Riley Sager

 


Vinte e cinco anos atrás, Maggie Holt e seus pais, Ewan e Jess, se mudaram para Baneberry Hall, uma extensa propriedade vitoriana nas florestas de Vermont. Eles passaram três semanas lá antes de fugir na calada da noite, uma provação que Ewan mais tarde relatou em um livro de não ficção chamado Casa de Horrores.

Hoje, Maggie é uma restauradora de casas antigas e jovem demais para se lembrar de qualquer um dos eventos mencionados no livro de seu pai. Mas ela também não acredita em nada disso. Afinal, fantasmas não existem. 
Quando Maggie herda o Baneberry Hall após a morte de seu pai, ela retorna para reformar o local e prepará-lo para venda. Mas seu retorno ao lar não é nada caloroso. Pessoas do passado, narradas em Casa de Horrores, espreitam nas sombras. E os moradores locais não estão entusiasmados com o fato de sua pequena cidade ter se tornado infame graças ao pai de Maggie. 
Ainda mais enervante é o próprio Baneberry Hall, um lugar repleto de relíquias de outra época que sugerem uma história de feitos obscuros. 
À medida que Maggie vivencia acontecimentos estranhos vindos diretamente do livro de seu pai, ela começa a acreditar que o que ele escreveu era mais fato do que ficção.


RESENHA:
10/07/2026
 Enfim, um livro do Riley que realmente me conquistou.
Foi uma daquelas leituras que me prenderam da primeira à última página. A cada capítulo eu tentava descobrir para onde a história estava indo, mas simplesmente não conseguia enxergar qual seria o desfecho.
Confesso que, conhecendo outros livros do autor, já estava me preparando para um final que não me convencesse. Felizmente, fui completamente surpreendida. Riley entregou um encerramento que fez sentido, amarrou todas as pontas e me fez fechar o livro pensando: era exatamente isso.
Por isso, acho que a melhor coisa que você pode fazer é entrar nessa história sabendo o mínimo possível. A sinopse já entrega tudo o que você precisa para decidir se essa leitura é para você.

Uma coisa, porém, continua sendo uma marca do autor: a escrita. Riley sabe exatamente como prender o leitor. Sem descrições cansativas, com um ritmo envolvente e capítulos que fazem você dizer "só mais um" até perceber que o livro acabou.
Por falar em capítulos, curtos e alternando entre duas narrativas e duas linhas de tempo. Perfeito!
Recomendo demais essa leitura! Sem dúvida, foi o melhor livro do Riley que li até agora.

E você, já leu algum livro dele? Qual foi o seu favorito?

Nota: 4,5 ★


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27 de junho de 2026

Five - Ilona Bannister

 


Cinco vidas. Cinco histórias. Quatro viverão - um morrerá. Quem será? Nesta obra-prima lenta de ficção psicológica, a escolha é toda sua.

Você já tentou passar o tempo imaginando a vida dos estranhos ao seu lado? Five, de Ilona Bannister, apresenta aos leitores cinco pessoas aparentemente aleatórias esperando por um trem. Mas essas não são apenas cinco pessoas. Desde o início sabemos que um deles vai morrer em breve. Muito em breve. Em cinco minutos chegará o próximo trem para Londres, matando um deles. Mas antes que isso aconteça você aprenderá suas histórias.

Nenhuma dessas pessoas é santa. Os leitores podem se apaixonar pelo lindo jovem que está prestes a arriscar sua vida. Eles podem ter pena da velha rabugenta que caiu no chão, mas se recusa a ajudar. Talvez os leitores desviem o olhar da criança que está fazendo birra. Ou julgue sua mãe, que certamente deve ser a culpada. E alguns serão curiosamente compelidos pelo empresário bem-sucedido e danificado que orbita todos eles.

Esses são os candidatos para o infortúnio desta manhã. Mas eles não sabem disso. Só você sabe. E você, nosso leitor cúmplice, não conseguirá resistir a decidir quem merece ir embora e quem merece apenas mais cinco minutos de vida.


RESENHA:
27/06/2026

Cinco desconhecidos aguardam a chegada de um trem.
Um deles vai morrer.
O que ainda não se sabe é se essa morte será um acidente... ou um assassinato.

A história começa com um narrador conversando diretamente com o leitor, preparando o cenário e descrevendo tudo nos mínimos detalhes para que possamos visualizar a cena.
Entre os acontecimentos na estação, a autora intercala capítulos dedicados a cada um dos personagens, mostrando um pouco de suas vidas e como chegaram até aquele momento.

Confesso que a premissa foi o que me conquistou.
Achei a ideia extremamente interessante e diferente, e foi justamente isso que me fez começar a leitura.
Infelizmente, a execução não me convenceu.
No início, demorei para entender a estrutura da narrativa, que me pareceu um pouco confusa.
Os capítulos são longos e focados em um personagem por vez. Alguns funcionam melhor do que outros, mas, no geral, achei a leitura cansativa.
Outro problema foi a falta de conexão com os personagens.
Nenhum deles conseguiu despertar meu interesse, nem mesmo a criança. Com isso, eu simplesmente não me importava com quem morreria ou se a morte seria acidental ou intencional.
E esse é um problema quando a proposta do livro depende justamente dessa expectativa.
Também senti falta de tensão.
Sempre que a narrativa retornava à estação de trem, as cenas pareciam repetir as mesmas informações, o que acabava enfraquecendo o suspense em vez de aumentá-lo.

Eu nem classificaria este livro como um thriller, aliás não sei exatamente em qual gênero ele se encaixa, mas, para quem espera uma leitura cheia de suspense, talvez a experiência seja diferente do esperado.
O desfecho também foi bastante morno e não conseguiu compensar o restante da leitura.
Em resumo, ideia interessante mas mal executada.

Nota: 2,5 ★

Ebook somente em inglês

 


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23 de junho de 2026

Dead in the Water - John Marrs

 



Quando Damon sobrevive a um quase afogamento, sua vida passa diante de seus olhos. Cada memória é cristalina, exceto uma. Um menino morto. Um rosto que ele não consegue identificar. Um momento que ele não se lembra de ter vivido. 
No começo ele diz a si mesmo que é um truque da mente. Mas tudo o mais que ele viu era real. Então por que não isso?
Com sua vida desperta perseguida pela cena perturbadora, a confusão rapidamente se transforma em obsessão. 
Desesperado por respostas, Damon investiga seu passado fragmentado e se convence de que a única maneira de lembrar… é morrer novamente. 
E novamente. E novamente. 
Quando ele conhece um completo estranho que está muito disposto a ajudar, o cenário está pronto para seus dados com a morte.
Mas se é isso que é preciso para descobrir a verdade, talvez seja melhor deixar algumas memórias enterradas…


RESENHA:
22/06/2026

Sou fã de John Marrs desde The Good Samaritan, que continua sendo meu livro favorito do autor.
Por isso, qual não foi minha surpresa ao encontrar aqui um personagem muito importante daquele livro?
As histórias são independentes e podem ser lidas separadamente, mas, para quem já conhece esse personagem, a experiência fica ainda mais interessante.
A trama me prendeu desde o início.
A narrativa alterna entre vários personagens, em capítulos curtos e sempre terminando em momentos que dão vontade de continuar lendo.
Damon é o narrador principal e, ao longo da história, vai se tornando cada vez mais sombrio.
E não é por causa dos fantasmas.
O mais inquietante é acompanhar a sequência de decisões que ele toma. Em vários momentos eu ficava perturbada com suas escolhas e precisava ler "só mais um capítulo" para ver até onde aquilo iria.

Gostei muito da forma como John Marrs construiu a evolução desse personagem.
Quanto às revelações principais, não posso dizer que fui surpreendida. Desde o começo eu já tinha algumas suspeitas sobre o rumo da história.
Mas isso não prejudicou minha experiência.
Porque, quando achei que já tinha entendido tudo, o autor guardou uma última surpresa para o capítulo final.
E essa eu realmente não esperava.
Mais uma vez, John Marrs entregou uma leitura envolvente e impossível de largar.

✔ Recomendo.

E sigo torcendo para que este livro seja traduzido para o português.
Mas antes disso... por favor, publiquem The Good Samaritan.

Nota: 4,5 ★

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16 de junho de 2026

The Ex-Wife - Sally Rigby & Amanda Ashby

 


Minha vida era perfeita até ela aparecer. Norah.
Mais jovem, mais bonita e prestes a se casar com meu próprio ex-marido, eles são um clichê ambulante
Eu a odeio. Eu odeio os dois.
Ela tirou tudo de mim – meu marido, minha vida, minha casa - mas me recuso a permitir que ela leve Cassie, minha linda filha. Isso é ir longe demais.
Agora descobri que Norah planeja ter seu próprio filho e isso me causa problemas sem fim. Ela poderia destruir tudo e revelar meus segredos mais profundos e obscuros.
Isso nunca pode acontecer.
Não importa o quanto custe…


RESENHA:
15/06/2026 A trama começa durante o julgamento de Alice, acusada de assassinar a noiva do seu ex-marido.
Após seis meses presa, ela já aceitou seu destino. Afinal, ninguém acredita em sua inocência. Nem o ex-marido, nem a filha e muito menos a polícia.
Mas então, em pleno tribunal, ela vê um sorriso.
O sorriso de alguém que conseguiu exatamente o que queria.
E é nesse momento que Alice decide finalmente contar sua história.
A narrativa então retorna seis meses no tempo e acompanha os acontecimentos envolvendo Alice, Norah, Cassie e Markus.
Alice observa a nova noiva do ex-marido: bonita, mais jovem e determinada a construir uma família com ele.
Mas Alice não pretende permitir que isso aconteça.
Os personagens são muito bem construídos e bastante críveis.
Cassie, filha de Alice e Markus, é a definição de adolescente problemática: grosseira, impulsiva e completamente apaixonada por um rapaz que os pais desaprovam. E, quanto mais eles tentam interferir, pior a situação fica.
A narrativa é muito fluida e envolvente. Eu ainda não tinha lido nada das autoras e gostei bastante da escrita delas.
Mas o que realmente me conquistou foram as revelações finais. 
Fui genuinamente surpreendida.
No começo, tudo parece mais um thriller doméstico entre tantos outros que encontramos por aí. Só que, aos poucos, a história toma um rumo muito diferente do que eu esperava.
E foi justamente isso que tornou a leitura tão interessante.
Meu único problema foi a frase final do livro. Eu gostaria que as autoras tivessem seguido outro caminho naquele encerramento.
Mas isso é apenas uma preferência pessoal e não diminui a qualidade da história.
Recomendo!
E com certeza quero ler mais livros de Sally Rigby e Amanda Ashby.

Nota: 4,5 ★



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12 de junho de 2026

Procura-se aquela garota - Mary Kubica

 


Shelby Tebow é a primeira a desaparecer. Pouco depois, Meredith Dickey e sua filha de seis anos, Delilah, somem a poucos quarteirões de onde Shelby foi vista pela última vez, espalhando medo por uma comunidade que até então vivia em tranquila. Os casos estão conectados? A busca é longa, cheia de dúvidas, e termina deixando mais perguntas do que respostas – até que o caso, enfim, esfria.

Onze anos depois, Delilah reaparece de maneira inesperada. Todos querem saber o que aconteceu durante todo esse tempo, mas ninguém está preparado para o que será descoberto.


RESENHA:
10/06/2026
A trama alterna entre as narrativas de Kate e Meredith no passado e de Leo no presente, que conta sua versão dos acontecimentos como se estivesse escrevendo um diário para a irmã, Delilah.
Gostei da narrativa no geral. Apesar de algumas descrições desnecessárias, nada chegou a prejudicar minha experiência de leitura.

O grande destaque, para mim, foi Meredith.
Eu estava muito curiosa para descobrir o que havia acontecido com ela, e sua história foi, de longe, a parte mais interessante do livro.
A autora guarda boa parte das revelações para o final, o que ajuda a manter a curiosidade ao longo da leitura.
O problema é que, quando elas finalmente chegam, começam a aparecer vários furos.
Tive a sensação de que a história estava tão preocupada em criar um grande plot e surpreender o leitor que acabou deixando a lógica em segundo plano.
Algumas revelações causam impacto no momento, mas quanto mais eu pensava sobre elas, menos sentido faziam.

Eu estava dividida entre dar 4 ou 3,5 para essa leitura.
No geral, gostei um pouco mais dela do que de Não é Ela, lançado praticamente na mesma época, o que me fez considerar uma nota maior. Mas, quanto mais eu pensava nas revelações e nos furos da trama, mais a nota ia caindo.
No fim, esses problemas pesaram bastante na minha avaliação e acabaram definindo a nota final.
É aquele tipo de livro que funciona muito bem durante a leitura, mas perde força quando você começa a analisar os acontecimentos com mais calma.

Nota: 3,5


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4 de junho de 2026

The Divorce - Freida McFadden

 



Qual o verdadeiro valor de um "felizes para sempre"?

Naomi vivia a história de amor por excelência. Rapaz conhece moça. Eles se apaixonam, se casam, compram a casa dos sonhos, constituem família…
Então ele a expulsa de casa, contrata os melhores advogados de divórcio da cidade, esvazia as contas bancárias e se envolve com uma garota de vinte e poucos anos.

É um final brutal para a história. Naomi deveria aceitar a derrota: mudar-se para um apartamento sujo, voltar ao mercado de trabalho e juntar os pedaços da sua vida destruída.

Só que, por que ela deveria?
Em vez disso, Naomi fixa-se na nova namorada do marido. O que começa como curiosidade cínica logo se transforma em obsessão e depois em algo muito mais sombrio. 
À medida que Naomi descobre segredos que nunca imaginou, ela percebe que sua própria vida pode estar em perigo.
Mas se isso mantiver sua família perfeita intacta, não vale a pena?


RESENHA:
04/06/2026

Mais uma vez devorei um livro da Freida.
Esse me fisgou logo nas primeiras páginas e não consegui parar de ler até chegar ao final.

Agora preciso falar sobre o marido da Naomi: que homem irritante! 
Mas a própria Naomi também não ajudava muito. Várias das suas decisões me deixaram profundamente frustrada e, em diversos momentos, eu queria sacudi-la e mandar que abrisse os olhos.
E, sinceramente? Só o fato de a história ter me provocado tantas emoções já fez a leitura valer a pena.

Quanto ao plot, não esperava por aquilo.
A autora praticamente não deixa pistas ao longo da leitura, então fui pega completamente de surpresa e gostei bastante da revelação.
Boa parte da narrativa é conduzida apenas pela Naomi, mas a trama é tão envolvente que a ausência de outros pontos de vista não chegou a me incomodar.

Já o epílogo...
Ainda não sei exatamente o que senti sobre ele. Mas quem já leu a autora provavelmente sabe que esse tipo de sensação é bem característico dos livros dela. 
No geral, foi uma ótima distração: uma leitura rápida, envolvente e cheia de tensão.
Não considero uma história particularmente original, e acho que esse será justamente o ponto que mais vai dividir opiniões entre os leitores.

Esse livro será publicado no Brasil pela Editora Record, além disso, os direitos de adaptação já foram vendidos para o cinema.

Nota: 4 ★

Ebook disponível no Kindle Unlimited - AQUI


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Não é ela - Mary Kubica

 


Nem toda família é o que parece.

Um thriller psicológico avassalador que transforma férias tranquilas em um pesadelo inesquecível. Courtney Gray planejou as férias na expectativa de passar dias tranquilos na companhia de seus familiares em um resort bucólico à beira de um belo lago no norte de Wisconsin. No entanto, a desejada paz é violentamente interrompida quando ela escuta um grito vindo da cabana em que a família de seu irmão está hospedada. Ao chegar lá, se depara com os corpos sem vida do irmão e da cunhada, não vê sinal de sua sobrinha Reese, e encontra Wyatt, o outro sobrinho, dormindo no andar de cima.

Kubica alterna capítulos que descrevem a perspectiva de mais de um personagem, com destaque para Courtney, que fala no presente, e Reese, no passado. Algumas questões levantadas ao longo da história mantêm a tensão e projetam desconfianças sobre todos os personagens. Seria Reese, a sobrinha desaparecida, que teve uma briga feia com os pais na noite anterior, a culpada pelo crime? Wyatt, que estava dormindo no momento em que seus pais foram mortos, é mesmo sonâmbulo? Qual a origem do sangue nos sapatos de Elliott, o marido de Courtney?

Conforme a investigação policial avança, Courtney descobre segredos sobre aqueles que ela acreditava conhecer e vai se dando conta de que todos ao seu redor têm algo a esconder. Ao ver seu mundo desmoronar, ela se questiona se conhece mesmo as pessoas com quem divide a vida. E tem apenas uma certeza: ninguém é totalmente inocente nessa história.


RESENHA:
08/05/2026

Tudo começa quando Courtney encontra o irmão e a cunhada assassinados no chalé ao lado durante as férias de verão à beira do lago.
O sobrinho de 15 anos dormiu durante toda a noite do crime e Reese, a filha mais velha do casal, desapareceu sem deixar rastros.
Enquanto a polícia tenta solucionar o caso e encontrar Reese - que também pode ser suspeita - Courtney se recusa a deixar a pequena cidade até descobrir o que realmente aconteceu.

A trama alterna entre dois pontos de vista:
Courtney, no presente, e Reese, dias antes do crime.
Confesso que gostei muito mais da parte da Courtney, até porquê acompanhar os dramas adolescentes da Reese foi cansativo 😩
E o irmão dela? Insuportável. Em vários momentos eu queria entrar no livro só pra dar uns tapas nele.
A mãe também não ajudava muito, parecia completamente indiferente ao que acontecia com a filha.
No fim, achei os personagens bem frustrantes e não consegui me apegar a nenhum deles.

Também é interessante acompanhar as investigações feitas pelos próprios personagens, mas chega um momento em que eles começam a se meter onde não devem e acabam mais irritando do que ajudando.
Sobre os culpados: acertei tanto o assassinato do casal quanto o desaparecimento da outra garota. Mas não a motivações. 
A autora praticamente não dá pistas, mas algumas pequenas situações me fizeram desconfiar e eu estava certa.

No geral, não foi uma trama que me surpreendeu.
A narrativa é boa e fluida, os capítulos curtos ajudam bastante, mas a história segue num ritmo muito constante, sem grandes momentos impactantes ou revelações ao longo do caminho.
Tudo fica concentrado no final.
Já li livros dessa autora que gostei muito mais, mas talvez isso aconteça porque, na época, eu ainda não consumia tantos thrillers e tudo parecia mais novidade.
Enfim: uma boa leitura, mas nada memorável.

Nota: 3,5 ★




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30 de maio de 2026

Such a Nice Girl - Andrea Mara

 


"A questão é que sempre acreditamos no melhor dos nossos próprios filhos. Que mãe pensaria que a própria filha faria algo terrível? Mas todo ato ruim é cometido por alguém que já foi filho de alguém."

Todo mundo tem segredos. Até mesmo sua filha…

Na manhã seguinte a um casamento glamoroso e luxuoso, você e sua melhor amiga vão acordar suas filhas de 24 anos. Vocês abrem a porta do quarto que elas dividem na casa da piscina e encontram um abajur quebrado no chão, uma mancha de sangue no tapete, um telefone tocando – e as duas garotas não estão em lugar nenhum.

A polícia chega e você descobre algo chocante. Algo inexplicável. Será que uma de suas filhas está tentando matar a outra? E é aí que você e sua melhor amiga começam a desvendar o que realmente está acontecendo entre as meninas.

Vocês precisam trabalhar juntas para encontrar suas filhas, levando sua amizade ao limite. E você não consegue deixar de se perguntar: qual das meninas é a assassina e qual é a vítima?


RESENHA:
30/05/2026

Andrea Mara é autora de "All Her Fault" e apesar de ainda não ter livros publicados no Brasil, ela ficou conhecida por aqui por causa da minissérie do Prime Video.

A história já começa em ritmo acelerado.
Siobhán e Grace são amigas desde a época da escola. Elas tiveram suas filhas praticamente ao mesmo tempo e as quatro cresceram muito próximas.
Quando as adolescentes Ré e Luna desaparecem, essa amizade é colocada à prova. Afinal, se uma das garotas está morta, a outra pode ser a responsável pelo crime.

A narrativa acontece em dois períodos: após o desaparecimento das meninas e no dia anterior ao casamento. Tudo é contado em terceira pessoa, alternando principalmente entre Siobhán e Ré.
Confesso que um dos pontos que mais me chamou atenção foi o fato de Siobhán praticamente conduzir toda a investigação. A polícia está presente, mas tem uma participação tão pequena que, em vários momentos, parece apenas acompanhar as descobertas dela.

Eu gostei muito desse livro.
A escrita da autora é fluida, os capítulos são curtos e os saltos temporais funcionam muito bem. Além disso, quase todo capítulo termina com algum gancho que faz você querer ler "só mais um".
Tem muitas revelações, várias reviravoltas e um desfecho que eu não consegui prever.

Assim como aconteceu com o livro anterior da autora, terminei a leitura pensando que essa história tem potencial de sobra para virar série de TV.
E eu assistiria sem pensar duas vezes. 🎬
✔ Recomendo!

💬 Você gosta de thrillers em que a investigação fica mais nas mãos dos personagens do que da polícia?

Nota: 4 ★

* Livro somente em inglês *


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26 de maio de 2026

O Proprietário - R.B. Egan

 


Ele a convidou para entrar… mas será que você conseguirá sair?

Depois que o namorado de Cathy termina o relacionamento de forma inesperada, ela fica arrasada. Além disso, precisa deixar o apartamento onde moravam e encontrar um novo lugar para viver.

Quando uma amiga a avisa sobre um quarto para alugar, parece que sua sorte finalmente mudou. A casa fica em uma das ruas mais desejadas da cidade e o proprietário, cujo filho acabou de sair de casa, é simpático e atencioso. Melhor ainda: o preço é acessível. Cathy aluga o quarto e logo se sente em casa. Mas há uma única regra: ela não pode entrar no jardim. Logo, porém, Cathy vai perceber que o acordo que fez era bom demais para ser verdade… e que agora já é tarde demais.


RESENHA:
26/05/2026

Que livro ruim, meu Deus! Nem sei por onde começar!
Comparar com Freida? Que sacrilégio!
Eu não tenho nada de bom pra falar desse livro, então já se prepare.

A protagonista é burra, insuportável, intrometida, só reclama, se acha a mais esperta e a salvadora do mundo.
Todas as decisões dela são ridículas. Sem contar que ela é totalmente influenciável: cada vez que busca respostas com alguém, essa pessoa a convence do contrário.
Ela corre atrás do próprio rabo o tempo todo, exige satisfações do dono da casa como se a proprietária fosse ela! E eu ria do absurdo.
O cara mal aparece e, quando dá as caras, é sempre a mesma situação: eles comem, ele vai dormir e depois some no trabalho por um tempo.
A frase dele é: “Depois a gente conversa sobre isso.”

Ela não investiga, ela se intromete na vida dos outros. Cobra, pressiona e, veja bem, ela não conhece nenhuma daquelas pessoas. Se importa com algo que não tem nada a ver com ela.
As tentativas do autor de criar cenas de tensão eram forçadas e cansativas.
As amigas tinham uma paciência absurda pra aguentar a tonelada de problemas dela, que nunca tinha nada de bom pra dizer.
Estava mais quebrada que arroz de terceira, mas vivia no café, nos bares e pegando táxi.
E as descobertas que ela fazia, sendo que nem a polícia chegou perto? Kkkkk
A resolução do “mistério” não é nada surpreendente. Nem chocante.

No final, ficaram algumas perguntas:
* Qual o critério para publicar esse livro?
* Por que não olhei no Goodreads antes?
* Como pode custar mais de 60 reais?

A gente não indica livros que não gosta, então  esse não indicarei pra ninguém!

Nota: 1 ★

Se ainda assim tiver interesse: ADQUIRA O LIVRO AQUI

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Se você quiser ler minha resenha com SPOILERS para saber os detalhes do por quê não gostei do livro,
clique AQUI
Mas já saiba que lá conto tudo, inclusive quem é o culpado.


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21 de maio de 2026

The Missing Ones - A.R. Torre

 


Há cinco anos, três moradores desapareceram sem deixar vestígios. Sem corpos. Sem respostas. Apenas rumores, sussurrados pelo clube de campo. Agora, quando restos mortais são encontrados no campo de golfe, antigas suspeitas ressurgem e os holofotes se voltam para as mulheres que ficaram para trás.

Andrea Kendal sabe o que as pessoas pensam, que seu brilhante marido cirurgião teve algo a ver com o desaparecimento sangrento de sua primeira esposa. 
Sara Batcher passou anos se defendendo contra acusações de que ela matou o marido. 
E Katie Morrow, a mais jovem “esposa-troféu” da comunidade, não consegue escapar das sombras suspeitas lançadas pela ex-esposa do marido.

À medida que a investigação se aproxima, as esposas se veem unidas pelo medo, pela traição e pelos fantasmas dos desaparecidos. 

RESENHA:
21/05/2026

 Eu devorei esse livro!
Além dos capítulos curtos, a história tem vários narradores e aquele clima de fofoca entre vizinhos que deixa tudo ainda mais viciante.
Cada capítulo começa com comentários e opiniões sobre outros moradores, como se alguém estivesse espalhando rumores pelo condomínio inteiro.
Confesso que fiquei perdida no começo porque não conseguia decorar os nomes dos casais e às vezes me confundia sobre quem era quem. Mas depois a leitura engrena e fica mais fácil.
Fiquei muito curiosa pra descobrir o que realmente aconteceu… e não esperava pelas revelações que a autora entregou.
A última descoberta envolvendo um das pessoas desaparecidas foi, sem dúvida, minha parte favorita. Achei uma ótima sacada!

Gostei bastante desse lançamento fresquinho e ele está disponível no Unlimited.

✔ Recomendo.

Nota: 4 ★

ADQUIRA O EBOOK AQUI - Somente em inglês


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16 de maio de 2026

Conte-me seus sonhos - Sidney Sheldon

 



Conte-me seus sonhos é considerado o mais inusitado e surpreendente romance do mestre Sidney Sheldon. 
Nele, Ashley Patterson - uma bela executiva que trabalha com a desinibida Toni Prescott e a sensível Alette Peters numa empresa de tecnologia no Vale do Silício - torna-se suspeita de uma série de assassinatos. 
O mistério aumenta quando a polícia descobre um presente que uma das vítimas enviou para sua colega de trabalho Toni Prescott. 
As evidências apontam uma ligação entre as três suspeitas: Ashley, Tony e Alette Peters - mas apenas uma delas conhece a verdade.


RESENHA:
15/05/2026

A primeira vez que li Sidney Sheldon foi quando estava no ensino médio. O livro era "Do outro lado da meia noite" e a capa só si só já chamava a atenção.
Numa época em que só lia romances de banca (Julia, Sabrina e Bianca sem culpa), peguei um dele da pequena coleção de minha mãe pois não tinha mais nada pra ler no momento.
Lembro que fiquei impactada com a história! Pra quem estava acostumada com romances simples, aquela trama foi um salto enorme para outros livros. Abriu um novo mundo pra mim, mas ainda não foi naquele momento que me aventurei em definitivo para livros mais complexos.
Agora, depois de muito tempo, escolhi esse pra ler por quê vi muitos comentários falando o quanto ele era impressionante.
Infelizmente não achei nada disso, na verdade achei bem tranquilo.
A trama é dividida em "3 livros" e o primeiro foi o mais interessante, pois é onde os crimes acontecem e queria saber como a vida daquelas três mulheres iriam se cruzar.... e adorei o que aconteceu! O autor realmente me surpreendeu.
O livro 2 é o julgamento, que achei bem morno e desanimador.
Enfim, o terceiro livro se arrasta menos mas não é muito revelador. Já sabemos o culpado então sobra apenas saber como eles ocorreram.
O que mais me frustrou foi o final, já que tudo aconteceu por causa de um crime horrível do passado e ele ficou por isso mesmo. Sem punição para o grande culpado.
Enfim, foi uma leitura rápida mas esperava mais. Se eu tivesse lido ainda na adolescência, teria um efeito diferente com certeza.

Nota: 3 ★



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30 de abril de 2026

A Esposa e a viúva - Christian White

 


O segundo thriller do premiado autor de Um lugar Selvagem, Christian White.

Ambientado em uma misteriosa cidade insular no auge do inverno, A Esposa e a Viúva é um thriller perturbador narrado a partir de duas perspectivas: Kate, uma viúva cuja dor é agravada pelo que descobre sobre a vida secreta de seu falecido marido; e Abby, uma moradora da ilha cujo mundo vira de cabeça para baixo quando ela é forçada a confrontar as evidências da culpa de seu marido. Mas nada nesta ilha é exatamente o que parece, e somente quando essas mulheres se unem é que elas podem descobrir toda a história sobre os homens em suas vidas.
Brilhante e envolvente, A Esposa e a Viúva leva você à beira de um precipício e levanta a questão: o quanto realmente conhecemos as pessoas que amamos?


RESENHA:
30/04/2026

A trama começa quando Kate vai ao aeroporto surpreender o marido — mas quem acaba surpresa é ela.
Ele não desembarca.
E pior: nem estava no voo.

A história é contada sob o ponto de vista de duas mulheres:
uma que acabou de perder o marido…
e outra que começa a suspeitar que o seu esconde algo terrível.

Tudo se passa em uma pequena cidade litorânea, com aquela atmosfera meio vazia e melancólica fora de temporada.
Acompanhamos Kate, tentando descobrir o que aconteceu com o marido, e Abby, uma moradora local cada vez mais desconfiada do próprio.
Confesso que comecei a leitura bem empolgada — a premissa me ganhou na hora.
Mas logo surgiu um problema: não gostei da escrita do autor.
É muito carregada de descrições (cores, marcas, pensamentos…), a ponto de, em vários momentos, a narrativa esfriar e perder o ritmo. Pra mim, isso pesa bastante e em alguns trechos chegou a soar até meio brega.
Um exemplo é a Abby ser taxidermista: volta e meia surgem descrições detalhadas das ferramentas e dos processos.
Mesmo assim, continuei lendo porque estava curiosa pra ver onde as duas histórias iam se cruzar.
E aí… o final compensou. Fui realmente surpreendida, não passou nem perto do que eu imaginava. Achei muito bem construído.
Mas, sendo bem honesta, é esse final que sustenta o livro.
O restante segue sem grandes surpresas e, em vários momentos, parece mais um drama familiar.
A parte investigativa é fraca e quase inexistente e a narrativa não me envolveu como poderia.
Ainda assim, recomendo. É um livro bem avaliado no GD e essa foi só a minha experiência.

Nota: 3,5 ★

O ebook está disponível no Kindle Unlimited


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26 de abril de 2026

No Rastro da mentira - Amy Tintera

 


Em Plumpton, uma cidadezinha do Texas, Lucy e Savvy sempre foram as meninas dos olhos de todos: bonitas, inteligentes e alvo da inveja geral.
Lucy se casou com o marido dos sonhos, conquistando um anel enorme e uma casa maior ainda. Já Savvy era a rainha do carisma. Não havia quem não a adorasse – especialmente os homens da cidade, segundo os boatos.
Até que tudo desmoronou: um dia, Lucy foi encontrada vagando pelas ruas de madrugada, coberta com o sangue de Savvy, sem ter ideia do que aconteceu.
Apesar de sua culpa nunca ter sido provada, todos têm certeza de que ela é uma assassina.
Agora, cinco anos depois, com uma vida nova em Los Angeles, Lucy ainda não consegue se lembrar de nada relacionado àquela noite terrível.

Mas quando Ben Owens, o apresentador bonitão de No Rastro da Mentira, um famosíssimo podcast de true crime, decide investigar o assassinato de Savvy para a segunda temporada, Lucy é forçada a voltar ao lugar onde jurou nunca mais pisar para descobrir quem matou sua amiga. Mesmo que tenha sido ela mesma.

A verdade está em algum lugar. Basta saber que rastro seguir.


RESENHA:
26/04/2026

Cinco anos atrás, Lucy foi encontrada vagando, sem memória, suja e coberta de sangue da sua melhor amiga, Savvy.
Ela jura que não se lembra de nada… mas pra cidade inteira, ela é a culpada.
Agora, Lucy retorna à pequena cidade para o aniversário da avó e precisa encarar tudo o que deixou para trás.
Ninguém esqueceu o que aconteceu. 
E, pior: quase ninguém acredita nela. Nem os próprios pais ou o ex-marido. A única pessoa do seu lado é a avó.
Decidida a descobrir a verdade, Lucy aceita participar de um podcast sobre o caso. Ao longo dos episódios, moradores e pessoas próximas a Savvy revelam seus depoimentos… e muitos segredos começam a vir à tona.

E é aí que a trama fica mais interessante 👀 
A narrativa é bem construída e a escrita da autora é ágil, daquelas que fluem fácil.
Agora… os personagens?
Horríveis 😂 (no melhor sentido)
Com exceção da avó, é um caos: traições, violência, alcoolismo e mentiras por todos os lados.
O fato da Lucy “ver e ouvir” a Savvy o tempo todo dá um toque de humor ácido e sarcasmo que eu gostei bastante.
O romance? Totalmente dispensável. Não me convenceu e achei que não agregou nada — mas isso é mais gosto pessoal do que um problema da história.
Sobre o mistério: não desconfiei de nada. A autora não vai soltando muitas pistas, então você descobre tudo junto com a protagonista.

No geral, gostei bastante e recomendo!

Nota: 4 ★


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22 de abril de 2026

A Casa de Vidro - Sarah Pekkanen

 


Traumatizada com a morte da sua babá, Rose não consegue falar nem expressar o que vivenciou nessa casa em que nada é transparente.

 Rose é uma menininha que inspira cuidados. Objetos de vidro, potencialmente cortantes, e peças pontiagudas ficam longe de seu alcance, a fim de evitar que ela se envolva em algum acidente, como já ocorreu no passado. Para complicar a situação, atualmente Rose está incapacitada de falar em razão do trauma de testemunhar a morte trágica e suspeita da babá. O que ela pode ter visto para fazê-la mergulhar no mais profundo silêncio?

 Aos poucos começa a surgir a dúvida se a babá realmente cometeu suicídio ou se foi assassinada. Considerando que os membros da família estavam todos presentes na casa, qualquer um deles poderia estar envolvido em um possível caso de homicídio. A morte da babá levanta questionamentos: teria ela alguma relação com o processo de divórcio dos pais de Rose e a disputa para saber com quem ficaria a guarda da menina?

 Para ajudar a decidir quem deve ficar com a guarda, o juiz do caso nomeia a advogada Stella Hudson como guardiã de Rose e responsável por elaborar um parecer. Logo no primeiro contato, Stella se depara com um ambiente de paranoia sufocante e descobre que a menina não consegue falar em razão do trauma, o que a faz se lembrar de uma situação igualmente traumática que ela havia sofrido na infância. Além disso, a advogada descobre que Rose tem um medo crônico de objetos de vidro, também conhecido como nelofobia, o que faz com que seus pais troquem por plástico todos os objetos de vidro da casa. Qual seria a origem desse medo?


RESENHA:
22/04/2024

A trama gira em torno da morte da babá da família Barclay, que caiu da janela do terceiro andar. Apesar de todos na casa serem inicialmente suspeitos, o caso foi tratado como suicídio — já que pai, mãe, avó e até a criança tinham álibis.
A babá também era apontada como pivô da separação do casal, que agora disputa a guarda da pequena Rose.
É aí que entra Stella, nomeada como advogada e guardiã da menina. Sua missão é acompanhar a dinâmica familiar e decidir com quem a criança deve ficar.

Mas nada é simples.
A família claramente esconde coisas… e Rose, após a tragédia, desenvolveu mutismo traumático — algo que toca diretamente o passado da própria Stella.
Conforme a convivência avança, Stella começa a suspeitar que a menina pode estar mais envolvida no caso do que aparenta… e ainda assim quer protegê-la a todo custo.
E isso deixa tudo ainda mais tenso 👀

Antes de tudo: essa capa tá simplesmente PERFEITA. Muito mais bonita que a original!
A trama é super envolvente e me prendeu do início ao fim. Apesar de ter uma certa enrolação nos mistérios da família, a autora conseguiu manter minha atenção o tempo todo.
Como todos eram suspeitos, não posso dizer que fui totalmente surpreendida — mas também não acertei de primeira.
A narrativa é focada na Stella, alternando entre presente e passado. Em alguns momentos, senti que os conflitos pessoais dela acabaram tomando espaço demais e desacelerando a trama principal.
No geral, foi uma ótima leitura!
Mesmo sem grandes surpresas, a história me manteve presa do começo ao fim.
 Recomendo!

Nota: 4 ★


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