Mostrando postagens com marcador 3/5 ★. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 3/5 ★. Mostrar todas as postagens

23 de julho de 2026

A Viúva do médico - Daniel Hurst - The Doctor's Wife #2

 



Ela confiou nele. Agora ela está pagando o preço…
Eu amava meu marido, Doutor Drew Devlin, mas ele me traiu. E agora ele está morto.

Enquanto coloco a chave na fechadura e abro a porta da nova casa luxuosa que comprei com o dinheiro do seguro de vida de Drew, tenho certeza de que os piores dias já passaram. Meu segredo está seguro e mal posso esperar para aproveitar minha nova riqueza e liberdade. Então conheço o belo Roger. Eu não estava procurando um relacionamento, mas enquanto passamos as noites bebendo vinho no meu terraço ensolarado, percebo que ele é exatamente o que preciso agora. Roger não se parece em nada com Drew, ele é espontâneo e romântico. E acima de tudo, ele é honesto.

Ele acha que sou uma mulher rica e solitária. Ele está errado, claro, há muito mais em mim…

Mas então, uma noite, quando estamos enrolados na cama juntos, Roger diz algo que faz meu sangue esfriar. Acho que ele sabe a verdade sobre minha vida como esposa do médico.
Farei qualquer coisa para impedir que meu passado me alcance… Mas Roger é realmente quem diz ser? Ou minha vida está em perigo agora?


Gostei dessa história, embora um pouco menos que da primeira. Inclusive, achei curioso que este volume tenha uma nota maior no Goodreads.

Encarei o livro mais como uma preparação para os próximos acontecimentos. Aqui, acompanhamos situações que ficam apenas engatilhadas, deixando tudo pronto para o que vem a seguir. Acredito que nem todas as respostas aparecerão no próximo volume, mas pelo menos uma revelação importante deve acontecer.

É mais um daqueles thrillers "pipoca": leitura leve, envolvente e que devoramos em poucas horas. Como tem poucas páginas, o ritmo fica ainda mais ágil.

Com certeza vou continuar acompanhando a série.

Nota: 3,5 ★

* Essa versão é de Portugal *

ADQUIRA O LIVRO (EM INGLÊS) AQUI - Disponível no Kindle Unlimited.


CONTINUE LENDO

17 de julho de 2026

Até que a morte nos separe - Peter Swanson

 



Thom e Wendy Graves estão casados há mais de 25 anos. Vivem em uma charmosa casa vitoriana na costa de Massachusetts, têm um filho já adulto e construíram, ao longo das décadas, a imagem de um casamento sólido e invejável. 
À primeira vista, tudo parece perfeitamente normal. Exceto por um detalhe: Wendy quer matar o marido.
Mas o verdadeiro mistério não é o que vai acontecer, e sim o que aconteceu antes. 

Contada de trás para a frente, esta trama brilhante e perturbadora revela os momentos decisivos da vida do casal: a compra da casa, o nascimento do filho, a morte suspeita de uma colega de trabalho… e, no centro de tudo, um pacto sombrio selado há muitos anos.

RESENHA:
17/07/2026

Eu sou fã dos trabalhos do Swanson, sempre fico eufórica quando chega um livro dele e esse em particular é bem diferente.

Imagine começar um livro já sabendo exatamente como a história termina.
É isso que acontece aqui.

A narrativa começa em 2023 e vai voltando no tempo até 1982, quando Thom e Wendy se conheceram ainda na adolescência.
Thom é professor de literatura inglesa, alcoólatra e sonha em se tornar um grande escritor. Wendy é poetisa, já teve seus poemas publicados e é muito mais centrada que o marido. Logo nas primeiras páginas surgem perguntas que prendem a atenção: o que levou Thom ao alcoolismo? E, principalmente, por que Wendy quer tanto matar o marido?

A resposta vem aos poucos, enquanto voltamos no tempo capítulo por capítulo.
Cada capítulo revela um momento importante, ou aparentemente comum, da vida do casal, e aos poucos todas as peças vão se encaixando.
Gostei bastante da proposta. É uma leitura diferente, curiosa e que desperta a vontade de entender como tudo aconteceu.
Mas, para mim, existe um ponto que tirou parte do impacto da história: como já sabemos o desfecho desde o início, boa parte da surpresa desaparece. Toda a carga emocional do livro ficou concentrada nas primeiras páginas, e, quando chega ao último capítulo, que, na verdade, é o começo de tudo, a sensação é bem estranha.

A experiência vale pela construção da narrativa e pela forma como os acontecimentos são revelados, mas terminei a leitura com a impressão de que essa estrutura funciona mais como um diferencial do que como um recurso que aumenta a tensão. Talvez exista um motivo para tantos autores deixarem a grande revelação para o final.

Nota: 3,5 ★




CONTINUE LENDO

12 de junho de 2026

Procura-se aquela garota - Mary Kubica

 


Shelby Tebow é a primeira a desaparecer. Pouco depois, Meredith Dickey e sua filha de seis anos, Delilah, somem a poucos quarteirões de onde Shelby foi vista pela última vez, espalhando medo por uma comunidade que até então vivia em tranquila. Os casos estão conectados? A busca é longa, cheia de dúvidas, e termina deixando mais perguntas do que respostas – até que o caso, enfim, esfria.

Onze anos depois, Delilah reaparece de maneira inesperada. Todos querem saber o que aconteceu durante todo esse tempo, mas ninguém está preparado para o que será descoberto.


RESENHA:
10/06/2026
A trama alterna entre as narrativas de Kate e Meredith no passado e de Leo no presente, que conta sua versão dos acontecimentos como se estivesse escrevendo um diário para a irmã, Delilah.
Gostei da narrativa no geral. Apesar de algumas descrições desnecessárias, nada chegou a prejudicar minha experiência de leitura.

O grande destaque, para mim, foi Meredith.
Eu estava muito curiosa para descobrir o que havia acontecido com ela, e sua história foi, de longe, a parte mais interessante do livro.
A autora guarda boa parte das revelações para o final, o que ajuda a manter a curiosidade ao longo da leitura.
O problema é que, quando elas finalmente chegam, começam a aparecer vários furos.
Tive a sensação de que a história estava tão preocupada em criar um grande plot e surpreender o leitor que acabou deixando a lógica em segundo plano.
Algumas revelações causam impacto no momento, mas quanto mais eu pensava sobre elas, menos sentido faziam.

Eu estava dividida entre dar 4 ou 3,5 para essa leitura.
No geral, gostei um pouco mais dela do que de Não é Ela, lançado praticamente na mesma época, o que me fez considerar uma nota maior. Mas, quanto mais eu pensava nas revelações e nos furos da trama, mais a nota ia caindo.
No fim, esses problemas pesaram bastante na minha avaliação e acabaram definindo a nota final.
É aquele tipo de livro que funciona muito bem durante a leitura, mas perde força quando você começa a analisar os acontecimentos com mais calma.

Nota: 3,5


CONTINUE LENDO

4 de junho de 2026

Não é ela - Mary Kubica

 


Nem toda família é o que parece.

Um thriller psicológico avassalador que transforma férias tranquilas em um pesadelo inesquecível. Courtney Gray planejou as férias na expectativa de passar dias tranquilos na companhia de seus familiares em um resort bucólico à beira de um belo lago no norte de Wisconsin. No entanto, a desejada paz é violentamente interrompida quando ela escuta um grito vindo da cabana em que a família de seu irmão está hospedada. Ao chegar lá, se depara com os corpos sem vida do irmão e da cunhada, não vê sinal de sua sobrinha Reese, e encontra Wyatt, o outro sobrinho, dormindo no andar de cima.

Kubica alterna capítulos que descrevem a perspectiva de mais de um personagem, com destaque para Courtney, que fala no presente, e Reese, no passado. Algumas questões levantadas ao longo da história mantêm a tensão e projetam desconfianças sobre todos os personagens. Seria Reese, a sobrinha desaparecida, que teve uma briga feia com os pais na noite anterior, a culpada pelo crime? Wyatt, que estava dormindo no momento em que seus pais foram mortos, é mesmo sonâmbulo? Qual a origem do sangue nos sapatos de Elliott, o marido de Courtney?

Conforme a investigação policial avança, Courtney descobre segredos sobre aqueles que ela acreditava conhecer e vai se dando conta de que todos ao seu redor têm algo a esconder. Ao ver seu mundo desmoronar, ela se questiona se conhece mesmo as pessoas com quem divide a vida. E tem apenas uma certeza: ninguém é totalmente inocente nessa história.


RESENHA:
08/05/2026

Tudo começa quando Courtney encontra o irmão e a cunhada assassinados no chalé ao lado durante as férias de verão à beira do lago.
O sobrinho de 15 anos dormiu durante toda a noite do crime e Reese, a filha mais velha do casal, desapareceu sem deixar rastros.
Enquanto a polícia tenta solucionar o caso e encontrar Reese - que também pode ser suspeita - Courtney se recusa a deixar a pequena cidade até descobrir o que realmente aconteceu.

A trama alterna entre dois pontos de vista:
Courtney, no presente, e Reese, dias antes do crime.
Confesso que gostei muito mais da parte da Courtney, até porquê acompanhar os dramas adolescentes da Reese foi cansativo 😩
E o irmão dela? Insuportável. Em vários momentos eu queria entrar no livro só pra dar uns tapas nele.
A mãe também não ajudava muito, parecia completamente indiferente ao que acontecia com a filha.
No fim, achei os personagens bem frustrantes e não consegui me apegar a nenhum deles.

Também é interessante acompanhar as investigações feitas pelos próprios personagens, mas chega um momento em que eles começam a se meter onde não devem e acabam mais irritando do que ajudando.
Sobre os culpados: acertei tanto o assassinato do casal quanto o desaparecimento da outra garota. Mas não a motivações. 
A autora praticamente não dá pistas, mas algumas pequenas situações me fizeram desconfiar e eu estava certa.

No geral, não foi uma trama que me surpreendeu.
A narrativa é boa e fluida, os capítulos curtos ajudam bastante, mas a história segue num ritmo muito constante, sem grandes momentos impactantes ou revelações ao longo do caminho.
Tudo fica concentrado no final.
Já li livros dessa autora que gostei muito mais, mas talvez isso aconteça porque, na época, eu ainda não consumia tantos thrillers e tudo parecia mais novidade.
Enfim: uma boa leitura, mas nada memorável.

Nota: 3,5 ★




CONTINUE LENDO

30 de abril de 2026

A Esposa e a viúva - Christian White

 


O segundo thriller do premiado autor de Um lugar Selvagem, Christian White.

Ambientado em uma misteriosa cidade insular no auge do inverno, A Esposa e a Viúva é um thriller perturbador narrado a partir de duas perspectivas: Kate, uma viúva cuja dor é agravada pelo que descobre sobre a vida secreta de seu falecido marido; e Abby, uma moradora da ilha cujo mundo vira de cabeça para baixo quando ela é forçada a confrontar as evidências da culpa de seu marido. Mas nada nesta ilha é exatamente o que parece, e somente quando essas mulheres se unem é que elas podem descobrir toda a história sobre os homens em suas vidas.
Brilhante e envolvente, A Esposa e a Viúva leva você à beira de um precipício e levanta a questão: o quanto realmente conhecemos as pessoas que amamos?


RESENHA:
30/04/2026

A trama começa quando Kate vai ao aeroporto surpreender o marido — mas quem acaba surpresa é ela.
Ele não desembarca.
E pior: nem estava no voo.

A história é contada sob o ponto de vista de duas mulheres:
uma que acabou de perder o marido…
e outra que começa a suspeitar que o seu esconde algo terrível.

Tudo se passa em uma pequena cidade litorânea, com aquela atmosfera meio vazia e melancólica fora de temporada.
Acompanhamos Kate, tentando descobrir o que aconteceu com o marido, e Abby, uma moradora local cada vez mais desconfiada do próprio.
Confesso que comecei a leitura bem empolgada — a premissa me ganhou na hora.
Mas logo surgiu um problema: não gostei da escrita do autor.
É muito carregada de descrições (cores, marcas, pensamentos…), a ponto de, em vários momentos, a narrativa esfriar e perder o ritmo. Pra mim, isso pesa bastante e em alguns trechos chegou a soar até meio brega.
Um exemplo é a Abby ser taxidermista: volta e meia surgem descrições detalhadas das ferramentas e dos processos.
Mesmo assim, continuei lendo porque estava curiosa pra ver onde as duas histórias iam se cruzar.
E aí… o final compensou. Fui realmente surpreendida, não passou nem perto do que eu imaginava. Achei muito bem construído.
Mas, sendo bem honesta, é esse final que sustenta o livro.
O restante segue sem grandes surpresas e, em vários momentos, parece mais um drama familiar.
A parte investigativa é fraca e quase inexistente e a narrativa não me envolveu como poderia.
Ainda assim, recomendo. É um livro bem avaliado no GD e essa foi só a minha experiência.

Nota: 3,5 ★

O ebook está disponível no Kindle Unlimited


CONTINUE LENDO


Topo