
RESENHA:
15/07/2014
Esse livro foi uma agradável surpresa!
Apesar do título mórbido, a autora foi a fundo no emocional, falando de uma forma bem esclarecedora sobre a solidão das pessoas e suas consequências.
Um livro bem escrito, claro, sem rodeios ou confuso.
As vítimas, pessoas sozinhas, deprimidas, sem perspectiva de vida. Como é fácil delas desistirem de tudo quando não se tem apoio, nem mesmo amigos.
Annabel,a protagonista, é uma dessas pessoas reclusas, sem amigos. O tipo que ninguém enxerga quando entra no lugar, e ela percebe e tem consciência disso.
Os poucos que tentam se aproximar ela os afasta, nisso ela me irritou um pouco. Mas é muito inteligente e dedicada ao trabalho, vai a fundo pra descobrir o que acontece com essas pessoas encontradas mortas, que a polícia a princípio acha apenas uma triste coincidência.
O responsável pelas mortes também é muito inteligente. Tem uma hora que ele se refere às famílias das vítimas de uma maneira que até 'entendi' o que ele quis dizer.... onde estavam essas "famílias" quando eles mais precisavam? Por que os deixaram afundar na tristeza, na solidão? Por que ficaram no esquecimento?
A cada corpo encontrado, uma nota no jornal. Logo abaixo vem um breve resumo da vida da pessoa falecida, ela mesma contando. Gostei muito disso, assim dava pra saber um pouco como a pessoa viveu e porque ela chegou nesse triste fim.
Recomendo esse livro!
"Restos humanos fala de nossos medos mais obscuros, mostrando como pessoas que vivem sozinhas podem ser vulneráveis - e a facilidade com que vidas podem ser destruídas quando não há ninguém que se importe com elas"
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