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29 de outubro de 2026

Suas Últimas palavras - Gillian McAllister

 


O que você faria se descobrisse que seu marido, companheiro de uma vida inteira e pai dedicado, está envolvido em um crime terrível?

Suas últimas palavras é um thriller eletrizante de Gillian McAllister que deixa no ar a pergunta: até que ponto conhecemos de fato as pessoas que amamos?

É 21 de junho, o dia mais longo do ano, e a vida da jovem mãe Camilla está prestes a mudar para sempre. Após meses de licença‑maternidade, ela vai deixar a filha na creche pela primeira vez e retornar ao trabalho de agente literária. Mas, ao acordar, vê que seu marido, Luke, não está em casa ― e que, antes de sair, ele deixou um bilhete com uma mensagem enigmática.

Ainda sem entender o que está acontecendo, Cam segue a rotina pré-estabelecida e vai para o trabalho. De repente, a polícia aparece na agência literária. Houve um sequestro, uma pessoa fez três reféns, e Luke está envolvido.
O problema é que Luke não é uma das vítimas.
É o sequestrador.
Em poucas horas, Cam é forçada a repensar toda a sua vida até aquele momento. Será mesmo que Luke, o homem que ela ama ― pai dedicado, escritor bem-sucedido e um cara do bem ― é um criminoso frio e calculista?

RESENHA:
29/10/2026

Esse livro entrou para a minha lista de desejados assim que foi lançado lá fora. Então, imaginem a minha ansiedade quando ele finalmente foi anunciado no Brasil! As expectativas estavam altíssimas, mas, infelizmente, a leitura não entregou o que eu esperava.

Foram longos 9 dias para concluir uma história que, inicialmente, tinha tudo para me conquistar.
O começo é muito promissor, cheio de mistérios e com aquele clima que faz a gente querer descobrir o que está por trás de tudo. Mas, aos poucos, a trama perde força, o ritmo esfria e o interesse vai embora junto.

O desenvolvimento é lento, as narrativas se arrastam e faltam acontecimentos capazes de manter a história viva. Até os personagens e suas rotinas se tornam enfadonhos, tornando a leitura cada vez mais cansativa.

O que mais me incomodou foi a falta de ritmo. As longas descrições entre os diálogos tiraram a agilidade da narrativa, enquanto as pausas excessivas entre os acontecimentos fizeram a trama parecer parada no tempo. A sensação era de estar vendo situações que já se repetiram vezes demais.
A resolução do mistério não foi surpreendente, tampouco interessante o suficiente para que me fizesse recomendar o livro de imediato. 

No fim, fiquei com a sensação de que faltou algo. Faltou impacto, faltou ritmo e faltou aquele elemento capaz de diferenciar essa história de tantas outras do gênero.
Infelizmente, foi mais do mesmo.

Nota: 3,5 ★


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20 de outubro de 2026

Pique Esconde - Andrea Mara

 


Uma criança desaparecida. Uma casa cheia de segredos. Um pesadelo a ser desvendado.

Em um subúrbio tranquilo de Dublin, a pequena Lily Murphy desaparece durante uma brincadeira de pique-esconde. Apesar das buscas, ninguém sabe o que aconteceu com ela. O bairro nunca mais será o mesmo.
Décadas depois, Joanna se muda para a casa dos seus sonhos, sem imaginar que ali morou a menina desaparecida. Aos poucos, o passado sombrio do imóvel começa a vir à tona, revelando segredos escondidos por anos.
Mas, enquanto tenta descobrir a verdade sobre Lily, Joanna percebe que as aparências podem ser mortais. E que a revelação de certos segredos pode destruir sua própria vida.


RESENHA:
20/10/2026

 Se eu tivesse conhecido a autora por meio desse livro, dificilmente daria uma segunda chance a ela. Ainda bem que esse foi meu terceiro contato com sua escrita e que os dois anteriores foram experiências muito melhores.

Foi uma leitura arrastada, cansativa e que testou minha paciência até a última página. As conversas se repetem, os personagens se tornam exaustivos e a história parece girar em círculos, sem entregar o suficiente para manter meu interesse.
A autora guarda praticamente todas as revelações para o final. Entendo a escolha, já que os segredos estão interligados e revelar um poderia comprometer os demais. Mas, embora faça sentido para a construção do mistério, a estratégia acabou sacrificando todo o ritmo da narrativa.

Quando finalmente cheguei às revelações, já estava cansada demais para me sentir realmente impactada. A alternância entre as linhas do tempo, que poderia trazer mais dinamismo à trama, também não ajudou. Pelo contrário, senti que a história se arrastava por tempo demais para chegar aonde precisava.

O livro é curto e, para quem gostar da narrativa, provavelmente será uma leitura rápida. Infelizmente, não funcionou para mim e nem mesmo o final, cheio de revelações, foi capaz de salvar minha experiência.

Nota: 2,5 ★



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11 de outubro de 2026

The Stranger in Her House - John Marrs


Um estranho se infiltrou na sua família… e agora ele está assumindo o controle.

Paul está aqui apenas para ajudar, ou assim ele afirma, enviado por uma instituição de caridade para pessoas vulneráveis para fazer trabalhos ocasionais para a viúva idosa Gwen. Mas para a filha de Gwen, Connie, há algo em Paul que faz soar o alarme desde o primeiro dia. 

Ele é um pouco gentil demais, um pouco envolvido demais… Pior ainda, Gwen parece ter caído sob seu feitiço. A última coisa que Connie quer é um estranho se intrometendo na rotina segura que ela construiu em torno de Gwen. Ela adora ser aquela a quem Gwen recorre para cozinhar, limpar e fazer companhia. Mas quanto mais Paul visita, mais Gwen confia nele. Quando ele convenientemente se encontra entre casas e não tem escolha a não ser se mudar, Connie tem certeza de que ele está tentando expulsá-la completamente.

Mas é a palavra dela contra a dele, e à medida que suas tentativas de desmascará-lo se tornam cada vez mais desesperadas, ela não é a única que fica se perguntando se perdeu o controle da realidade. Mas quando os acontecimentos começam a sair rapidamente do seu controle, Connie deveria travar uma guerra total contra Paul e correr o risco de perder Gwen para sempre ou esse tem sido o plano dele o tempo todo?


RESENHA:
11/10/2026

Mais uma leitura concluída com sucesso! John Marrs tem o dom de prender a atenção do leitor desde as primeiras páginas.

Na primeira parte da história, temos Connie como narradora principal, com outros capítulos intercalados pelas narrativas dos vizinhos de Gwen.
Achei a primeira parte sem grandes novidades em comparação a outros thrillers do gênero, mas passei raiva o tempo todo! O autor criou um personagem detestável, que me fazia questionar a todo momento como aquilo era possível.
Ao final da primeira parte, temos o primeiro plot twist, mas ele não me surpreendeu. Eu tinha certeza absoluta de que seria aquilo e fiquei feliz por ter acertado.

Apesar de o começo não apresentar nenhum diferencial, a segunda parte toma outro rumo e, embora se arraste um pouco mais, conseguiu me manter entretida. Sabe quando você fica ansiosa pelos próximos passos do personagem? Foi assim que me senti.
E, ao final, quando eu achava que o autor já tinha entregado tudo o que era necessário para fechar a história, ele traz um complemento relacionado ao passado de outro personagem, que mais uma vez me prendeu à leitura.

Em resumo, apesar de não ter me surpreendido com as reviravoltas da trama, eu simplesmente não conseguia largar o livro. Se isso não é sinal de uma escrita excelente, não sei o que é.

Recomendo!
Disponível no Kindle Unlimited. 

Nota: 4 ★


 

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8 de outubro de 2026

Os Assassinatos no Honjin - Seishi Yokomizo

 


O maior clássico de mistério de assassinato do Japão.

No inverno de 1937, a vila de Okamura está em polvorosa com a expectativa do iminente casamento Ichiyanagi. Mas, em meio aos cochichos, também circula um rumor preocupante: ao que tudo indica, um sinistro homem mascarado tem feito perguntas pela vila.

Então, na noite do casamento, a casa dos Ichiyanagi é despertada por um grito terrível, seguido pelo som de uma música inquietante. A morte chegou a Okamura, deixando como única pista uma espada de samurai ensanguentada, cravada na neve imaculada do lado de fora da casa.

Logo, o detetive amador Kosuke Kindaichi entra em cena para investigar o que se tornará um lendário caso de assassinato, mas será que esse detetive desleixado conseguirá solucionar um crime aparentemente impossível?


RESENHA:
07/10/2026

Os Assassinatos no Honjin foi publicado em 1946 e é o primeiro livro protagonizado pelo detetive Kosuke Kindaichi, que aparece em uma série de 77 histórias.
E que desfecho genial!
Se hoje, como leitora que consome thrillers aos montes, eu fiquei impressionada com a solução desse mistério, fico imaginando o impacto que ela deve ter causado naquela época.
A nota, aqui, é praticamente irrelevante.
O que importa é a experiência de conhecer uma história tão antiga e ainda assim encontrar uma resolução capaz de surpreender.

Tive bastante dificuldade com os nomes dos personagens (e são muitos!), além dos nomes das cidades. Em alguns momentos, confesso que me perdi um pouco e não consegui acompanhar tudo como gostaria.
Mas isso é uma dificuldade minha e certamente não será um problema para todos os leitores.
A solução do mistério é uma ótima sacada.
Eu já encontrei esse tipo de resolução em outros livros, mas aqui ela foi construída de uma maneira completamente diferente. Não desconfiei nem por um único momento.
E o mais interessante é que o próprio autor afirma que nunca tentou enganar o leitor: as pistas estavam todas ali, bem claras.
E ele estava certo.

Depois que você sabe a solução, percebe que realmente estava tudo diante dos seus olhos. 
Adorei essa experiência e recomendo muito a leitura.
É um livro curtinho, então minha única dica é: não faça pausas muito longas durante a leitura. 
Principalmente porque, com tantos nomes, você pode acabar precisando de um mapa da família para lembrar quem é quem. 😂

Recomendo muito!

Nota: 4 ★


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1 de outubro de 2026

Morte nos Alpes - Lucy Foley - [Um mistério de Miss Marple]

 


Nos elevados cumes dos Alpes Suíços, ergue-se o luxuoso e quase inacessível Hotel Grand Alpine. Sob o brilho do champanhe e dos casacos de pele, os hóspedes escondem segredos e mágoas ― mas ninguém escapa ao olhar atento de Miss Marple. Então, quando uma morte rompe a aparente serenidade do lugar e uma nevasca isola o hotel do restante do mundo, resta apenas uma certeza: o assassino ainda está entre eles, e o frio implacável não poupará ninguém.


RESENHA:
01/10/2026

Depois de 50 anos, Lucy Foley trouxe de volta Miss Marple em mais um mistério e eu vou comentar brevemente o que achei desse livro.

Geralmente gosto dos livros da autora, mas esse não me conquistou. Se a ideia era apenas trazer Miss Marple de volta, ela conseguiu. Mas, se a intenção era trazer não só a detetive, mas também toda a atmosfera dos livros de Agatha Christie, definitivamente não.

O palavreado utilizado (como put@, sexo e outros do tipo) foi desnecessário. Agatha nunca usava esse tipo de linguagem, e isso nunca fez falta em suas histórias.
Lucy Foley poderia ter criado sua própria detetive para essa história e deixar a Miss Marple quieta.

Quanto à trama, achei cansativa. Mais da metade do livro se passa sem que praticamente nada aconteça, apenas com diálogos enfadonhos. Quase abandonei a leitura, mas, por ser um livro curtinho, resolvi prosseguir.
O culpado eu acertei, mas só. 
Se você quer relembrar Miss Marple, te aconselho a reler algum outro da própria Agatha, mas se não se importar com nada disso, vá em frente.

Nota: 3 ★



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