O que você faria se descobrisse que seu marido, companheiro de uma vida inteira e pai dedicado, está envolvido em um crime terrível?
Suas últimas palavras é um thriller eletrizante de Gillian McAllister que deixa no ar a pergunta: até que ponto conhecemos de fato as pessoas que amamos?
É 21 de junho, o dia mais longo do ano, e a vida da jovem mãe Camilla está prestes a mudar para sempre. Após meses de licença‑maternidade, ela vai deixar a filha na creche pela primeira vez e retornar ao trabalho de agente literária. Mas, ao acordar, vê que seu marido, Luke, não está em casa ― e que, antes de sair, ele deixou um bilhete com uma mensagem enigmática.
Ainda sem entender o que está acontecendo, Cam segue a rotina pré-estabelecida e vai para o trabalho. De repente, a polícia aparece na agência literária. Houve um sequestro, uma pessoa fez três reféns, e Luke está envolvido.
O problema é que Luke não é uma das vítimas.
É o sequestrador.
Em poucas horas, Cam é forçada a repensar toda a sua vida até aquele momento. Será mesmo que Luke, o homem que ela ama ― pai dedicado, escritor bem-sucedido e um cara do bem ― é um criminoso frio e calculista?
RESENHA:
29/10/2026
29/10/2026
Esse livro entrou para a minha lista de desejados assim que foi lançado lá fora. Então, imaginem a minha ansiedade quando ele finalmente foi anunciado no Brasil! As expectativas estavam altíssimas, mas, infelizmente, a leitura não entregou o que eu esperava.
Foram longos 9 dias para concluir uma história que, inicialmente, tinha tudo para me conquistar.
O começo é muito promissor, cheio de mistérios e com aquele clima que faz a gente querer descobrir o que está por trás de tudo. Mas, aos poucos, a trama perde força, o ritmo esfria e o interesse vai embora junto.
O desenvolvimento é lento, as narrativas se arrastam e faltam acontecimentos capazes de manter a história viva. Até os personagens e suas rotinas se tornam enfadonhos, tornando a leitura cada vez mais cansativa.
O que mais me incomodou foi a falta de ritmo. As longas descrições entre os diálogos tiraram a agilidade da narrativa, enquanto as pausas excessivas entre os acontecimentos fizeram a trama parecer parada no tempo. A sensação era de estar vendo situações que já se repetiram vezes demais.
A resolução do mistério não foi surpreendente, tampouco interessante o suficiente para que me fizesse recomendar o livro de imediato.
No fim, fiquei com a sensação de que faltou algo. Faltou impacto, faltou ritmo e faltou aquele elemento capaz de diferenciar essa história de tantas outras do gênero.
Infelizmente, foi mais do mesmo.
Nota: 3,5 ★

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